Ativação Sprite On Air transformou o Memorial da América Latina em pista paralela onde o disco de vinil voltou a girar entre os palcos do festival mais eclético do país.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Sprite instalou o Sprite On Air no Memorial da América Latina durante o Coala Festival, com DJs tocando vinil e distribuição de Sprite gelada.
- DJs Nyack e Vivian Marques comandaram sets que funcionaram como trilha paralela à programação oficial do festival.
- A proposta da marca é criar espaços intimistas entre os palcos, seguindo modelo já testado no Gop Tun Festival com a Rádio Sprite.
Enquanto Maria Bethânia, Emicida, João Gomes, Tom Zé e Criolo ocupavam os holofotes do Coala Festival nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo, havia outro tipo de som acontecendo nos corredores: o peso físico e analógico de um disco de vinil sendo erguido por um DJ diante de um público que decidiu fugir da multidão dos palcos principais.
Foi ali, no Memorial da América Latina, que a Sprite instalou o Sprite On Air — uma ativação que colocou o vinil no centro da experiência do festival. DJ sets comandados por nomes como Nyack e Vivian Marques criaram uma trilha sonora paralela, pensada não para competir com os shows, mas para acompanhar o fluxo de quem atravessava o evento, encontrava amigos ou simplesmente precisava de um minuto de respiro entre uma atração e outra.
A escolha do vinil não é acidental. Num momento em que o streaming domina absolutamente a forma como consumimos música, colocar discos de volta em toca-discos diante de um público jovem é um gesto quase romântico — e strategicamente inteligente. A Sprite entende que festivais não são feitos só de grandes apresentações: são feitos também desses intervalos, dessas descobertas sonoras que acontecem quando você menos espera. É nesse território intermediário que o Sprite On Air encontrou seu lugar.
O que torna a iniciativa relevante é a forma como ela dialoga com a própria identidade do Coala. Diferente de festivais monolíticos de gênero único, o Coala mistura gerações, linguagens e épocas — e o espaço da Sprite espelhou essa lógica. Os sets não seguiam uma curva eletrônica convencional; flutuavam entre o que o público ao redor precisava ouvir naquele momento específico. É uma abordagem mais curatorial do que comercial, e isso faz toda a diferença.
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a Sprite investe nesse tipo de ativação musical. No Gop Tun Festival, a Billboard Brasil havia registrado a Rádio Sprite, uma pista intimista dedicada à música eletrônica. A evolução para o Coala mostra que a marca aprendeu algo importante: o formato funciona, mas precisa se adaptar ao ecossistema de cada festival. O vinil no Coala não é o mesmo vinil que seria em um evento 100% eletrônico — aqui, ele conversa com a MPB, com o rap, com o funk, com tudo que o festival abraça.
O resultado prático foi um espaço que funcionou como pulmão do festival: quem precisava de ar, de água gelada ou de uma descoberta musical inesperada encontrou ali um motivo para ficar. Se a Sprite acertou em cheio no cálculo de marca ou não, é outra conversa — mas o fato é que o Sprite On Air provou que ativações com propósito cultural ainda têm muito a dizer dentro e fora dos festivais brasileiros. E o vinil, aparentemente, ainda tem muitos giros pela frente.
💡 Você sabia que o Coala Festival completou sua 12ª edição em 2025 e se consolidou como um dos poucos festivais brasileiros a intercalar artistas da música popular brasileira — como Maria Bethânia e Tom Zé — com DJ sets e linguagens eletrônicas na mesma grade?
— Douglas W.


