Britânica enfrentou chuva, concorrência de nacionais e o desafio de provar que é muito mais que um hit viral no Palco Mundo.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Lola Young fez sua primeira apresentação no Brasil no Rock in Rio 2026, no Palco Mundo.
- A cantora enfrentou chuva e concorrência direta com Dennis e Marina Sena em horários simultâneos.
- Performance revelou um repertório mais vasto além de “Messy”, com momentos emocionantes como “Spiders”.
A estreia de Lola Young no Rock in Rio 2026 foi, desde o início, um duelo contra o relógio, contra a chuva e contra a própria reputação de fenômeno viral. Subir ao Palco Mundo num domingo à noite, num festival onde cada minuto de atenção é disputado, exigiu da cantora britânica muito mais do que talento — exigiu estratégia, carisma e a capacidade de convencer uma plateia vasta de que existe uma artista inteira por trás de um único hit que explodiu nas redes sociais.
Lola Young chegou ao Brasil carregando o peso e o privilégio de ser uma das revelações pop mais comentadas dos últimos anos. Seu álbum de estreia, My Mind Wanders and Sometimes It Gets So Far Away, apresentou uma artista que transita entre a vulnerabilidade lírica e uma estética propositalmente desconstruída, longe dos padrões polidos da indústria pop. Formada na BRIT School — mesma instituição que formou Adele e Amy Winehouse — ela carrega uma herança vocal que sempre esteve acima do que as plataformas de vídeo curto permitem demonstrar. “Messy” foi a faixa que a catapultou para o mainstream, mas reduzir sua obra a essa canção seria ignorar um repertório rico em camadas emocionais e texturas sonoras que pedem um espaço diferente.
No Rock in Rio, a cantora optou por um visual mais elegante — vestido preto, unhas imponentes — que contrastou com a imagem desarrumada que habitualmente projeta, mas que, paradoxalmente, reforçou sua identidade: Lola Young sabe exatamente o que comunica. Acompanhada por uma banda completa, com bateria, teclado, baixo e guitarra, abriu o set com “Wish You Were Dead”, sorridente e energética, traçando um caminho que alternava entre momentos contidos, onde sua voz rouca ocupava todo o espaço, e passagens onde parecia pronta para extravasar junto com a orquestra de rock que a sustentava.
A principal tarefa da noite, contudo, não era apenas tocar bem — era construir uma base de fãs genuínos num território novo. E isso se mostrou complicado. O show de Lola Young no Palco Mundo coincidiu exatamente com o início da apresentação de Dennis no Espaço Favela, às 19h10, enquanto Marina Sena se preparava para o Sunset às 20h20. São propostas artísticas completamente diferentes, mas a realidade de um festival competitivo faz com que o público se divida, e nomes nacionais que já possuem uma relação consolidada com a plateia levam vantagem natural na disputa por atenção. A chuva que insistia sobre a Cidade do Rock agravou ainda mais a situação, fazendo com que parte da plateia reconsiderasse suas opções a cada intervalo entre atrações.
E é justamente nos momentos de maior fragilidade que Lola Young revelou sua verdadeira magnitude. “Spiders”, faixa que poucos no público brasileiro conheciam, se transformou no ponto alto emocional da noite. A cantora chorou abertamente, abandonou por alguns minutos a figura sorridente que havia construído ao longo do set e entregou uma performance quase confessional, em que a única necessidade era ser ouvida. Nesse instante, o Palco Mundo pareceu grande demais para uma artista cuja força reside na intimidade — e foi exatamente ali, na vulnerabilidade exposta, que Lola demonstrou por que não deve ser reduzida a um fenômeno de viralização. A voz rouca, as mudanças de intensidade e a entrega visceral sustentam um trabalho que transcende a lógica imediata das redes sociais.
Contudo, é preciso reconhecer que o Rock in Rio talvez não tenha sido o palco ideal para essa estreia. Um espaço secundário, como o Sunset, poderia aproximar público e artista, preservar melhor a intimidade das faixas mais delicadas e permitir que a energia caótica de Lola crescesse organicamente ao longo da apresentação, em vez de exigir que ela ocupasse imediatamente a dimensão gigantesca do Palco Mundo. O festival demonstrou que ter repertório para um grande palco não significa automaticamente que esse seja o melhor ambiente para revelá-lo. Ainda assim, a receptividade foi suficiente para que Lola Young saísse do Brasil com uma promessa: a de que seu nome merece ser chamado novamente — e desta vez, talvez num contexto que faça jus ao que ela realmente é.
💡 Você sabia que Lola Young é formada pela BRIT School em Londres, a mesma instituição que formou Adele, Amy Winehouse e Duffy — uma das escolas mais emblemáticas para o surgimento de talentos vocais no mundo?
Mídia / Redes Sociais:
lola young se emociona cantando spiders no palco mundo!!#LolaYoungNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/a3sC0Omdcr
— Multishow (@multishow) September 13, 2026
coloca a lola young no palco mundo foi certamente uma decisao KKKKKKKK ai tadinha pic.twitter.com/tPlIHM3oyH
— nana jisunga VIU O SKZ (@hanruivo) September 13, 2026
lola young, o palco mundo é teu! o público canta junto o hit messy no rock in rio#LolaYoungNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/83Q54ZaAuD
— Multishow (@multishow) September 13, 2026
— Douglas W.


