Dia dos Pais: Pai de Família, DJ Revela Como a Maternidade Redefiniu sua Carreira

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Como o amor pelos filhos transformou completamente a forma como esses DJs vivem e criam sua arte

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⏱️ Em 5 segundos:

  • DJs da cena eletrônica, como Vegas, ATKÖ, Doozie, Victor Lou e AVAN7, compartilharam reflexões profundas sobre como a paternidade transformou suas vidas e carreiras.
  • O amor incondicional por um filho é o fio condutor de suas narrativas, redefinindo o valor do tempo e a forma como enxergam a música.
  • A paternidade também ensinou a importância de viver com presença, desligar o piloto automático e priorizar o momento com a família.

A vida de um DJ internacional é frequentemente marcada por holofotes, rodízio de festivais e a adrenalina de palcos gigantes. Mas, por trás de toda essa agitação, há um momento que muda tudo: o batimento cardíaco de um filho pela primeira vez. Para os grandes nomes da música eletrônica, essa experiência não é apenas uma mudança pessoal — é uma reconfiguração completa de como eles enxergam sua carreira, seu tempo e a própria arte.

No cenário da música eletrônica brasileira e internacional, a paternidade tem sido um tema cada vez mais presente entre os artistas que dominam as pistas de dance e os palcos dos maiores festivais. Diferente da figura tradicional do DJ que vive no mundo dos holofotes, esses pais compartilham reflexões profundas sobre como o amor por um filho redefine os valores de uma vida inteira. O Dia dos Pais, em particular, se tornou um momento de reflexão sobre o impacto que a maternidade e paternidade têm na forma como esses músicos constroem suas identidades artísticas.

A paternidade não apenas mudou a rotina de quem já trabalha exaustivamente nas pistas, mas também redefiniu sua relação com o tempo, com a arte e com a própria missão. Esses DJs, que antes eram obcecados por conquistas profissionais e conquistas de set, agora enxergam suas vidas através de uma lente nova — a do amor incondicional que um filho traz para o centro de tudo.

A história de ATKÖ ilustra perfeitamente como a paternidade pode transformar até mesmo a forma como uma música é criada. A primeira vez que ele ouviu o coração do seu bebê batendo no ultrassom, ele gravou aquele som e o inseriu na primeira faixa do seu projeto solo, “Clareou”. Para o artista, a música deixou de ser apenas uma ferramenta de expressão e se tornou um veículo de emoção pura. “A paternidade fez primeiro com que eu enxergasse o meu coração batendo em outra pessoa — algo transcendental mesmo”, ele conta. Essa mudança de perspectiva é o que o faz entender que a música, quando movida pelo amor, adquire uma dimensão que nenhuma produção técnica pode alcançar.

Cada um desses artistas compartilhou uma mensagem distinta, mas unificada: o tempo é o bem mais precioso que temos. O DJ Vegas, por exemplo, conta que ao se tornar pai, percebeu que “tudo muda de lugar e a vida passa a girar em torno daquele pequeno ser”. O valor do tempo é inegável — o filho não quer o presente mais caro, mas quer estar presente. Doozie revela que a paternidade o ensinou a “desligar o piloto automático” e a dar valor ao momento vivido com os filhos. Victor Lou e AVAN7 reforçam essa mesma mensagem: a paternidade trouxe um senso de responsabilidade e propósito, transformando a forma como eles veem o trabalho e a carreira.

O impacto dessa transformação não se restringe à esfera individual. Quando esses DJs compartilham suas histórias de paternidade, eles estão, de fato, ajudando a redefinir o que significa ser um artista hoje. A música eletrônica, com sua capacidade de unir pessoas de culturas diversas, se torna uma linguagem que carrega o peso do amor paternal. A mensagem é clara: não basta apenas fazer música, é preciso viver com intenção e presença.

Para o futuro da cena eletrônica, a paternidade representa um lembrete de que, no fim das contas, o mais importante não é o palco ou a conquista, mas o tempo que se compartilha com quem amamos. Os DJs que estão aqui hoje, com seus filhos ao lado, estão ensinando a cena que a verdadeira legado de um artista não é apenas o que ele deixa na pista, mas o que ele deixa no coração de quem o ama.

— Douglas W.