Fundador do keinemusik volta ao mesmo palco que recebeu mais de 15 mil pessoas em 2024, desta vez no comando individual da pista.
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⏱️ Em 5 segundos:
- &ME, fundador do coletivo Keinemusik, se apresenta sozinho no vale do anhangabaú no dia 17 de outubro de 2026.
- O mesmo local recebeu mais de 15 mil pessoas em novembro de 2024, quando o Keinemusik realizou um maratona de mais de dez horas de música.
- André Boadu, nome real do artista, também trabalhou com Drake no álbum Honestly, Nevermore e passou por Coachella e Ibiza.
Depois de fazer história em solo brasileiro, o fundador do Keinemusik está voltando — e desta vez o protagonista é um homem só. &ME, nome artístico de André Boadu, confirmou apresentação solo para o dia 17 de outubro de 2026 no Vale do Anhangabaú, coração cultural de são paulo. O anúncio reacende a chama dos fãs brasileiros de música eletrônica que testemunharam, em novembro de 2024, um dos maiores eventos de deep house já realizados no país, quando o coletivo Keinemusik lotou o espaço com mais de 15 mil pessoas e uma maratona de mais de dez horas ininterruptas de música.
A trajetória de &ME é inseparável da história do próprio Keinemusik. Nascido em Hamburgo e radicado em Berlim desde 2004, André Boadu fundou o coletivo em 2009, transformando-o de um projeto local em uma potência global que transcende a música. O Keinemusik não é apenas um selo — é uma marca cultural que integra design, moda e direção criativa, ocupando festivais, clubes e eventos em diversos cantos do planeta. A passagem de &ME pelo Brasil em 2024 foi justamente um dos pontos altos dessa expansão, provando que o público nacional tem apetite genuíno por sonoridades que fogem dos clichês do mainstream eletrônico.
Antes mesmo de o Keinemusik se tornar fenômeno internacional, Boadu já demonstrava versatilidade ao cruzar fronteiras entre o underground e a indústria pop. Sua participação no álbum Honestly, Nevermore de Drake, em 2022, ao produzir Falling Back e A Keeper, revelou um músico capaz de transitar entre o afro house mais visceral e as estruturas radiofônicas sem perder identidade. Passagens pelo Coachella e temporadas em Ibiza consolidaram sua presença em palcos que poucos produtores europeus de sua vertente conseguem conquistar.
Do ponto de vista da cena, a decisão de &ME retornar ao Vale do Anhangabaú de forma solo é significativa e arriscada. Enquanto a apresentação do Keinemusik em 2024 funcionou como um espetáculo coletivo, com múltiplos DJs e uma produção de grande escala, este novo show coloca todo o peso sobre a curadoria e o carisma de um único artista. É uma jogada que pode tanto consolidar &ME como nome de headliner autônomo no Brasil — algo que poucos membros de coletivos conseguem alcançar — quanto testar a fidelidade do público que veio, em grande parte, pela força da marca Keinemusik.
O contexto da apresentação também merece atenção. O Vale do Anhangabaú, com sua atmosfera única no centro de São Paulo, já se consolidou como palco privilegiado para eventos de música eletrônica de grande porte. A escolha de &ME para ocupar o espaço sozinho indica confiança tanto da promotora GAZ, do Grupo Live, quanto do próprio artista na receptividade do mercado brasileiro — que, nos últimos anos, se tornou um dos maiores consumidores de música eletrônica do mundo.
Olhando para frente, este retorno pode ser o estopim de uma relação mais profunda entre &ME e o Brasil. Se o público responder com a mesma intensidade de 2024, mas agora concentrada na energia de um único set, teremos diante de um artista que pode se tornar presença fixa na agenda de festivais nacionais. E considerando que a cena de deep e afro house no país segue em plena expansão, com eventos independentes ganhando cada vez mais espaço, a chegada de uma figura como &ME em formato solo tem tudo para redefinir o que esperamos de uma noite de música eletrônica em São Paulo.
💡 Você sabia que André Boadu, o &ME, contribuiu para o álbum Honestly, Nevermore de Drake em 2022, produzindo as faixas Falling Back e A Keeper — um raro cruzamento entre o universo do deep/afro house e o mainstream do pop global?
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— Douglas W.


