conferência inédita acontece nos dias 26 e 27 de novembro no Soho House e já reúne nomes como beatport, Warner Music e Zamna Festival para discutir o crescimento do setor na região.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Asia Music Event (AME) estreia em Hong Kong nos dias 26 e 27 de novembro no Soho House, com mais de 1.000 profissionais e 200 empresas confirmadas.
- Beatport, Warner Music, Zamna Festival, Djakarta Warehouse Project e The Magic of tomorrowland estão entre os nomes envolvidos na primeira edição.
- O evento promete 30 sessões, mais de 100 palestrantes e um evening party de encerramento, com o objetivo de criar um ponto de encontro dedicado à indústria eletrônica asiática.
Hong Kong recebe a primeira grande conferência da indústria eletrônica na Ásia
A cena de música eletrônica asiática finalmente ganha um palco institucional à altura de sua dimensão. O Asia Music Event (AME) anuncia sua estreia para os dias 26 e 27 de novembro, no Soho House Hong Kong, e desde o anúncio já sinaliza que veio para ficar. Com mais de 1.000 profissionais e 200 empresas confirmadas, a primeira edição promete ser uma das iniciativas mais ousadas do setor na região — e talvez a mais necessária.
Um mercado que cresce, mas que não tinha sua própria vitrine de negócios
A indústria da música eletrônica na Ásia tem experimentado um crescimento exponencial nos últimos anos. Festivais como o Djakarta Warehouse Project, na Indonésia, e o Lisbon Dance Summit, que embora português, mantém conexões profundas com o mercado asiático, são prova de que a região não é apenas consumidora — é produtora de tendências. No entanto, faltava um espaço onde rótulos, promotores, agências e plataformas pudessem se sentar à mesma mesa para discutir oportunidades, desafios e modelos de negócio específicos dos mercados asiáticos.
É exatamente aí que o AME entra. Diferente de eventos globais como o Amsterdam Dance Event ou a Miami Music Week, que tratam a Ásia como um mercado periférico, a conferência propõe colocar as particularidades regionais no centro da conversa. Estruturas de reserva, hábitos de consumo, parcerias locais e realidades comerciais que variam drasticamente de um país para outro — da China à Tailândia, do Japão às Filipinas — finalmente terão um espaço dedicado para serem discutidos por quem trabalha dentro deles.
Um lineup de peso que revela a ambição do evento
O que dá credibilidade imediata ao AME é a qualidade dos nomes já confirmados no quadro de palestrantes. Becky Yeung, vice-presidente regional de parcerias de marca e sincronização na Warner Music APAC, traz experiência em 13 mercados e uma visão rara sobre como música, marcas e parcerias comerciais operam na região. Ayudita Hariadi, chefe de reservas artísticas do Ismaya Group, acrescenta a perspectiva de quem organiza festivais de grande escala e desenvolve talentos locais. E Jesper Skibsby, fundador da WARM e co-fundador do Lisbon Dance Summit, traz a dimensão dos dados e da análise de mercado para a mesa.
Completa o painel Leo Arbez, que opera na cena noturna de Hong Kong através do Magic Room, Nodes Rec. e 22Systm Studio, garantindo que as discussões não fiquem apenas no nível corporativo — há vozes de quem vive a nightlife local no dia a dia. Essa diversidade de perfis é um acerto: confere ao AME uma profundidade que vai além de um simples encontro de executivos, criando um ecossistema de conhecimento que inclui desde dados e rádio até reservas e cultura de pista.
O que o AME pode significar para o futuro da música eletrônica na Ásia
Do ponto de vista estratégico, o AME preenche uma lacuna que existia há muito tempo. A indústria eletrônica global tem olhado para a Ásia com uma mistura de fascínio e incerteza — mercados enormes, públicos famintos por experiências, mas com estruturas de negócio que não se encaixam nos modelos ocidentais. Ao criar um ponto de encontro em Hong Kong, o evento faz algo que nenhuma conferência anterior conseguiu: dar voz aos atores locais enquanto abre portas para parceiros internacionais.
A participação da Beatport e da Warner Music sinaliza que os grandes players globais estão levando a sério a expansão asiática. Não se trata mais de tratar a região como um mercado de exportação, mas como um centro de inovação e negócio por direito próprio. Se o AME conseguir consolidar sua segunda e terceira edições com a mesma qualidade, há um caminho claro para que ele se torne o equivalente asiático do ADE — e, quem sabe, um dos eventos mais importantes do calendário global da música eletrônica.
Fechamento: a Ásia finalmente tem seu espaço
A estreia do Asia Music Event não é apenas mais uma conferência no calendário. É um marco. Representa o momento em que a indústria eletrônica asiática para de ser tratada como uma curiosidade e passa a ocupar o lugar que sempre mereceu: o centro das conversas sobre o futuro da música. Com mais de 30 sessões programadas, networking estruturado, showcases ao vivo e uma festa de encerramento no dia 27, o AME chega para provar que a próxima grande narrativa da música eletrônica não está apenas na Europa ou na América do Norte — está sendo escrita agora, em Hong Kong.
💡 Você sabia que Hong Kong historicamente funcionou como uma das principais portas de entrada para a música ocidental na Ásia, mas nunca abrigou uma conferência dedicada exclusivamente à indústria da música eletrônica — algo que acontece há décadas em cidades como Amsterdã (ADE) e Miami (Winter Music Conference).
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— Douglas W.


