Com batidas envolventes e atmosferas que pulsam entre o futurismo e a introspecção, o novo trabalho do produtor brasileiro demonstra why o Progressive House merece atenção total.
Quando a trilha começa a ganhar forma, você percebe que não é sobre apenas ouvir música — é sobre ser transportado. Alex Nocera acaba de apresentar Seven, faixa que promete ser um dos pontos altos do seu repertório esse ano. O som combina elementos orgânicos com sintetizadores que parecem existir num plano paralelo, criando uma experiência que é ao mesmo tempo convidativa e introspectiva.
Uma construção sonora cuidadosa
O que impressiona em Seven é a forma como cada camada vai sendo adicionada ao arranque. Há um senso quase cinematográfico na progressão: desde os primeiros acordes até a entrada das linhas de baixo mais marcantes, o ouvinte é puxado para dentro da mixagem de maneira gradual, quase hipnótica. Não é à toa que o projeto se chama Seven — como os sete sentidos, a música parece buscar despertar algo que costumamos ignorar no dia a dia.
Para quem acompanha o trabalho de Alex Nocera, a novidade não é uma surpresa desagradável. Pelo contrário, o produtor tem mostrado consistência na entrega de tracks que conversam entre eletrônica e emoção. Seven reforça essa identidade e posiciona o artista como uma das vozes mais interessantes do cenário progressive atual.



