Álbum de 1986, que revolucionou o rock brasileiro, é relembrado em performance cativante no festival.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Paralamas do Sucesso comemora 40 anos de ‘Selvagem?’ no Doce Maravilha 2026.
- Álbum de 1986 é considerado divisor de águas no rock brasileiro por sua mistura de gêneros.
- Show reúne hits e reforça relevância do trabalho do trio na cena musical.
No domingo (9), o Doce Maravilha 2026 se transformou em um palco de memórias e inovação ao abrigar a celebração dos 40 anos de Selvagem?, terceiro álbum de estúdio dos Paralamas do Sucesso. Lançado em 1986, o disco não apenas consolidou a banda como uma das vozes mais ousadas do rock brasileiro, mas também redefiniu os limites do gênero ao fundir rock, reggae, dub, ska e ritmos afro-brasileiros. A performance, repleta de energia e precisão, reafirmou que a obra do trio — Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone — permanece viva e inspiradora, mesmo após quatro décadas.
O legado de ‘Selvagem?’ na história do rock nacional
Antes de 1986, os Paralamas já eram conhecidos por sua rebeldia e experimentação, mas Selvagem? marcou uma virada. Enquanto álbuns anteriores como Cinema Mudo (1982) e Nada Como Nossos Velhos Dias (1984) exploravam uma sonoridade mais punk e direta, o terceiro trabalho ampliou o horizonte. Com faixas como Menino do Violino e Selvagem?, a banda introduziu elementos de reggae e dub, influenciados por bandas como The Clash e The Police, mas com uma identidade única. O álbum foi um divisor de águas, abrindo caminho para uma geração de artistas que viria a explorar a fusão de gêneros no rock brasileiro.
Performance que conecta passado e presente
No Doce Maravilha, a banda não se limitou a tocar as músicas do álbum como um show de réplicas. Herbert Vianna, com sua voz ainda poderosa, liderou uma narrativa que misturava nostalgia e renovação. A inclusão de instrumentos como o violino (em Menino do Violino) e a percussão afro-brasileira em Carnavália trouxe uma riqueza sonora que ecoou no público. João Barone, com seu bater contínuo e preciso, e Bi Ribeiro, cujo baixo é a espinha dorsal da banda, completaram uma fórmula que, mesmo após 40 anos, parece inabalável. O show foi um lembrete de que Selvagem? não é apenas um álbum, mas uma declaração de independência artística.
Impacto e relevância no cenário atual
Hoje, Selvagem? é revisitado por artistas de gerações posteriores que buscam mesclar tradições e inovação. Bands como BaianaSystem e Linha de Frente, por exemplo, carregam em suas sonorias a influência dessa mesma ousadia. Além disso, o álbum é um caso de estudo em cursos de música e cultura brasileira, reconhecido por sua capacidade de dialogar com contextos sociais e políticos. No Doce Maravilha, os Paralamas não apenas celebraram o passado, mas também reafirmaram que a fusão de ritmos e a experimentação são parte do DNA do rock brasileiro.
O que vem depois?
Com 40 anos de Selvagem?, os Paralamas do Sucesso continuam atuando, mas a pergunta que paira no ar é: como essa obra influenciará as próximas décadas? A banda já sinalizou interesse em projetos que mesclam tradição e tecnologia, e a celebração do álbum no Doce Maravilha pode ser apenas o início de uma nova fase. Para os fãs, o show foi uma prova de que a música de Selvagem? não envelhece — ela evolui, adapta-se e continua a desafiar.
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💡 Você sabia que ‘Selvagem?’ foi o primeiro álbum brasileiro a ser certificado diamante, com mais de 500 mil cópias vendidas?
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— Douglas W.


