Lykke Li Incendeia o C6 Fest 2026 com Estética Industrial e Repertório que Mistura Novos Hits e Clássicos

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A sueca promete um espetáculo enxuto e visceral na Tenda MetLife, num domingo repleto de nomes icônicos como Robert Plant e Os Paralamas do Sucesso.

⏱️ Em 5 segundos:

  • Lykke Li faz dois shows no Brasil em maio: no Vivo Rio e no C6 Fest 2026
  • Seu sexto disco ‘The Afterparty‘ pode ser o último da carreira
  • O setlist combina faixas novas com clássicos como ‘I Follow Rivers’

Quando a Tenda MetLife do C6 Fest 2026 acender no domingo, 24 de maio, a silhueta de Lykke Li deve surgir envolta em tecidos plásticos translúcidos e sob uma estrutura metálica que beira o industrial. A sueca, que chega ao Brasil em alta rotação, vem de duas semanas de Coachella, de um show no Fonda Theatre de Los Angeles e de apresentações como ato de abertura para Robyn. Nada mais natural, então, que o público paulistano espere um espetáculo que transborda atitude sem perder a elegância.

O recorte do C6 Fest 2026, que vai de 21 a 24 de maio no Parque Ibirapuera, é assinado por curadores como Hermano Vianna e Ronaldo Lemos e reúne 28 atrações de quatro continentes. No mesmo domingo, o palco ainda recebe Magdalena Bay, Os Paralamas do Sucesso com Nação Zumbi, Oklou, Beirut e Robert Plant’s Saving Grace. É um cardápio pesado — mas Lykke Li carrega o tipo de energia que faz o resto do line-up esperar o horário dela.

Um disco que pode fechar uma era

“The Afterparty”, sexto álbum de Lykke Li, saiu em 8 de maio de 2026 pela Neon Gold Records e pode ser sua última obra. Em entrevista ao NME, a cantora descreveu a produção como um verdadeiro inferno — gravado em Estocolmo com uma orquestra de 17 instrumentos e produção dividida entre Björn Yttling, Dave Sitek, Rick Nowels e ela mesma. Três singles anteciparam o material: “Lucky Again” (com sample de Max Richter sobre Vivaldi), “Knife in the Heart” e “Sick of Love”. Antes disso, em 2025, ela lançou o EP “Covers”, com regravações de “Stand By Me”, “Into My Arms” e “Love Hurts”.

Quem acompanhou os shows recentes em Los Angeles e Indio conta um visual quase artesanal: andaimes de metal, iluminação filtrada por plásticos e um capuz de couro oversized que Lykke Li tira no meio da apresentação durante “Little Bit”, transformando a música em algo sensual. A banda, por sua vez, injeta peso de rock-pop em faixas que no estúdio chegam com cordas e os tão citados “bongos apocalípticos”. No bis, “I Follow Rivers” se encaixa direto no The Magician Remix, e em algumas datas a artista ainda acende um cigarro e mergulha na multidão.

Setlist: o que esperar na Tenda MetLife

O repertório da turnê gira em torno de um núcleo fixo, com pequenas alterações entre shows de teatro e festivais. Na passagem pelo Brasil, a lista deve contemplar desde “Hard Rain” (de “So Sad So Sexy”, 2018) até o hit “I Follow Rivers” (de “Wounded Rhymes”, 2010), encerrada emendada com o remix. Entre as novidades, estão “Happy Now”, “Lucky Again” e “Sick of Love”, todas de “The Afterparty”. Faixas como “Just Like a Dream” e “Possibility” — gravada para a trilha de Crepúsculo: Nova Lua — trazem contrastes sonoros interessantes ao vivo, enquanto “Get Some” e “sex money feelings die” ganham peso bruto da banda.

A janela na Tenda MetLife é de uma hora e dez minutos, tempo que Lykke Li tem manejado com precisão em todas as datas. Com “The Afterparty” em mãos e uma estética que foge do óbvio, o show promete ser mais do que um setlist: é uma declaração de que, talvez, o último capítulo já tenha começado.



Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Lykke Li gravou ‘Possibility’ para a trilha sonora de ‘Crepúsculo: Nova Lua’ e a faixa se tornou um dos momentos mais marcantes da franquia cinematográfica?


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