A baiana de Salvador realizou um dos maiores sonhos de sua carreira ao se apresentar no Palco Aquarela do festival, com repertório que contemplou seus dois álbuns indicados ao Grammy Latino.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Rachel Reis estreou no João Rock 2026 no Palco Aquarela, espaço dedicado a artistas femininas da música brasileira
- A baiana apresentou um set de 55 minutos com repertório dos álbuns Meu Esquema e Divina Casca, ambos indicados ao Grammy Latino
- A recepção do público superou as expectativas, com a galera cantando junto em um show que a artista define como um sonho realizado
Rachel Reis não precisou de muito tempo para conquistar o João Rock. Em sua estreia no maior festival de música ao vivo do Brasil, a baiana de Salvador subiu ao Palco Aquarela no último sábado e provou que sua ascensão meteórica na cena pop nacional não é fruto de acaso — é talento, carisma e uma conexão rara com o público.
A expectativa pelo convite já existia há anos, conforme a própria artista revelou em entrevista à Billboard Brasil. “Estava ansiosa, aguardando o meu convite. O festival é um negócio que eu gosto muito de fazer. É um sonho cantar aqui”, disse Rachel, que havia mencionado em diversas ocasiões seu desejo de pisar no palco do João Rock. Realizar esse sonho em sua primeira vez no festival foi, nas palavras dela, uma experiência profundamente emocionante.
O Palco Aquarela, espaço criado para celebrar artistas femininas de diferentes estilos da música brasileira, recebeu Rachel Reis com um repertório que passeou pelos dois álbuns de sua carreira: “Meu Esquema” (2022) e “Divina Casca” (abril de 2025), ambos indicados ao Grammy Latino. A cantora precisou fazer escolhas difíceis para montar o setlist, brincando que o processo foi como uma novela, dada a quantidade de músicas em seu catálogo. No fim, conseguiu resumir sua trajetória em 55 minutos que contemplaram o último álbum e passaram por seus projetos anteriores.
O que mais impressionou, porém, foi a receptividade. Rachel relatou que ficou surpresa com a quantidade de pessoas que conheciam as letras e cantaram junto em uníssono. “Fiquei feliz, tinha muita gente e todo mundo cantando junto, com a energia lá em cima. É disso que eu gosto no festival”, afirmou, revelando que espera voltar ao João Rock em edições futuras. Esse tipo de conexão imediata com o público é um indicador poderoso de que Rachel Reis não apenas chegou — ela veio para ficar.
A estreia no João Rock marca um momento decisivo na carreira de Rachel Reis. Após dois álbuns consistentes e reconhecidos pela crítica com indicações ao Grammy Latino, o festival representa não apenas uma vitrine de alcance nacional, mas também uma validação de sua proposta artística em um cenário que valoriza a diversidade e a autenticidade. Enquanto muitos artistas buscam espaço em grandes palcos, Rachel já parece ter encontrado o seu público de forma orgânica.
Olhando para o futuro, a apresentação no João Rock pode abrir portas para uma agenda de festivais ainda mais robusta e para possíveis colaborações com outros nomes da música brasileira. Com “Divina Casca” recém-lançado e o nome consolidado no cenário pop nacional, Rachel Reis entra em 2026 com um calendário promissor e a confiança de quem sabe que seu lugar no palco — e na história da música brasileira contemporânea — já está garantido.
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— Douglas W.


