DJ americano leva 37% dos votos no último dia do palco eletrônico do festival, enquanto Illusionize e coletiva empatam em segundo lugar.
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⏱️ Em 5 segundos:
- John Summit venceu a votação do New Dance Order no último dia do Rock in Rio 2026 com 37% dos votos.
- Illusionize e o coletivo formado por Patrol, Maz, Antdot, Riascode e Bakka empataram em segundo com 26% cada.
- Roddy Lima ficou em último com 11%, em uma disputa que revelou o peso do público na escolha dos shows do palco eletrônico.
John Summit domina a noite: o veredito do público no New Dance Order
A última noite do Rock in Rio 2026 reservou uma das disputas mais acirradas que o palco New Dance Order já viu. A Billboard Brasil colocou os principais shows do dia em votação direta com o público, e o resultado revelou algo que não surpreende para quem acompanha a cena eletrônica internacional: John Summit não apenas liderou, mas disparou com 37% dos votos, deixando claro que sua presença no festival foi, sem dúvida, o destaque eletrônico do último dia. A diferença significativa para o segundo colocado não foi casual — reflete uma conexão que o DJ americano vem cultivando com o público brasileiro ao longo de anos de turnês e apresentações memoráveis.
O cenário eletrônico do Rock in Rio e o peso do New Dance Order
O New Dance Order consolidou-se ao longo das edições como um dos palcos mais aguardados do Rock in Rio para quem busca a música eletrônica em sua forma mais pura e dançante. Enquanto os palcos principais do festival costumam alternar entre pop, rock e apostas internacionais, o New Dance Order se tornou o território onde DJs de house, techno e progressive encontram seu espaço legítimo. A votação promovida pela Billboard Brasil nesta edição de 2026 não foi apenas uma brincadeira nas redes sociais — funcionou como um termômetro real de qual energia conectou mais profundamente com o público que lotou o espaço na última noite do festival.
John Summit: a ascensão que justifica a vitória folgada
Os 37% de John Summit não são um mero número estatístico; são a materialização de uma trajetória meteórica. O americano, que se consolidou como uma das maiores referências do progressive house e tech house no cenário global, tem transformado o Brasil em um dos mercados mais fiéis de sua carreira. Sua capacidade de ler a pista e adaptar seu set à intensidade do público brasileiro é praticamente uma arte. No New Dance Order, ele entregou o tipo de set que justifica a existência de palcos dedicados à música eletrônica em um festival historicamente associado ao rock e ao pop — energia crua, construções vocais envolventes e uma progressão que manteve a pista em ebulição do início ao fim.
O empate que conta uma história: Illusionize e a força coletiva
O empate técnico de 26% entre Illusionize e o coletivo formado por Patrol, Maz, Antdot, Riascode e Bakka é, por si só, uma leitura reveladora da diversidade que o New Dance Order propõe. Illusionize, com sua assinatura melódica e influências do techno emotivo, conquistou um público que valoriza a construção narrativa dos sets. Por outro lado, a presença de cinco artistas compartilhando a mesma colocação evidencia que o formato coletivo — cada vez mais comum em festivais brasileiros — tem seu espaço legítimo quando executado com maestria. O empate técnico entre ambos é, na verdade, um empate filosófico: dois caminhos distintos da música eletrônica que encontraram seu público com igual eficácia.
Roddy Lima e a consciência das minorias
Com apenas 11% dos votos, Roddy Lima pode ter saído da disputa em último lugar, mas seria um erro interpretar isso como fraqueza. O artista brasileiro, conhecido por sua sonoridade mais voltada ao bass e ao underground, ocupa um nicho que, por definição, fala alto para um público específico. A votação do New Dance Order, por natureza, favoreceu performances de maior apelo comercial e energias mais acessíveis ao público geral do festival. Roddy Lima, assim como diversos outros nomes do underground, cumpre uma função vital na cadeia da música eletrônica — e sua presença no festival, mesmo sem o protagonismo da votação, é um indicativo de que o Rock in Rio 2026 tentou, ao menos na teoria, equilibrar o mainstream com a vertente mais alternativa.
O que o resultado revela sobre o futuro da música eletrônica no Brasil
O desfecho dessa votação do New Dance Order no Rock in Rio 2026 é um espelho claro de onde a música eletrônica brasileira e internacional estão caminhando. A supremacia de John Summit reforça a hegemonia do progressive house e do tech house em festivais de grande porte, enquanto o empate entre Illusionize e o coletivo mostra que o público brasileiro está cada vez mais sofisticado e disposto a abraçar tanto nomes consolidados quanto experimentações coletivas. O que fica para a próxima edição é um desafio claro para os curadores: como continuar equilibrando a atração de headliners globais com o fomento de talentos locais, sem que o palco eletrônico se torne mero palco de repetições comerciais. O Rock in Rio 2026 demonstrou que o público brasileiro sabe o que quer — e, mais importante, sabe reconhecer quando está diante de um grande show.
💡 Você sabia que John Summit já havia se apresentado no Brasil em edições anteriores do Rock in Rio e em festivais como a Creamfields, construindo uma relação quase visceral com o público brasileiro — país que consistentemente responde com lotações esgotadas em suas turnês.
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— Douglas W.


