Olodum celebra 47 anos no Rock in Rio e sonha com parceria com Black Eyed Peas

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O bloco baiano subiu ao Palco Sunset ao lado dos Gilsons e relembrou sua trajetória global, incluindo a histórica colaboração com Michael Jackson em 1996.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Olodum se apresentou no Palco Sunset do Rock in Rio ao lado dos Gilsons, Daniela Mercury e Narcizinho, celebrando 47 anos de trajetória.
  • O grupo relembrou a parceria com Michael Jackson no clipe de ‘They Don’t Care About Us’, gravada no Pelourinho em 1996.
  • Integrantes citaram os Black Eyed Peas como possível parceria internacional e destacaram a Escola Olodum como motor de renovação e longevidade do projeto.

Quarenta e sete anos de tambores que ecoaram pelo mundo

O Rock in Rio de 2026 ganhou uma dose poderosa de identidade brasileira na noite deste sábado (12). O Olodum, ícone cultural de Salvador, subiu ao Palco Sunset não como mero coadjuvante, mas como protagonista de uma celebração que transcende o palco. Ao lado dos Gilsons, Daniela Mercury e Narcizinho, o grupo transformou a apresentação em um verdadeiro manifesto da música baiana — e provou que, após quase meio século de existência, seus tambores ainda têm muito a dizer.

Uma trajetória que começou no Pelourinho e não parou mais

Fundado em 1979 por moradores do bairro do Maciel-Pelourinho, o Olodum nasceu com uma proposta simples: oferecer entretenimento durante o carnaval. O que começou como uma iniciativa local se transformou em uma máquina cultural sem igual. Hoje, o grupo mantém uma estrutura que inclui bloco, banda, escola, editora e projetos educacionais antirracistas — uma raridade no cenário artístico brasileiro. A passagem pelo Rock in Rio, aliás, não é novidade na vida do grupo: a participação ao lado de Michael Jackson no clipe de They Don’t Care About Us, dirigido por Spike Lee em 1996, permanece como um dos marcos mais significativos da projeção internacional do samba-reggae baiano.

Geração após geração, a Bahia se encontra no palco

O repertório da noite foi um mapa emocional da música baiana. Entre as faixas executadas estiveram Nossa Gente (Avisa Lá), Deusa do Amor e Várias Queixas, sem esquecer as participações especiais — Daniela Mercury brilhou em Devagarinho, e o repertório ainda incluiu Swing da Cor, Faraó, O Canto da Cidade e Oyá Por Nós, este último escolhido pela Mangueira para o Carnaval de 2027. Para Lucas Di Fiori, a união de nomes distintos no mesmo palco faz sentido porque todos bebem da mesma fonte: “A Bahia é um grande caldeirão cultural. Tem essa água percussiva, tem o dendê, então tem toda essa mistura.”

O sonho internacional e a busca por novas fronteiras

Antes da apresentação, os integrantes do Olodum abriram o jogo com a Billboard Brasil e revelaram um desejo que ousaria fazer qualquer fã de música eletrônica e pop mundial sonhar: uma parceria com o Black Eyed Peas. A ousadia não é sem fundamento — o grupo já tem uma longa história de cruzar fronteiras, e a ousadia de buscar uma colaboração com uma das maiores pop groups do mundo mostra que a ambição do Olodum não se limita ao cenário nacional. Também foram citados nomes como Marcelo Falcão e Ponto de Equilíbrio, indicando que o grupo busca diálogos tanto no cenário internacional quanto no brasileiro.

A Escola Olodum: o segredo da longevidade

Mas o que realmente explica a capacidade do Olodum de permanecer relevante por quase cinco décadas está na Escola Olodum, criada em 1983. O projeto, dedicado à formação artística e cultural com foco na educação antirracista, é o motor que renova o grupo e garante que novas gerações carregem o legado adiante. Como resumiu o fundador Lazinho: “A gente não esperava que o Olodum chegasse até aqui. Foi criado para ser uma opção de entretenimento de um lugar e virou gigante.” A frase é, ao mesmo tempo, humilde e poderosa — e revela que a força do grupo não está apenas na percussão, mas na capacidade de transformar vidas.

O legado que continua sendo escrito

O Olodum nos lembra de algo que raramente se fala no mundo da música: a mais grande obra-arte de um artista não está necessariamente em seus discos ou em suas turnês, mas no impacto que deixa nas comunidades. Os 47 anos do grupo são uma prova viva de que cultura e educação andam juntas, e que um projeto social pode se tornar uma potência artística global. Seja em parceria com o Black Eyed Peas ou em novos encontros com a cena baiana, o que está claro é que os tambores do Olodum ainda têm muitos anos de história para fazer soar — e o Rock in Rio de 2026 foi apenas mais um capítulo dessa saga extraordinária.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o Olodum foi fundado em 1979 não como um bloco de carnaval tradicional, mas como uma opção de lazer para moradores do Maciel-Pelourinho em Salvador — e que essa origem comunitária é a base de toda a sua força cultural e artística até hoje?


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— Douglas W.