D’Leesa estreia no Brasil no BATEKOO e leva o ‘soft sapphic soul’ a São Paulo

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Cantora de Atlanta conquistou o público brasileiro pelas redes antes mesmo de pisar no país e agora se apresenta pela primeira vez em novembro, em edição do festival dedicada à Améfricanidade.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • D’Leesa se apresenta pela primeira vez no Brasil no dia 14 de novembro, no BATEKOO Festival 2026, em São Paulo.
  • A cantora de Atlanta define sua música como ‘soft sapphic soul‘, mistura de pop, R&B e soul que aborda amor e desejo entre mulheres.
  • O festival deste ano é dedicado à Améfricanidade, conceito de Lélia Gonzalez, e reúne artistas da diáspora negra.

A cantora, compositora e produtora norte-americana D’Leesa está confirmada para fazer história no cenário musical brasileiro: será a primeira vez que a artista de Atlanta sobe a um palco no Brasil, no dia 14 de novembro, no BATEKOO Festival 2026. O que torna a estreia ainda mais simbólica é que D’Leesa já era conhecida por aqui antes mesmo de chegar — Digital Girl circulou forte nas redes sociais e conquistou o público brasileiro de forma orgânica, antecipando em meses a vinda da artista ao país.

O BATEKOO 2026 não é um festival qualquer: a edição deste ano é dedicada à Améfricanidade, conceito criado pela intelectual baiana Lélia Gonzalez (1935-1994) para pensar as conexões entre os povos negros das Américas. A proposta é reunir artistas de diferentes territórios da diáspora negra, e D’Leesa se encaixa nesse panorama com naturalidade. Vinda de Atlanta — berço do hip-hop e do R&B contemporâneo —, ela traz uma construção artística inteiramente independente, onde cantar, compor, produzir e mixar são funções que executa pessoalmente.

O som de D’Leesa se define como soft sapphic soul, uma mistura de pop, R&B e soul que fala de amor entre mulheres, desejo e afeto a partir de um olhar negro e queer. Nos últimos dois anos, a artista soltou um volume impressionante de material: os álbuns Desire e Ethereal (2025), o álbum Nocturnal e o EP Effortless (2026), além de singles como Healer, Magic, Body, Angel of Light, I Want U, Fantasy e Priority. Essa prolificidade mostra uma artista em plena efervescência criativa, que não depende de gravadora para existir e se comunicar com seu público.

O que a presença de D’Leesa no BATEKOO revela é uma mudança de comportamento do público brasileiro: as fronteiras entre territórios musicais se dissolvem quando a qualidade conversa diretamente com a comunidade. Mauricio Sacramento, CEO e curador do festival, resumiu bem ao dizer que a artista amplia a ideia de diáspora que a edição busca materializar. Não é à toa que a curadoria do BATEKOO a trouxe — o festival se posiciona como um radar cultural que aposta em nomes que movimentam novas cenas antes que se tornem mainstream.

Do ponto de vista artisticamente, D’Leesa representa uma vertente do R&B contemporâneo que pouco ocupa espaço nos grandes festivais brasileiros: a sexualidade feminina negra tratada com delicadeza, sensualidade e produção impecável. Enquanto o mercado insiste em fórmulas engessadas, a artista constrói um universo onde a vulnerabilidade é força — e é exatamente isso que o soft sapphic soul entrega em cada faixa. A pergunta que fica é: será que o público brasileiro está pronto para abraçar essa proposta fora do ambiente digital, no calor de um show ao vivo?

O line-up do BATEKOO 2026 promete noite longa: além de D’Leesa, sobem ao palco Pixote, Aparelhagem Crocodilo, Vita’s House, Bia Soull, Majis, Paulete Lindacelva, Clementaum, RD da DZ7, DJ Wuk, MikeQ e Samba do Cruz. A festa vai das 18h às 6h, ingressos a partir de R$ 65 pela Shotgun, classificação 18 anos. Se o ano de 2026 tem um nome para ficar na memória da cena independente brasileira, D’Leesa é uma aposta que vale a pena acompanhar de perto — especialmente agora que o caminho das redes para os palcos foi oficialmente trilhado.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que D’Leesa produz e mixa boa parte de suas próprias músicas, construindo quase sozinha um universo musical e visual inteiro — algo raro para artistas independentes no cenário atual do R&B?


Mídia / Redes Sociais:

— Douglas W.