O produtor por trás da máscara robô fala sobre evolução artística, parcerias com Ørjan Nilsen e os planos que podem redefinir sua carreira nos próximos meses.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Meetch lança ‘Reflections‘, single solo com a vocalista italiana Lacey, após o sucesso da collab com Ørjan Nilsen
- Artista planeja collab com Hel:sløwed fundindo Trance e Tech-House, além de segundo projeto com Nilsen
- Evento Robotic Rumble x Pulse Theory no ADE 2025 e parcerias com Dillon Francis no radar
Depois de incendiar pistas ao redor do globo com a collab ‘Body On Me’ ao lado de Ørjan Nilsen em agosto, o produtor americano MEETCH acaba de soltar ‘Reflections’ — e desta vez assume totalmente as rédeas da produção. O single, que conta com a voz da italiana Lacey, é a prova mais recente de que o artista não está apenas sobrevivendo na cena: está reinventando o próprio território criativo.
De side stage em Nova York a palco principal: a trajetória robótica
Tudo começou em 2012, quando MEETCH abraçou a estética de robô como marca pessoal — uma escolha ousada que, na época, soava arriscada demais para um produtor que mal começava. Quase quatorze anos depois, a máscara metálica virou identidade inconfundível. A entrevista ao EDM House Network revela um detalhe que poucos sabiam: em 2013, ele era apenas um opener desconhecido no side stage do Webster Hall, em Nova York, abrindo show para o próprio Ørjan Nilsen. Hoje, não só divide estúdio com o norueguês, como prepara uma segunda collab — a full circle mais eloquente que a cena eletrônica já viu neste ciclo.
A química por trás de ‘Reflections’
A escolha de Lacey para vocalizar ‘Reflections’ não foi aleatória. MEETCH conta que ouviu o topline e se apaixonou imediatamente, sem precisar ouvir a instrumentalização completa. A voz italiana costura a faixa com uma linha melódica que se entrelaça aos synths progressivos e aos efeitos industriais de serragem sonora — uma construção gradual e controlada que espelha a própria jornada do artista. Não é à toa que o título carrega essa dualidade: memórias pessoais, versões passadas de si mesmo e a evolução constante de uma marca que nunca parou de se reinventar.
2026 será o ano da consolidação
Se 2025 foi o ano da afirmação, 2026 promete ser o da consolidação. MEETCH já tem collab confirmada com Hel:sløwed — uma fusão ousada entre Trance e Tech-House, com os vocais de Salvo — e um segundo projeto com Ørjan Nilsen no forno. A agenda também reserva o aguardado pop-up Robotic Rumble x Pulse Theory na ADE, em Amsterdã, no dia 23 de outubro, ao lado de TLUXX. Para um artista que tocou em Pacha, Webster Hall e Avalon Hollywood, o próximo passo parece ser a escalada para festivais de maior porte e, quem sabe, um álbum de estreia.
A opinião do Vibermix: evolução com propósito
O que diferencia MEETCH de tantos outros nomes que surgem e desaparecem na cena americana é a coerência. Enquanto produtores mudam de estilo a cada lançamento para seguir tendências, ele construiu um universo próprio — e ‘Reflections’ demonstra maturidade na escolha vocal e na estruturação da faixa. A abertura para gêneros como Trap e Dubstep (os primeiros passos dele na produção) mostra que há fome de experimentação, mas sem perder a essência. A declaração sobre Dillon Francis como parceiro dos sonhos — além da admiração pelo humor em comum — reforça que MEETCH pensa além do estúdio: quer criar conteúdo, narrativa, cultura.
O que esperar daqui para frente
Com a cena de afterhours em Los Angeles fervilhando — especialmente na HOLYSH#T, festa que ele frequenta e que tem crescido exponencialmente —, MEETCH está no epicentro certo para impulsionar sua sonoridade. A mistura de house, electro e elementos trance que vem explorando nas collabs pode muito bem se tornar sua assinatura definitiva. Se 2026 trouxer o álbum que todos aguardam, a máscara de robô pode muito bem se tornar um dos símbolos mais reconhecíveis da eletrônica americana nesta década.
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— Douglas W.


