Alok quebra recorde de público no NDO e estreia ‘Rave The World’ no Rock in Rio

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Com a família no palco e a mensagem ‘Fuck The Algorithms’, brasileiro confirma por que é um dos três melhores DJs do mundo segundo a DJ Mag.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Alok quebrou recorde de público no New Dance Order (NDO) do Rock in Rio 2026 no sábado (12)
  • Estreia do projeto ‘Rave The World‘ contou com participação dos pais Bhaskar e Ekanta e do irmão gêmeo Swarup
  • Artistas usou camiseta ‘Fuck The Algorithms’ e fez manifesto a favor da pista de dança real contra excesso de tecnologia

Alok não precisou mais do que uma noite para escrever seu nome na história do New Dance Order. Na noite deste sábado (12), o brasileiro — oficialmente cotado entre os três melhores DJs do planeta pelo ranking da DJ Mag — quebrou o recorde de público do palco eletrônico do Rock in Rio com a estreia absoluta do projeto “Rave The World”. E não foi apenas mais uma apresentação: foi uma declaração de princípios.

O New Dance Order, que estreou no festival em 2019, se consolidou como o principal espaço dedicado à música eletrônica na Cidade do Rock. Com 22,5 metros de altura, 56,5 metros de largura e uma tela de 502m² em LED, o palco recebeu nesta edição nomes como Steve Angello, James Hype, Meduza, Fatboy Slim, John Summit, Neelix e Vegas. Mas foi Alok quem levou a estrutura ao limite, lotando cada metro quadrado disponível e provando que a demanda por um grande artista brasileiro no segmento eletrônico não conhece limites.

O que tornou a noite verdadeiramente especial, porém, foi a família. Pais e irmão gêmeo de Alok subiram ao palco e tocaram junto com ele no encerramento. Bhaskar abriu o NDO, Ekanta e Swarup entraram antes do set principal, e os quatro se reuniram no centro da experiência para o momento mais emocionante da noite. Não é à toa: Alok não veio de uma família qualquer. Seus pais são nomes consagrados no psytrance mundial e fundadores do Universo Paralello, festival baiano que se tornou referência global no gênero. A eletrônica não foi uma escolha de carreira para ele — foi uma herança.

Chama a atenção, aliás, o contraste proposital entre as duas apresentações de Alok no festival. Na sexta-feira (11), ele levou o projeto “Keep Art Human” ao Palco Mundo com 45 bailarinos coreografados e um espetáculo de 1.500 drones iluminando o céu. Já no sábado, o “Rave The World” apostou na simplicidade radical: pessoas, música e conexão. Alok subiu vestindo uma camiseta estampada com “Fuck The Algorithms” e reproduziu a frase em drones no céu — um recado claro: mais pista, menos tela.

A escolha faz sentido quando se entende a filosofia por trás de ambos os projetos. O NDO deste ano traz a tagline “Dancing For a Better World”, uma celebração da ideia de que a pista de dança carrega uma potência transformadora. O PLUR — Paz, Amor, União e Respeito — não é apenas um acrônimo nostálgico da cena rave dos anos 90; é um código de conduta que Alok parece estar reafirmando em plena era de algoritmos e redes sociais. “Rave The World” já passou por Tomorrowland, O2 Academy Brixton e Pacha em Nova York, mas o Rock in Rio parecia o palco natural para consolidar essa narrativa.

O que se espera agora é que esse momento não fique isolado. Alok entra em 2026 como um dos nomes mais sólidos da música eletrônica global, e a receptividade no NDO confirma que sua conexão com o público brasileiro transcende o topo das paradas. Se a indústria precisava de um sinal de que a pista real — aquela onde o corpo treme e os rostos sorriem, não apenas os olhos olham para telas — ainda é o coração da cultura eletrônica, a noite deste sábado no Rock in Rio foi a resposta mais alta possível.


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— Douglas W.