Rock in Rio 2026: Supernova traz tributo aos Ramones e robô de Defante

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Primeiro fim de semana do Palco Supernova mistura rock, punk, trap e MPB, com destaque para homenagem aos 50 anos dos Ramones e a inovadora apresentação multimídia de Diogo Defante.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Primeiro fim de semana do Palco Supernova traz rock, punk, trap e MPB.
  • Destaque para o tributo “Blitzkrieg Psycho Bop Ramones 50” e o robô Gepeto no show de Diogo Defante.
  • Estreia de Zeca Veloso no festival, com participação surpresa de Xamã.

Enquanto o mundo ainda respira os ecos do primeiro fim de semana do Palco Supernova no Rock in Rio 2026, o festival prova que a mistura de gêneros pode ser mais do que uma tendência – é um manifesto de renovação. A programação inicial deixou claro que a proposta do Supernova é collisions entre o tradicional e o experimental, unindo rock pesado, trap urbano, MPB e até mesmo uma apresentação multimídia que parece saída de um filme de ficção científica.

O palco, fruto da parceria entre o Rock in Rio e a Sony Music Brasil, abriu seus quatro dias com uma escalação que vai de Larissa Luz, reinterpretando Gilberto Gil, até Diogo Defante, encerrando a sexta-feira com um espetáculo que incluiu um robô humanoide chamado Gepeto. A inovação de Defante não foi apenas um recurso visual; foi uma forma de ampliar a narrativa do comedy rock, mostrando que a tecnologia pode servir de amplificador para a criatividade brasileira.

No sábado, o Supernova se dedicou ao rock e à música urbana. ZeROBADASS deu início à programação, seguido por MC Taya e Lvcas, enquanto Supercombo fechou a noite com quase duas décadas de carreira, lembrando que o rock nacional ainda tem muito a oferecer. O domingo, porém, foi o dia do heavy rock: O Escritório, Bayside Kings e Matanza Ritual abriram caminho para João Gordo e Asteroides Trio, que apresentaram o projeto “Blitzkrieg Psycho Bop Ramones 50” – uma homenagem aos 50 anos do primeiro álbum dos Ramones, recriando clássicos como “Blitzkrieg Bop” e “Beat on the Brat”. Sob chuva, o tributo ganhou uma dimensão épica, reforçando a relevância do punk como fonte de rebeldia.

A segunda-feira trouxe uma mistura de MPB e trap. Maui e Melly abriram a noite antes da estreia de Zeca Veloso – uma presença marcante que trouxe Xamã como convidado surpresa para a parceria “Máquina do Rio”. A performance de Zeca, após anos de ausência em grandes festivais, reacendeu o interesse pela MPB contemporânea e mostrou que a colaboração entre gerações pode gerar resultados frescos. Aee, por sua vez, encerrou os quatro primeiros dias com um set de trap baiano, consolidando a diversidade sonora do Supernova.

O que o primeiro fim de semana revela é um cenário em que o festival não tem medo de arriscar. O Supernova se posiciona como um espaço de experimentação, onde o rock pesado divide o palco com o trap mais agressivo, e onde a MPB pode dialogar com o punk. A inovação de Defante, o tributo aos Ramones e a estreia de Zeca Veloso são sinais de que a música brasileira está em um momento de reinvenção, usando sua história como base para criar novos ritmos.

O segundo fim de semana promete manter essa energia, com uma escalação totalmente feminina na sexta-feira, a presença de artistas latinos como Milo J e o encerramento de NandaTsunami, uma das maiores vozes do trap/pop atual. O Supernova, portanto, não é apenas um palco dentro do Rock in Rio; é um laboratório onde o futuro da música brasileira está sendo testado, e o público é o primeiro a ouvir o resultado.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o Palco Supernova é uma parceria entre o Rock in Rio e a Sony Music Brasil, focada em misturar veteranos e novos talentos?

— Douglas W.