Robert Kraft revela que Ed Sheeran pediu doação de US$ 2 milhões antes de Macklemore

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Bilionário afirma que cantor ligou antes do desafio do rapper; polêmica envolve remoção de Macklemore da turnê Loop nos EUA

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  • Robert Kraft afirma que Ed Sheeran pediu comprometimento de US$ 2 milhões para organizações palestinas antes do desafio público de Macklemore
  • Macklemore foi removido da turnê Loop de Sheeran após declarações pró-Palestina em apresentações no MetLife Stadium
  • Rapper planeja doar US$ 1 milhão a seis organizações de apoio aos palestinos
  • Outros artistas de abertura da turnê também se posicionaram em solidariedade a Macklemore

A disputa por visibilidade e posicionamento político no mundo da música ganhou um novo capítulo explosivo. Enquanto Macklemore desafiava o bilionário Robert Kraft a igualar sua doação de um milhão de dólares a organizações que apoiam o povo palestino, Kraft respondeu com uma revelação que muda todo o cenário da polêmica: segundo ele, Ed Sheeran já havia entrado em contato pessoalmente pedindo o comprometimento de dois milhões de dólares antes mesmo do desafio público do rapper.

A revelação veio por meio de um comunicado publicado por Kraft na quarta-feira, 16, no qual o proprietário do Gillette Stadium detalhou os bastidores das negociações que antecederam o impasse. «Ed me ligou e pediu que eu comprometesse dois milhões de dólares para igualar a doação dele, visando ajudar a região a enfrentar essa crise humanitária», escreveu Kraft, acrescentando que o cantor pretende mobilizar outros proprietários de espaços de eventos para ampliar o esforço. O bilionário também fez questão de destacar seu histórico de apoio a iniciativas que reúnem jovens palestinos e israelenses para geração de empregos e construção de relacionamentos comerciais.

Essa troca de acusações e contra-ataques, no entanto, não surgiu do nada. A controvérsia ganhou força quando Macklemore foi retirado da programação de abertura da turnê Loop de Ed Sheeran nos Estados Unidos, após declarações pró-Palestina feitas durante apresentações no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos dias 4 e 5 de setembro. O rapper havia subido ao palco com a frase «Palestina Livre», acompanhada da performance de Hind’s Hall — faixa lançada em 2024 que acusa o governo de Israel de cometer genocídio contra o povo palestino em Gaza — e da exibição de imagens da violência na região. As Nações Unidas também já classificaram as ações em Gaza como genocídio, embora Israel e seus aliados neguem tal classificação.

A resposta de Kraft não tardou. Em comunicado na terça-feira, 15, o bilionário alegou que Macklemore possui «um histórico mais amplo de retórica e imagens antissemitas, profundamente ofensivas e dolorosas para a comunidade judaica» e que permitir sua apresentação no Gillette Stadium «ultrapassaria um limite». Segundo Macklemore, Kraft teria ameaçado cancelar futuros shows de Sheeran no estádio e mobilizado proprietários de outros locais da turnê, impondo um ultimato ao cantor. A Messina Touring Group, promotora oficial da turnê Loop nos EUA, confirmou a remoção do rapper, argumentando que os locais não autorizariam a realização dos shows com Macklemore na programação, o que afetaria centenas de milhares de fãs.

O que torna essa história particularmente complexa é a divisão de lealdades entre os próprios artistas. Ed Sheeran tentou se posicionar como mediador, afirmando que a decisão de remover Macklemore partiu dos locais e da promotora, e que ele passou a última semana «tentando construir pontes», conversando com estádios e ativistas de ambos os lados. «Há espaço para múltiplas abordagens em prol do mesmo objetivo: a paz», defendeu o cantor. No entanto, a coerência dessa postura ficou questionada quando três dos seus outros artistas de abertura — Aaron Rowe, Finneas e Lukas Graham — renunciaram à turnê e publicaram declarações em solidariedade ao posicionamento de Macklemore, revelando que a tensão interna é muito maior do que os comunicados oficiais sugerem.

Do ponto de vista da cena musical e cultural, esse episódio marca um momento decisivo sobre o papel dos artistas como vozes políticas em escala global. Macklemore assumiu um risco pessoal e financeiro concreto ao destinar um milhão de dólares de seus próprios ganhos a organizações como a Palestine Children’s Relief Fund, HEAL Palestine, Gaza Soup Kitchen, Medical Aid for Palestinians, UNRWA USA National Committee e Anera — uma movimentação que vai muito além de uma declaração simbólica. Em contrapartida, a postura de Sheeran e Kraft evidencia as tensões inevitáveis entre interesses comerciais, posicionamento político e a responsabilidade dos grandes nomes da indústria musical diante de crises humanitárias. O que se desenha a partir daqui é uma batalha simbólica que provavelmente vai redefinir os limites do ativismo artístico nas grandes turnês pop e hip-hop dos próximos anos.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Macklemore doou integralmente seus ganhos líquidos da turnê — exatos US$ 1 milhão — para seis organizações diferentes, incluindo a Gaza Soup Kitchen e a Medical Aid for Palestinians, mesmo sendo removido da programação antes de concluir as datas?


Mídia / Redes Sociais:

— Douglas W.