Ranking sem polêmica: conheça o Top 100 de DJs feito por inteligência artificial

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A Clímax elimina a subjectividade e entrega uma lista de DJs baseada em 14 parâmetros extraídos de 11 plataformas digitais — e David Guetta lidera com folga.

⏱️ Em 5 segundos:

  • Ranking da Clímax usa algoritmo com 14 parâmetros de 11 plataformas para classificar DJs
  • David Guetta lidera, seguido por Tiësto e Calvin Harris; Alok aparece em 9º lugar

Em um mundo onde toda lista de popularidade vira campo de batalha, a Clímax decidiu acabar de vez com a briga. A empresa criou um ranking dos cem maiores DJs do planeta que não depende de voto popular nem de opinião de jurados — tudo é definido por dados brutos, extraídos de plataformas digitais ao redor do mundo.

O Clímax top 100 funciona como uma espécie de resumo anual da música eletrônica, medido em números reais. O algoritmo recolhe informações de 11 serviços diferentes — Spotify, YouTube, Soundcloud, Tidal, Amazon Music, Apple Music, TikTok, Instagram, 1001 Tracklists, Shazam e Beatstats — e cruza 14 indicadores ao longo de 365 dias. Seguidores conquistados, streams acumulados, posição nos charts, visualizações, Shazams recebidos e suporte no 1001 Tracklists são alguns dos critérios que entram na fórmula.

O pódio e a presença brasileira

O resultado da segunda edição, referente a 2023, foi entregue durante a miami music week, no Kimpton Angler’s Hotel, em Miami. A cerimônia contou com a presença de nomes como Christoph, Claptone, Purple Disco Machine e os brasileiros Öwnboss e VINNE. No topo da lista, David Guetta confirmou sua supremacia global, enquanto Tiësto e Calvin Harris completaram o pódio. O Top 10 ainda trouxe Skrillex, Alan Walker, marshmello, DJ Snake, The Chainsmokers, Alok e Robin Schulz.

Para o Brasil, os destaques ficaram por conta de Alok em nono lugar, Vintage Culture em vigésimo sétimo, Mochakk em septuagésimo sexto e Sevenn em septuagésimo nono. A inclusão de artistas de diferentes estilos dentro do mesmo ranking mostra como o algoritmo consegue abranger nichos variados sem favorecer um gênero específico.

Como o algoritmo decide quem é mais relevante

O coração do sistema é uma soma ponderada dos dados normalizados pela técnica min-max. Isso significa que valores de plataformas com escalas muito diferentes — como o número de streams no Spotify e o suporte recebido no 1001 Tracklists — são ajustados para uma mesma faixa antes de serem comparados. Depois, cada plataforma recebe um peso específico na pontuação final, o que reflete a importância que a Clímax atribui a cada fonte de dados. O Spotify, por exemplo, costuma pesar mais do que o Soundcloud, mas tudo isso é transparente e replicável.

Gioia Marzocchi, CEO da Origami Management e uma das criadoras da Clímax, afirmou que a ideia nasceu da frustração com rankings que não refletem a realidade do público. “Sentimos a necessidade de um ranking que respeitasse a arte e os resultados reais ditados pelo apoio dos fãs”, disse ela. E é justamente essa promessa de objetividade que tem atraído atenção de músicos, gestores e fãs da EDM ao redor do mundo.

A cerimônia de 2023 já provou que o formato funciona — e com a terceira edição no horizonte, os próximos rankings prometem ainda mais dados e, quem sabe, um novo nome brasileiro no topo da lista.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o algoritmo da Clímax normaliza dados de cada plataforma pela técnica min-max para garantir que valores de escalas completamente diferentes possam ser comparados de forma justa?

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