O trio carioca embarca em turnê internacional desvendando a alma de seu segundo álbum e explorando a profunda herança musical que os define.
⏱️ Em 5 segundos:
- Gilsons lançam “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão”, seu segundo álbum.
- A turnê “Eu Vejo Luz” já conta com mais de 30 datas, testando as novas músicas ao vivo.
- O disco apresenta participações de Caetano Veloso, Moreno Veloso, Tom Veloso e outros.
- O trio explora a conexão de sangue entre as famílias Gil e Veloso, que vai além das parcerias musicais.
Em um momento crucial de sua trajetória, o trio Gilsons, formado por José Gil, João Gil e Francisco Gil, mergulha de cabeça na turnê “Eu Vejo Luz”. Com mais de 30 datas já confirmadas no Brasil e no exterior, a banda apresenta ao público as nuances de seu segundo álbum de estúdio, intitulado “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão”, lançado em março deste ano.
A experiência de levar as novas composições para o palco é, para os Gilsons, um processo dinâmico de descoberta. Em entrevista à Billboard Brasil durante o ARVO Festival, em Florianópolis, José Gil expressou a magia desse momento: “A gente vai reconhecendo um pouco das canções através do público. Agora tem esse desafio de trazer as músicas novas e esperar essa resposta. Naturalmente, é isso que vai dando à música uma nova vibração”. As canções, que nascem no íntimo do estúdio, ganham vida e novas interpretações a cada interação com a plateia, transformando-se em algo coletivo e vibrante.
O novo trabalho é um compilado de dez faixas que contam com participações de peso, incluindo Caetano Veloso, Moreno Veloso, Tom Veloso, Narcizinho, Julia Mestre e Sona Jobarteh. Após o sucesso de “Pra Gente Acordar”, álbum que os levou a palcos icônicos como o Rock in Rio, Lollapalooza Brasil e Coala Festival, os Gilsons demonstram um claro interesse em expandir sua sonoridade e explorar novas linguagens, evitando a armadilha de repetir fórmulas passadas. No repertório dos shows, essa evolução se manifesta no diálogo entre as faixas inéditas, como “Visão”, “Semeia” e “Bem Me Quer”, e os hits que já conquistaram o público, como “Várias Queixas”, “Devagarinho”, “Love Love” e “Algum Ritmo”.

Para Francisco Gil, a transição do pessoal para o coletivo é um dos aspectos mais gratificantes da música. “Quando a gente está compondo e produzindo, as músicas são só nossas. Elas estão ali, muito pessoais, quase como um bebezinho. Mas, a partir do momento em que a gente lança, elas viram do mundo”, explica. “Aí cabe ao mundo dar essa reverberação, responder, trocar. Tudo vira uma troca gigante. Essa é uma das coisas mais legais da música.”
A Profunda Ligação dos Gilsons com os Veloso
O sobrenome Gil é uma marca inconfundível do trio: José é filho de Gilberto Gil, enquanto João e Francisco são netos do ícone da música brasileira (Francisco, por sua vez, é filho de Preta Gil). Contudo, a conexão com a família Veloso, que se manifesta no disco na faixa “Minha Flor” – gravada com Caetano, Tom e Moreno –, vai além do que se pode perceber à primeira vista. João Gil revela uma camada mais profunda: “É curioso, porque as pessoas acreditam que a ligação mais forte vem dos pais, entre Gil e Caetano. Mas existe também uma ligação de sangue entre Dedé e Sandra, que são irmãs”. Dedé Veloso, primeira esposa de Caetano e mãe de Moreno, é irmã de Sandra Gadelha, ex-mulher de Gil e a musa inspiradora da canção ‘Drão’, além de mãe de Preta, Pedro e Maria Gil. Essa intrincada rede familiar criou um ambiente de convivência e aprendizado mútuo, com João e Zeca Veloso, por exemplo, tendo estudado juntos por anos. Uma herança cultural e afetiva que, sem dúvida, ressoa na sonoridade única dos Gilsons.
💡 Você sabia que a conexão entre as famílias Gil e Veloso vai além de Gilberto Gil e Caetano Veloso? Dedé Veloso, primeira esposa de Caetano, e Sandra Gadelha, ex-esposa de Gil e mãe de Preta Gil, são irmãs, unindo ainda mais os laços de sangue entre os clãs.



