O festival de 2026 resiste ao Estágio 3 do Rio de Janeiro, com ventos que podem atingir 90 km/h
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⏱️ Em 5 segundos:
- O festival Doce Maravilha 2026 decide não cancelar, enfrentando o Estágio 3 de alerta meteorológico no Rio de Janeiro
- Os ventos podem atingir 90 km/h, com rajadas já registradas em 66,6 km/h no Galeão
- A programação inclui Fresno, Raimundos, Dibob, Paulinho da Viola, Caetano Veloso e muito mais
Enquanto o Rio de Janeiro se prepara para enfrentar seu pior cenário meteorológico do ano, o festival Doce Maravilha 2026 anuncia, mais uma vez, um posicionamento firme de resistência. O comunicado oficial, publicado na sexta-feira, confirma que o evento não terá cancelamento, adiamento ou alteração na programação, mesmo com o Centro de Operações e Resiliência do Rio colocando a cidade em Estágio 3 — o nível mais alto de alerta.
O Doce Maravilha é um dos festivais mais emblemáticos do Rio de Janeiro, com mais de duas décadas de existência e uma programação que sempre misturou rock, emo, pop punk e grandes nomes da cena brasileira. O ano de 2026 representa uma edição especial, com uma linhagem de artistas que inclui Fresno comemorando dez anos de “A Sinfonia de Tudo que Há”, Raimundos recebendo Thiago Castanho e Marcão Britto, e Dibob celebrando 25 anos de carreira. O evento se consolida como um ponto de encontro para o público que busca música de peso e autenticidade.
O que torna este momento particularmente interessante é a decisão de prosseguir diante de condições meteorológicas extremas. Enquanto o COR-Rio elevou o estágio operacional para 3 às 13h, com rajadas de até 90 km/h previstas para a cidade, o festival optou por manter a programação. A organização justificou a escolha com a afirmação de que possui protocolos de segurança e medidas de contingência para situações de chuva, vento e outras condições adversas.
O que se destaca na programação é a diversidade de gêneros e a presença de artistas que representam diferentes vertentes da música brasileira. A abertura da noite de sexta-feira é dedicada ao rock, emo e pop punk, com Fresno, Raimundos, Dibob e a Nova Orquestra. No sábado, a programação inclui Paulinho da Viola convidando Maria Bethânia, além de Bloco do Silva, Leci Brandão e Cortejo Afro. O domingo reúne Caetano Veloso e Emicida, Os Paralamas do Sucesso celebrando 40 anos de “Selvagem?”, e Sandra Sá.
A situação meteorológica é, obviamente, um dos maiores desafios para o organização. O Alerta Rio, órgão da Prefeitura, classifica o nível de severidade como “alto” e prevê ventos fortes a muito fortes, com rajadas de até 90 km/h. A máxima na Zona Sul, onde fica o Jockey Club, é de 35°C. A chuva deve ocorrer de forma isolada, principalmente no fim da tarde e durante a noite.
Apesar dos desafios, o Doce Maravilha 2026 se posiciona como um evento que prioriza a experiência do público e a cultura musical brasileira. A decisão de não cancelar é um ato de coragem que demonstra como a cena festivaliera do Rio continua a resistir e a se reinventar, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. O que se segue é um festival que deve ser vivido em total intimidade, com a comunidade reunida para celebrar a música e a cultura.
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— Douglas W.


