BIGHIT revela ofensiva judicial contra ataques ao BTS e cambismo milionário

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Agência coreana intensifica ação legal após aumento de difamação nas redes e esquema de revenda ilegal que lucrou R$ 7,6 milhões.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • BIGHIT reforça denúncias criminais contra difamação, assédio e fake news sobre o BTS em plataformas globais.
  • Suspeito de cambismo lucrou mais de 2 bilhões de wons (R$ 7,6 mi) com venda ilegal de ingressos.
  • Coreia do Sul endureceu lei contra revenda irregular em agosto de 2026, com multas de até 50x o valor.

BIGHIT intensifica guerra judicial contra difamação do BTS e esquema de cambismo

Em atualização divulgada na segunda-feira (28), a BIGHIT MUSIC confirmou que não está medindo esforços para proteger a imagem do BTS. A agência coreana revelou um aumento significativo de publicações difamatórias contra os integrantes do grupo em plataformas como Threads, X, Instagram e comunidades anônimas sediadas fora da Coreia do Sul — e afirmou que o fato de estarem fora do território coreano não impede a responsabilização criminal dos autores.

O comunicado, publicado no Weverse, detalha que pessoas responsáveis por conteúdos ofensivos no Threads, DC Inside e Naver News já foram multadas, seja por procedimentos sumários ou após decisões judiciais definitivas. A BIGHIT não revelou nomes nem valores das penalidades, mas deixou claro que o monitoramento em tempo real permite identificar padrões de ataque e reunir provas de forma sistemática.

Além da difamação, a agência mirou rumores infundados sobre álbuns, shows e conteúdos do grupo, além da criação e republicação repetida de notícias falsas em diferentes fóruns. No terceiro trimestre de 2026, novas denúncias foram apresentadas com base em conteúdos de comunidades sul-coreanas como TheQoo, Instiz e DC Inside, além de plataformas de streaming como Melon, Bugs e Genie — e até no Telegram.

Esquema de cambismo renderia mais de R$ 7,6 milhões

O comunicado também trouxe dados chocantes sobre a revenda ilegal de ingressos. Segundo a BIGHIT, um suspeito teria obtido mais de 2 bilhões de wons (aproximadamente R$ 7,6 milhões) em um esquema organizado que utilizava programas automatizados e identidades falsas para comprar ingressos e revendê-los por valores até dezenas de vezes superiores ao original. O investigado foi detido e encaminhado à promotoria sob acusações de obstrução de negócios e violação da legislação sul-coreana sobre apresentações públicas.

O caso acontece em um momento de endurecimento das regras contra cambistas na Coreia do Sul. Uma revisão da Lei de Apresentações Públicas, vigente desde 28 de agosto de 2026, proíbe não apenas o uso de programas automatizados, mas também compras feitas para revenda que contornem o processo regular de venda. A legislação ainda autoriza multas de até 50 vezes o valor da venda irregular.

Na semana anterior, a Polícia Nacional da Coreia do Sul informou que uma operação entre março e agosto prendeu 157 suspeitos em 126 casos de cambismo com uso de automação, com cerca de 2 bilhões de wons bloqueados. A BIGHIT voltou a pedir que fãs utilizem o portal de proteção de artistas da HYBE para denunciar violações, reforçando que a responsabilidade não é só da empresa, mas de toda a comunidade.

O que esperar daqui para frente

A postura agressiva da BIGHIT sinaliza uma mudança de estratégia: depois de anos lidando com ataques online de forma mais reativa, a agência parece now adotar uma abordagem judicial preventiva e ampla. Se a Coreia do Sul realmente aplicar as novas multas e a HYBE mantiver o portal de denúncias ativo, o impacto pode ser sentido não só no BTS, mas em toda a indústria K-pop, que enfrenta desafios semelhantes de escala global. A pergunta que fica é: até onde as plataformas internacionais vão cooperar com autoridades coreanas em casos de difamação transfronteriça?

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que a HYBE (antiga BIGHIT) criou um portal exclusivo de proteção aos artistas onde fãs podem denunciar diretamente violações de direitos? O endereço é protect.hybecorp.com.

— Douglas W.