BaianaSystem e outros artistas regionais transformam Pirenópolis em palco de resistência e união musical
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⏱️ Em 5 segundos:
- Fluir Festival 2026 reúne artistas regionais e nacionais em Pirenópolis
- Russo Passapusso destaca o papel da cultura em tempos de resistência
- BaianaSystem estreia em cidade que não fazia parte do roteiro da banda
Pirenópolis, GO – 10 e 11 de outubro de 2026: sob a sombra do Módulo Esportivo, o primeiro Fluir Festival transformou-se em um manifesto de resistência cultural, onde o som da samba-eletrônica, o rock experimental e a poesia urbana se encontraram para celebrar a diversidade da música brasileira. Para Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, o evento foi muito mais do que uma parada na agenda de shows — foi uma encarnação da luta contra o esquecimento, onde a arte se torna terapia coletiva em tempos de crise.
Um festival histórico nascer da resistência
O Fluir Festival nasceu como resposta à fragmentação do cenário musical brasileiro, onde artistas regionais muitas vezes ficam à margem das grandes capitais. Com 15 atrações distribuídas em dois palcos, o evento privilegiou nomes como Gloria Groove, Seu Jorge e Marcelo D2, mas sobretudo apostou em produções locais como 7meia2, Santê convida Maria Ponto e Pedra 70 convida Eli. “É um encontro de esperança com pessoas em todos os lugares do Brasil, que prezam pela cultura, que prezam pela vida, pelo desejo de viver”, afirmou Russo, destacando o caráter simbólico de um festival que surge em um momento de polarização política e social no país.
O contexto do Fluir vai além do entretenimento: ele se inscreve na tradição dos festivais alternativos que buscam democratizar o acesso à cultura. Em uma época onde eventos grandiosos muitas vezes priorizam o comercial, o Fluir propôs uma programação que valoriza a origem, o território e a colaboração. Artistas de Goiás, DF e Minas Gerais compartilharam palcos com nomes consagrados, criando uma teia de diálogos sonoros que refletem a pluralidade do Brasil.
BaianaSystem: da Bahia ao interior goiano
A passagem pelo Fluir teve um significado particular para Russo Passapusso, que revelou que ainda não conhecia Pirenópolis. “A trilha tava meio que apagada pra gente”, completou, lembrando que a cidade não fazia parte dos roteiros habituais da banda. Essa estreia no interior do Goiás foi, segundo ele, uma oportunidade de aproximar o BaianaSystem de novos públicos, longe dos centros tradicionais. A banda, que desde 2009 mistura samba, jazz e eletrônica em busca de uma identidade cultural única, usou o show para reafirmar sua trajetória de resistência por meio da música.
“As letras começam a fazer mais sentido ainda. A gente começa a aprender com o público cantando e olhando pra gente. Isso é muito impressionante”, disse Russo, destacando a interação que transforma a performance em um momento coletivo de aprendizado e conexão. Para ele, cada show não é apenas uma apresentação, mas um diálogo que reconfigura o significado das canções, ampliando seu alcance político e emocional.
Análise: a evolução do BaianaSystem em 2026
O BaianaSystem, que já se destacou por sua rebeldia na reescrever o samba-clássico, continua evoluindo sem perder a essência de sua mensagem. Em 2026, a banda demonstra maturidade ao abraçar novos espaços, como o Fluir Festival, onde a fusão de gêneros se torna mais refinada. Ao se aproximar de públicos regionais, o grupo reforça seu compromisso com a democratização da cultura, algo que vai além do álbum ou do hit.
Em uma cena onde festivais muitas vezes se repetem em fórmulas comerciais, o Fluir se destaca por sua intencionalidade. A escolha de artistas que celebram raízes regionais, como os convidados de Pedra 70 e 7meia2, mostra que a diversidade musical brasileira não precisa ser mediada por grandes centros. É um convite para repensar o que é produção artística e como ela pode ser um veículo de resistência.
Perspectiva: o legado do Fluir
Com o primeiro Ed. concluído, o Fluir Festival já se mostra como um evento com potencial de se tornar referência para festivais regionais no interior do Brasil. Para Russo, o desafio agora é manter viva essa espiritualidade de encontro: “Eu acho que é um festival histórico por esses motivos, por ser o primeiro e por estarmos nessa época de luta, de resistência.” A música, como sempre, continua sendo a linguagem mais poderosa para unir diferentes realidades, e o Fluir prova que é possível fazer isso sem abrir mão da identidade local.
Com o ano de 2027 se aproximando, o próximo Fluir pode se tornar um marco para outras cidades que buscam repensar a relação entre arte, território e comunidade. Enquanto isso, o BaianaSystem segue de cabeça para novas jornadas, provando que a resistência cultural tem ritmo próprio — e ele bate forte.
💡 Você sabia que o BaianaSystem, formado em Salvador no final dos anos 2000, revolucionou o samba-clássico com influências de eletrônica e jazz, criando um som que mistura batida tribal com letras poéticas sobre luta social?
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— Douglas W.


