O lendário DJ e produtor canadense reescreve a faixa com Lorde em um remix que pisa forte e muda completamente a dinâmica do original.
⏱️ Em 5 segundos:
- A-Trak reimaginou o hit de Disclosure com uma abordagem mais agressiva e batidas marcantes
- O remix mantém a essência vocal de Lorde enquanto eletroniciza o arranjo original
- A faixa faz parte do repertório sofisticado de Disclosure, artista do selo de Disclosure e nome forte da cena eletrônica
Quando Disclosure escolheu A-Trak para repensar Magnets, o resultado foi exatamente o tipo de reinterpretação que a cena eletrônica adora: respeitosa no espírito, mas completamente ousada na execução. O remix do DJ e produtor canadense transforma a faixa que originalmente carrega uma melodia envolvente e vocal feminino cinematográfico em algo que pesa mais, pulsa mais forte e grita pra ser ouvido em alto volume.
A combinação de Disclosure com a voz inconfundível de Lorde já era um acerto astuto — a letra sobre atração magnética e conexões que escapam do controle tem um charme que paira entre o pop e a eletrônica. A-Trak, porém, não quis apenas remixar: ele quis eletronicizar de verdade. As camadas sintéticas ficam mais densas, a batida ganha uma agressividade que o original evitava, e os breaks fazem o ouvinte se inclinar sem perceber. É como se a mesma canção tivesse sido escrita para uma pista diferente, mais quente e mais imediatamente dançante.
O que torna esse trabalho tão interessante é justamente essa tensão criativa. Enquanto o álbum Settle de Disclosure é conhecido por seu apelo elegante e atmosférico, o remix de A-Trak joga tudo pra cima, criando uma versão que funciona tanto em um festival grande quanto em um drive noturno. A voz de Lorde, ainda que menos centrada no arranjo, continua sendo o fio condutor que impede o track de se perder em meio às camadas eletrônicas.
Para quem acompanha a trajetória dos dois artistas, o remix faz todo o sentido. Disclosure tem se consolidado como um dos nomes mais versáteis e respeitados da música eletrônica contemporânea, e A-Trak, com sua bagagem de turntablism e passagem por gravadoras como o próprio Sons of a Monkey, é o parceiro perfeito para essa transformação. O resultado final é um registro que honra o original mas certamente não se prende a ele.
💡 Você sabia que A-Trak foi o vencedor mais jovem da história do DMC World DJ Championship, conquistando o título em 1997 com apenas dezenove anos?



