O sueco Alessandro Lindblad entrega um concerto de sintetizadores e batidas pesadas que faz o corpo mover antes mesmo do primeiro drop.
Quem acompanha a trajetória do Alesso sabe que o sueco tem um dom raro de pegar o público desprevenido. Em “Move Like That”, ele não trata diferente. A faixa surge como um raio sonoro: sintetizadores agressivos, uma linha de baixo que trava no estômago e uma energia que só pode ser descrita como pura eletricidade feita em estúdio.
O que mais impressiona é a maneira como ele constrói a tensão antes de soltar o que interessa. Há uns minutos de buildup intenso, quase cinematográfico, que faz o ouvinte revirar o corpo na cadeira. Quando o drop finalmente chega, é como se alguém tivesse apertado o interruptor de uma máquina que nunca para. Essa pegada big room domina cada segundo da música, embora haja camadas de progressivas escondidas por trás daquele synth com tanto peso.
Em 2017, quando a faixa circulou nas playlists e nos sets de festivais ao redor do mundo, ela rapidamente se tornou um dos momentos mais pedidos nas performances ao vivo de Alesso. E é fácil entender o porquê: algumas músicas servem de trilha para a noite, outras definem a noite inteira. “Move Like That” entra na segunda categoria sem pensar duas vezes.



