O vocalista fala sobre o desejo de voltar com O Rappa, apresenta nova fase artística e declara paixão pela Seleção Brasileira.
⏱️ Em 5 segundos:
- Marcelo Falcão inicia turnê ‘O Legado‘ com banda renovada e repertório que une reggae, rap e rock
- Vocalista revela que Neymar merece estar na Copa do Mundo e comenta sobre o futuro do O Rappa
Marcelo Falcão está de volta ao palco com tudo. No dia 8 de agosto, o vocalista dará início à turnê O Legado no Rio de Janeiro, marcando o lançamento do segundo disco solo que leva o mesmo nome. O reggamaen, que conquistou legiões de fãs ao longo de décadas com o O Rappa, agora quer escrever uma nova página — e para isso, aposta na conexão com as novas gerações que cresceram ouvindo suas canções.
p>Em entrevista recente, Falcão não fugiu da pergunta que todo mundo faz: quando o O Rappa vai voltar? Sua resposta é encantadoramente sincera. “Todo mundo quer a volta d’O Rappa. Eu acho bonitão, irado, porque é o amor da minha vida”, confessa o cantor. Mas ele também mostra uma maturidade incomum ao comparar a situação com o Oasis e Liam Gallagher, que só retomaram o grupo depois de anos de carreira solo bem-sucedida. O compromisso com o contrato vigente até 2028 e o respeito ao público que acompanha sua trajetória solo pesam na balança. “Seria desonesto comigo e com o meu público não dar continuidade à história”, completa.
O Legado: um disco que une mundos
O álbum O Legado chegou às plataformas de streaming em novembro de 2025 e já se destaca pela mistura orgânica entre reggae, rap e rock que marcou a trajetória do vocalista. A produção ficou a cargo de Dallass, produtor mineiro de 30 anos que já acumula nove bilhões de streams trabalhando com nomes como Filipe Ret, Orochi, Cabelinho e Bin. A parceria rendeu participações especiais de Toni Garrido (Cidade Negra), Cynthia Luz, Major RD, Maneva e até um dueto póstumo com Chorão, do Charlie Brown Jr.
Uma das faixas mais emocionantes do disco é a título, na qual vozes gravadas por Chorão antes de seu falecimento em 2013 foram utilizadas para criar um diálogo entre gerações. “Eu queria fazer uma homenagem para o Chorão, contar uma história de onde viemos até onde estamos hoje no meu universo. Com a molecada, de onde vem o Cidade Negra, de onde vem o Falcão do Rappa, de onde vem o Chorão do Charlie Brown. E aí a gente chega na nova geração”, explica o artista.
A outra colaboração marcante é Refletir (Resista), feita com Toni Garrido. Falcão conta que convencer o vocalista do Cidade Negra a gravar foi uma missão árdua — e engraçada. “Fiz pizza, fiz sushi, fiz massa, fiz tudo e o desgraçado não gravava. Quatro meses o miserável se esgueirando. Até que um dia disse: ‘Tu não vai fugir, vai gravar agora!’
Turnê com banda nova e pitada de futebol
Para a estrada, Falcão montou uma banda completamente renovada: Cleber (bateria), Davi (sax), Ferinha (teclado), Arimatéa (trompete), Valladão (baixo), Mari (guitarra), Negralha (DJ) e Vine Bone (sax). A proposta é levar ao vivo a essência do novo disco, que começa sempre com voz e violão antes de ganhar a batida eletrônica e a instrumentação completa.
E como se não bastasse o sucesso artístico, Falcão também mandou um recado para a torcida brasileira: “Eu morreria abraçado com o Neymar. Poxa, 26 pessoas? Tem de ter um espacinho para ele ali”. O cantor, que carrega um nome de craque, não esconde sua admiração pelo atacante e já deixa claro que Neymar merece estar na lista de convocados para a Copa do Mundo.
A turnê O Legado passará por Rio de Janeiro (08/08), Porto Alegre (04/09), São Paulo (18/09), Curitiba (19/09) e outras datas que prometem lotar as casas. Os ingressos já estão disponíveis no site eventim.com.br/falcao, com pré-venda exclusiva para clientes Itaú a partir de 16 de abril.
💡 Você sabia que o O Rappa quase foi dispensado da Warner nos primeiros dias por baixíssimas vendas? Foi só graças à intervenção de Paulo Junqueiro, diretor artístico da gravadora, que o grupo foi mantido e pôde lançar álbuns que se tornaram clássicos do rock nacional.



