O Kannalha Revela Evolução na Carreira: ‘Fruto de Muito Trabalho’

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O cantor de pagodão baiano compartilha suas emoções após tocar no festival Rock The Mountain e lançar o single Café PQG

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⏱️ Em 5 segundos:

  • O Kannalha revela sua evolução artística no festival Rock The Mountain
  • Compartilha novas músicas e reflexões sobre sua carreira
  • Lançamento do single Café PQG marca nova fase

O Kannalha Revela Evolução na Carreira: ‘Fruto de Muito Trabalho’

O cantor de pagodão baiano, O Kannalha, dividiu o palco do festival Rock The Mountain em Petrópolis com uma formação surpreendente — balé de oito pessoas, seis percussionistas e uma banda completa. Antes do show, em uma conversa com a edição de Billboard Brasil, ele destacou que essa estrutura “é fruto de muito trabalho” e “uma colheita maravilhosa” para o pagodão baiano, revelando o peso do esforço necessário para construir algo que ressoe com o público.

Esta aparência de crescimento está profundamente ligada à trajetória de O Kannalha, que começou no início do seu percurso artístico com um grupo mínimo — apenas a banda, poucas pessoas e um único produtor — no primeiro festival que participou. Hoje, a carreira expandiu-se para incluir um elenco grande, balé e até sua família de trabalho, mostrando uma evolução significativa na forma como ele construiu sua presença no cenário musical brasileiro.

O festival Rock The Mountain, realizado em Petrópolis, representa um momento crucial na carreira de O Kannalha, que busca trazer a identidade do pagodão puro, verdadeiro de periferia e favela, para o grande palco. O cantor explicou que a sonoridade da apresentação é “baiana, africana, tambor, percussão e zoada”, justificando a presença de seis percussionistas que criam um som pesado típico do gênero.

Além da performance, O Kannalha utilizou a oportunidade para defender a autenticidade do seu estilo, afirmando que o objetivo era mostrar “um pagodão puro, verdadeiro, de periferia, da favela”. Essa postura reflete uma crítica ao gênero quando é instrumentalizado ou desrespeitoso, e mostra como ele se posiciona como guardião da tradição pagode ao mesmo tempo em que inovaria suas expressões.

O lançamento do single “Café PQG” em outubro de 2023 encerrou essa jornada de evolução. O nome é abreviação de “preto, quente e gostoso”, combinando humor, ousadia e a identidade popular que caracterizam a carreira de O Kannalha. A música abriu uma nova etapa de músicas e preparou o terreno para a temporada de verão no festival.

Apesar da estrutura mais elaborada, O Kannalha mantém seu raiz na Bahia, lembrando que “a Bahia é onde, para mim, estão grandes artistas” e que sua conexão com a região permanece central. Ele espera que o festival seja uma ponte para a nova geração de músicos, especialmente no pagode, e encerrou a conversa com gratidão aos orixás e ao público presentes.


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— Douglas W.