Rock in Rio revela Rock in Run e abre portas para volta do K-pop em 2028

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Edição brasileira está confirmada para setembro de 2028, com novidade na programação e sinal positivo para o gênero sul-coreano no Palco Mundo.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Rock in Rio confirma retorno ao Rio de Janeiro em setembro de 2028, com datas e line-up ainda não divulgados.
  • Rock in Run é anunciada como nova corrida que terminará dentro da Cidade do Rock, com shows e experiência festival.
  • Roberta Medina deixa porta aberta para nova programação de K-pop em 2028, após estreia bem-sucedida no Palco Mundo em 2026.

Rock in Rio lança corrida dentro do próprio festival e sinaliza retorno do K-pop em 2028

O Rock in Rio não quer ser apenas um festival — quer ser um universo completo de entretenimento. Foi com essa filosofia que Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, anunciou durante a coletiva de encerramento da edição de 2026, neste domingo (13), que a próxima edição brasileira do evento está oficialmente marcada para setembro de 2028, no Rio de Janeiro. Mas a grande novidade ficou por conta da Rock in Run, uma corrida que promete transformar a experiência física do festival em uma nova vertente de diversão, unindo suor, música e festa em um formato inédito.

A Rock in Run nasce da vontade da organização de responder a um pedido antigo do público e de acompanhar a crescente cultura das corridas de rua no calendário de entretenimento brasileiro. O conceito é simples, mas ambicioso: os participantes largarão ao pôr do sol e terão a Cidade do Rock como destino, já sob a noite. A prova não é voltada para atletas profissionais, mas para quem quer celebrar a experiência de forma coletiva, com shows ao vivo, artistas participando da corrida, kits exclusivos e medalhas de participação. A própria Medina resumiu a ideia com uma frase que capture perfeitamente o espírito do evento: “Eu gosto de correr e eu gosto de festa. Por que eu não posso ter as duas coisas?”

Enquanto isso, outro assunto dominou o balanço da edição de 2026: o K-pop. Pela primeira vez, o Palco Mundo recebeu uma programação dedicada ao gênero sul-coreano, com NEXZ abrindo os trabalhos, seguida por Hwasa, Alok e Stray Kids, que encerrou a noite como headliner. A recepção foi intensa, atraindo um público visivelmente jovem, incluindo crianças e adolescentes acompanhados pelos pais. A executiva elogiou a dedicação dos fãs, descrevendo-os como “um público que vem da alma, que se prepara e que vibra”. O sucesso da programação gerou perguntas inevitáveis sobre uma possível repetição em 2028 — e Medina não descartou.

A criação da Rock in Run revela uma jogada estratégica da organização. O mercado de corridas de rua no Brasil cresceu de forma exponencial nos últimos anos, e o Rock in Rio entende que não pode ignorar essa tendência sem perder relevância. Ao transformar uma corrida em uma experiência dentro do próprio festival, a marca não apenas amplia seu alcance, mas também cria uma nova fonte de receita e engajamento. É uma evolução natural: o festival já é conhecido por suas megaestruturas, então por não estender essa logística para o mundo fitness? O desafio será manter a identidade festiva sem transformar a prova em algo meramente corporativo.

Em relação ao K-pop, a decisão de Medina de deixar a porta aberta para 2028 — e até para o The Town, em 2027 — mostra que a cena brasileira de música pop está cada vez mais cosmopolita. A estreia do gênero no Palco Mundo não foi apenas uma aposta comercial; foi um reconhecimento de que o público brasileiro consome e se identifica com a cultura K-pop de forma madura e apaixonada. O fato de a organização ter recebido famílias inteiras e crianças pequenas na programação indica que o K-pop conquistou um espaço que vai muito além dos fãs hardcore. Se o gênero retornar com força em 2028, será um sinal de que o festival abraçou de vez a diversidade cultural como pilar de sua programação.

Agora, o que se pode esperar é uma corrida contra o tempo — literalmente. Com a edição de 2028 ainda sem datas específicas e sem qualquer nome no line-up, a organização terá os próximos dois anos para costurar parcerias, definir o formato da Rock in Run e, quem sabe, montar uma programação de K-pop que supere a estreia de 2026. O The Town, em São Paulo, também aguarda sua vez em setembro de 2027, o que mostra que a Rock World está apostando em uma agenda densa e ambiciosa. Se tudo der certo, o público brasileiro terá motivos de sobra para celebrar nos próximos anos — tanto nas pistas de corrida quanto nos palcos.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que a primeira edição do Rock in Rio, em 1985, atraiu mais de 200 mil pessoas por dia ao longo de apenas quatro dias no Maracanã, batendo recordes de público da época e se consagrando como um dos maiores festivais de música da história?

— Douglas W.