Capítulo que estreia no Globoplay nesta segunda-feira (3) mergulha na fase mais intensa da carreira da cantora, revisitando a Noite Preta, o Bloco da Preta e o apoio a novos nomes como Ludmilla e Pabllo Vittar.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Terceiro episódio de ‘Meu Nome é Preta‘ estreia nesta segunda (3) no Globoplay, focando no ativismo e na consolidação artística da cantora
- documentário reúne depoimentos de Ivete Sangalo, Thiaguinho, Carolina Dieckmann, Regina Casé, DJ Zé Pedro e Tia Má
- Último episódio chega no dia 8, data do aniversário de Preta Gil, que faleceu em julho de 2023 vítima de câncer colorretal
O terceiro episódio da série documental Meu Nome é Preta chega ao Globoplay nesta segunda-feira (3) e promete emocionar quem acompanhou a trajetória de uma das figuras mais carismáticas e corajosas da música brasileira contemporânea. Dirigida por Mini Kerti e produzida pela Conspiração, a produção não faz mera homenagem — mergulha de forma crua e generosa na personalidade de Preta Gil, mostrando como ela transformou sua plataforma artística em uma potente ferramenta de transformação social.
A série ganha força justamente quando se afasta da biografia linear e se debruça sobre o que Preta construiu além dos palcos. O capítulo em estreia destaca como sua atuação artística se entrelaçou com o ativismo em defesa das mulheres, da população LGBTQIA+ e do orgulho negro — causas que ela defendia com uma vehemência que, muitas vezes, a colocou em posição de alvo. Ao revisitarmos o sucesso estrondoso da festa Noite Preta, realizada na casa The Week no Rio de Janeiro, e a explosão do Bloco da Preta no Carnaval carioca, compreendemos que a cantora não apenas ocupava espaços — ela os redesenhou.
Entre os convidados que compartilham memórias no episódio estão Ivete Sangalo, Thiaguinho, Hugo Gloss, Regina Casé, DJ Zé Pedro e Tia Má — nomes que ecoam a diversidade de universos que Preta atravessou. A atriz Carolina Dieckmann, amiga pessoal, abre o coração ao relembrar como os comentários públicos afetavam a artista: “A Preta sentia as coisas que falavam dela. Ela queria ser amada e compreendida, mas sempre dava um jeito de responder. Não era uma coisa que não a afetava.” É nesse equilíbrio entre vulnerabilidade e força que o documentário encontra sua maior potência narrativa.
O que torna esta fase da série particularmente reveladora é a forma como ela conecta o fenômeno cultural do Carnaval com a visão de mundo de Preta. Para Mini Kerti, a diretora, o Carnaval sintetizava perfeitamente a maneira como a cantora enxergava a vida: “O Carnaval é esse lugar da mistura, da confusão das diferenças, da ausência de barreiras. A música e a rua reúnem todo tipo de gente, todos os gêneros de música. A Preta da ‘Noite Preta’ era uma mestre de cerimônias de um público que ia ali celebrar a vida em toda a sua plenitude.” Essa visão transborda para o legado que ela deixou — não apenas na música, mas na maneira como o entretenimento brasileiro passou a enxergar a representatividade.
Outro ponto que merece atenção é a influência direta de Preta na projeção de novos talentos. O documentário destaca o apoio que ela deu nos primeiros passos de Ludmilla e Pabllo Vittar — duas artistas que hoje ocupam espaços de protagonismo que, sem a abertura de caminhos feita por figuras como Preta, seriam consideravelmente mais difíceis. O episódio também resgata as amizades que permaneceram ao lado da cantora até o fim, como Gominho, Jude Paulla e Duh Marinho, mostrando que a Noite Preta foi muito mais que uma festa: foi uma comunidade, um lar afetivo para centenas de pessoas.
O quarto e último episódio de Meu Nome é Preta chega ao Globoplay no próximo sábado (8), data em que Preta Gil completaria mais um ano de vida. A escolha da data não é acidental — funciona como um adeus simbólico, mas também como uma celebração. O primeiro episódio da série continua disponível gratuitamente para não assinantes da plataforma, garantindo que a história dessa artista extraordinária chegue a quem ainda não teve a oportunidade de conhecê-la em profundidade. O legado de Preta Gil, como este documentário bem demonstra, não é apenas musical — é um legado de existência, de presença, de coragem em ser quem se é sem pedir desculpas.
💡 Você sabia que Preta Gil era filha de Roberto Gil, renomado guitarrista e compositor brasileiro que trabalhou com grandes nomes da MPB, e que a cantora chegou a participar do grupo de pagode ‘As Velhas Virgens’ antes de se tornar uma das maiores vozes do pop brasileiro?
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— Douglas W.


