O sueco surpreendeu o público do Ultra com uma maratona de faixas exclusivas e remixes frescos, provando mais uma vez por que é considerado um dos DJs mais misteriosos e talentosos do planeta.
Quando Eric Prydz subiu ao palco do Ultra Music Festival em Miami no início de março de 2018, ninguém sabia ao certo o que esperar. O DJ e produtor sueco sempre carrega consigo um mistério que envolve suas transmissões, faixas inéditas e sons que simplesmente não aparecem em nenhum catálogo por meses. Mas desta vez, ele decidiu soltar uma verdadeira avalanche de IDs — aqueles tracks exclusivos que nunca saem oficialmente — deixando o público e a comunidade de música eletrônica boquiabertos.
O set foi uma jornada longa e cuidadosamente construída, com transições precisas que flutuavam entre o techno atmosférico e a progressive house melódica, sinalizadores clássicos da identidade do artista. Em determinado momento, pareceu que ele não parava de entregar música nova: batidas pesadas, atmosferas envolventes e momentos de suspense que geravam uma energia coletiva insana. Quem estava ali no recinto descreveu a experiência como algo quase hipnótico, como se o próprio tempo ficasse suspenso sob as mãos de Prydz.
O que torna as apresentações de Eric Prydz tão especiais é justamente essa sensação de que ele está sempre trabalhando em algo além do visível. Enquanto a indústria corre atrás de números e lançamentos imediatos, ele trabalha em silêncio, refinando sons que só chegam ao público em momentos como o do Ultra. A performance de Miami foi mais uma prova de que, quando ele decide abrir o jogo, a plateia não tem escolha senão deixar-se levar.



