Luca Draccar volta com ‘Neo Noir Plaisir’, um EP que desafia os limites da música eletrônica. Lançado em novembro de 2021, o trabalho é uma celebração da escuridão criativa, onde os sons se tornam mapas sonhos para quem busca refúgio nas batidas sutilmente perturbadoras. Com produção contemporânea e narrativa coesa, o projeto revela a maturidade do artista como guardião de um universo onde a luz parece se desfazer em cada nota.
O primeiro faixa, ‘The Black White Palm’, abre com uma nota de guitarra acústica ecoando, que se deforma em ondas de dissonância, enquanto um sub-bass pulsátil sustenta a tensão. Em ‘Mouse in Trap’, a guitarra elétrica distorcida e os vocoders em off criam uma atmosfera de inquietação urbana. Já ‘Margot’ se destaca com uma abordagem mais melódica e cinematográfica, onde os baixos rugamem e os hi-hats acelerados dialogam com sintetizadores expressivos. Cada pista é um mosaico de texturas que convidam o ouvinte a perder-se em ritmos curiosos e inesperados.
Para Draccar, a noite não é apenas um cenário, mas um estado mental. Seu trabalho é um convite para explorar os recortes da mente, onde os clubes subterrâneos se tornam espaços de descoberta e autodisciplina. Com ‘Neo Noir Plaisir’, ele não apenas redefine sua própria identidade artística, mas também oferece um novo mapa sonoro para quem busca música com profundidade emocional e experimentação. A released é mais do que um álbum: é um manifesto estético.


