Max Styler revela estreia emocionante no Rock in Rio e celebra melhor fase da carreira

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DJ norte-americano fala sobre turnê intensa, novo EP e o orgulho de tocar no Coachella e no festival carioca.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Max Styler estreia no Rock in Rio no palco New Dance Order ao lado de Fatboy Slim e artistas brasileiros.
  • DJ afirma que dividir lineup com Elton John foi ‘surreal’ e revela orgulho por ter tocado no Coachella.
  • Novo EP ‘I Don’t Think I Can Stop’ tem seis faixas extensas inspiradas na sensação de não querer parar de tocar.
  • Produtor é o #1 mais apoiado da 1001Tracklists e #1 em vendas de Indie Dance na Beatport.
  • Max Styler promete voltar ao Brasil em breve após agenda intensa entre SP, Uruguai e Rio.

O palco New Dance Order do Rock in Rio recebeu na noite desta segunda-feira (7) uma das revelações mais sólidas da cena Indie Dance global: Max Styler. Pela quarta vez no Brasil e estreante no festival carioca, o DJ e produtor norte-americano subiu ao palco num lineup que incluía ninguém menos que Fatboy Slim, além dos brasileiros Aline Rocha, Leo Janeiro e Simo Not Simon — e, nos bastidores, a perspectiva de dividir cartaz com Elton John nos dias seguintes. A declaração dele sobre o assunto não poderia ser mais sincera: “Só de estar num line-up com o Elton John já é surreal”.

O que está por trás desse momento não é sorte, é construção. Max Styler iniciou a carreira aos 18 anos, quando já emplacava lançamentos na Dim Mak Records — selo de Steve Aoki — sendo um dos produtores mais jovens da história da gravadora. Antes dos decks, however, havia uma guitarra: foi o primeiro contato dele com a criação musical, uma raiz que ele reconhece como porta de entrada, mesmo admitindo que hoje em dia a criação acontece “no laptop, entre uma viagem e outra”.

Os números atuais colocam Max Styler em um patamar raro para um artista de Indie Dance. É o produtor mais apoiado da história do Top 101 Producers da 1001Tracklists, o segundo artista mais vendido geral na Beatport e o primeiro colocado absoluto em Indie Dance — um domínio comercial que poucos nomes do gênero conseguem sustentar. Somado a isso, sua própria gravadora, a Nu Moda, funciona como vitrine para um som que equilibra melodia acessível e energia de pista.

O novo EP, “I Don’t Think I Can Stop”, com seis faixas de duração estendida, não é apenas um lançamento: é um reflexo declarado da sua posição atual. “Enquanto estou tocando, sempre tem essa sensação de ‘eu não quero que a noite acabe, eu não quero parar’. Achei que isso combinava com o EP” — a conexão entre sets como headliner e o catálogo lançado é proposital e revela um artista que entende o próprio momento. Não é repetição, é consolidação.

Comparado a outros nomes que escalaram rapidamente na cena Indie Dance, Max Styler se diferencia pela consistência: Coachella 2024, Só Track Boa, Lollapalooza Chicago e agora Rock in Rio formam um ano que dificilmente será superado na carreira dele. A emoção com o Coachella — “aquele era o meu festival de casa, meu festival dos sonhos” — mostra que, apesar da ascensão meteórica, ele mantém a consciência do lugar que ocupa. Não é todo produtor que consegue traduzir apoio digital em presença real de palco com essa naturalidade.

A agenda, porém, já começa a cobrar o preço. Entre São Paulo, Montevidéu e Rio de Janeiro em questão de dias, Max Styler admite que “nem sempre consigo aproveitar tudo que gostaria nas cidades novas”. É o lado pouco glamoroso de uma carreira no auge — e faz questionar: quantos artistas indie dance conseguem sustentar esse ritmo sem perder qualidade ou identidade? A promessa de retorno ao Brasil em breve sugere que ele pretende, aos poucos, trocar a passagem rápida por experiências mais profundas no país.

O impacto desse momento vai além de uma apresentação num palco de festival. Max Styler representa a prova de que o Indie Dance, gênero muitas vezes visto como nicho, pode ocupar espaço de destaque em line-ups globais ao lado de nomes mainstream — e o Rock in Rio, com sua New Dance Order, parece entender isso cada vez mais. Se 2024 foi o ano da afirmação, o que se espera para 2025 é uma expansão ainda maior, tanto em turnês quanto em relevância dentro da música eletrônica mundial. O ciclo que ele descreve — “não acredito que isso está acontecendo” — ainda não mostrou sinais de desaceleração.


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— Douglas W.