O coletivo brasileiro que mistura energia de festa e DNA cultural fala sobre estreia no festival, residência em Ibiza e o futuro da música eletrônica nacional.
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⏱️ Em 5 segundos:
- O coletivo Dawn Patrol celebrou sua participação no Rock in Rio com a filosofia do ‘churrasco em família’, transformando o palco do New Dance Order em uma grande reunião de amigos.
- Bakka e Riascode estrearam no festival, enquanto Maz e Antdot já tinham experiência em edições anteriores, consolidando a ascensão do grupo.
- O quarteto conquistou recentemente uma residência fixa em Ibiza, um dos marcos mais importantes da música eletrônica global, e promete novas produções com identidade brasileira.
O ‘churrasco’ que tomou o Rock in Rio
Se existe uma forma de descrever o Dawn Patrol em poucas palavras, essa seria ‘churrasco em família’. Não como mero clichê de marketing, mas como a essência mesma de um coletivo que transformou a noite de encerramento do Rock in Rio em uma celebração genuína — longe da ostentação e do ego que costumam dominar os grandes palcos. Em entrevista exclusiva à Billboard Brasil, os quatro integrantes do grupo revelaram o que significou pisar na Cidade do Rock na última noite do festival, e o que essa experiência representa para a trajetória da música eletrônica brasileira.
De estreias inéditas a uma residência em Ibiza
A noite teve um sabor especial e distinto para cada membro do coletivo. Enquanto Maz e Antdot já conheciam a estrutura e a intensidade do Rock in Rio por edições passadas, a experiência foi absolutamente inédita para Riascode e Bakka, que estrearam no festival dividindo o palco com seus parceiros de trajetória. Para Bakka, que não é brasileiro mas tem raízes cariocas profundas pela família da mãe, o momento carregou um peso emocional extra: “Estar tocando no festival mais importante do Brasil, no Rio de Janeiro, significa muito. Fica no meu coração para os cariocas aí!”. Já Riascode não escondeu a gratidão por ter sido acolhido pelo grupo: “Eles me abraçaram nesse rolê que começaram. A gente está fazendo uma coisa que eu nunca pensei que ia acontecer na minha vida”.
Mas se o Rock in Rio foi um marco nacional, a conquista que realmente colocou o Dawn Patrol no mapa internacional foi a recente residência fixa em Ibiza, na Espanha. Antdot, um dos mentores do coletivo, classificou o feito como um dos momentos mais marcantes da história do grupo: “Conquistar a ilha não é fácil!”. Não é exagero. Ibiza é o santuário máximo da música eletrônica mundial, e manter uma residência lá exige não apenas talento, mas consistência e reconhecimento da cena global. O fato de um coletivo brasileiro ter alcançado esse patamar é, por si só, um testemunho da força crescente da cena nacional.
A química que transcende carreiras solo
O que torna o Dawn Patrol único — e o que justifica o sucesso do modelo — é a química que existe entre os quatro, mesmo quando cada um mantém sua carreira individual. Maz e Antdot foram diretos ao comentar sobre a adição de Riascode e Bakka ao coletivo: “Fizeram por merecer! São dois gênios, monstros. A gente aprende com eles diariamente também”. Essa humildade e esse espírito de coletividade são raros no cenário eletrônico atual, onde artistas frequentemente priorizam marcas pessoais em detrimento de projetos colaborativos. O Dawn Patrol prova que é possível crescer juntos sem perder identidade — e é exatamente essa dinâmica que transforma cada apresentação numa experiência autêntica, como descreveu o próprio Bakka: “É como se você estivesse num churrasco em família, sabe? Aquela sensação”.
Do ponto de vista analítico, o Dawn Patrol representa uma nova fase da música eletrônica brasileira. Não se trata apenas de tocar para o público brasileiro, mas de levar uma proposta sonora e cultural para os grandes centros do mercado global — e fazer isso com a cara e a alma do país. A mistura de influências brasileiras com a estrutura de festivais internacionais é um modelo que começa a ser replicado por outros nomes da cena, e o sucesso do coletivo pode abrir portas para uma nova geração de produtores que buscam essa mesma identidade híbrida.
O que vem por aí?
O futuro do Dawn Patrol, ao que tudo indica, é ainda mais ambicioso. O grupo garante que o estúdio está funcionando a todo vapor, com novas produções que prometem explorar sonoridades inéditas sem abandonar o DNA brasileiro que os definiu. Como afirmou Maz: “Estamos explorando coisas novas, mas sempre tentando colocar alguma coisa do nosso DNA brasileiro ali, que foi o que fez a gente chegar até aqui”. Essa postura é crucial num momento em que o mercado global da música eletrônica cada vez mais valoriza a diversidade cultural e as identidades locais. Se o coletivo conseguir manter o equilíbrio entre inovação e raízes, o caminho para o Dawn Patrol não tem limite — e o Brasil inteiro estará de olho.
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— Douglas W.


