Amanda Magalhães revela voz da nova geração no Doce Maravilha 2026

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Filha de William Magalhães e neta de Oberdan, da Banda Black Rio, a cantora sobe ao Palco Bradesco com sonoridade que mistura soul, jazz e eletrônica.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Amanda Magalhães sobe ao Palco Bradesco no sábado (8) do Doce Maravilha 2026.
  • Filha de William Magalhães e neta de Oberdan (Banda Black Rio), traz herança musical marcante.
  • Sua sonoridade mistura soul, jazz, R&B e música eletrônica com influências brasileiras e internacionais.

No sábado (8), quando o Doce Maravilha 2026 transforma o Jockey Club Brasileiro em epicentro da música brasileira, Amanda Magalhães sobe ao Palco Bradesco às 14h35 como uma das vozes mais promissoras da nova geração. E se ainda não a conhece, o horário é perfeito para descobrir uma artista que carrega o sangue da história da música negra brasileira correndo nas veias — e uma sonoridade que não para de se reinventar.

Amanda Magalhães revela voz da nova geração no Doce Maravilh

Herança que se sente no peito

Filha de William Magalhães, um dos maiores nomes do soul brasileiro, e neta de Oberdan Magalhães, fundador da lendária Banda Black Rio, Amanda nasceu dentro de uma tradição que mistura resistência cultural, elegância e inovação. Sua mãe, que trabalhou como vocalista de apoio de Baby Consuelo, completou esse pano de fundo que vai muito além do nome. O álbum de estreia, Fragma (2020), já mostrava uma jovem artista explorando soul, jazz e MPB com uma projeção que ia além da herança familiar. Agora, com o EP Era Uma Vez Amanhã, ela chegou a um lugar onde a eletrônica — especialmente o R&B futurista e o soul com batidas de flume — dialoga diretamente com as raízes do samba, do funk e do jazz brasileiro.

Da tela para o palco: uma carreira em expansão

Antes de se tornar uma voz consolidada, Amanda já havia conquistado o público através da atuação. Sua interpretação de Natália na série 3% (Netflix) e as participações em Psi (HBO Brasil) e no filme Querida Mamãe ampliaram seu alcance para além da música. Mas foi nas redes sociais que ela realmente explodiu: transformando memes em composições originais, usando seu talento como multi-instrumentista para criar versões surpreendentes que viralizaram. Essa capacidade de conectar o ser humano ao digital, o serio ao irônico, o tradicional ao experimental, é exatamente o que torna seu show no Doce Maravilha tão aguardado. Para os que assistiram ao seu set no Coachella 2024, já sabem: Amanda não canta, ela conta histórias com o corpo, a voz e as mãos que dançam sobre os instrumentos.

Análise crítica: mais do que herdeira, uma voz autoral

O que Amanda traz não é apenas uma herança, mas uma re-interpretação ousada do que significa ser uma artista brasileira contemporânea. Sua sonoridade — que mistura Alicia Keys, Norah Jones, Daft Punk e Solange com o samba de Jorge Aragão e o jazz de Elis Regina — não é uma colagem, mas uma fusão orgânica. Em Era Uma Vez Amanhã, a eletrônica não domina, mas serve como um tecido sonoro que envolve o soul e o R&B como um vapor quente em um dia de inverno no Rio. No palco, ela provavelmente alternará momentos íntimos ao piano com arranjos que transitam entre o funk carioca e o jazz fusion, evidenciando não apenas seu trabalho como produtora, mas sua capacidade de transformar o público em testemunhas de algo raro: uma jovem que respeita sua história sem ser esmagada por ela.

Contexto na cena: onde ela se encaixa

A Amanda surge no Doce Maravilha 2026 em um momento crucial para a música eletrônica brasileira. Enquanto festivais internacionais se especializam em big room e progressive house, o Brasil tem desenvolvido uma voz própria — mais soul, mais jazz, mais identidade. Artistas como BaianaSystem, Céu e Rita Lee abriram caminho, e Amanda é a continuação desse diálogo entre o local e o global. Seu show, programado entre Paulinho da Viola e Maria Bethânia, não é apenas um contraponto, mas um ponte: mostra que a nova geração não precisa escolher entre tradição e inovação — ela as dança juntas.

O que vem depois?

Com um show que promete misturar intimidade e espetacularidade, Amanda Magalhães não apenas encerra o sábado do Doce Maravilha como uma revelação, mas como uma promessa: a de que a música eletrônica brasileira — e mais amplamente, a música brasileira — tem um futuro que é, sim, doce e maravilhoso. Se o público reagir como reagiu ao seu Coachella, não será longa a espera por um álbum ao vivo ou uma turnê nacional. E talvez, só talvez, ela nos surpreenda com uma colaboração com alguém como Liniker ou Seu Jorge — artistas que já fazem parte de seu universo. O Doce Maravilha 2026 pode ser o marco de uma nova era: a da voz que não precisa gritar para ser ouvida.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Amanda Magalhães viralizou nas redes sociais ao transformar vídeos de memes em composições originais, usando sua habilidade como multi-instrumentista para criar versões musicais inusitadas que conquistaram milhões de visualizações?


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— Douglas W.