Mesmo com três palcos, a mistura de gêneros mostrou que o Brasil não precisa depender de festivais internacionais para ter presença de peso
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⏱️ Em 5 segundos:
- festival começou na sexta-feira em Petrópolis com três palcos
- No primeiro dia: Sued Nunes, Jah-Van, M.I.A e Jorge Ben Jor no Floresta; Jéssica Gaspar, Tássia Reis, Gaby Amarantos e Dexter no Estrela
- Palco Aurora recebeu Héloa, Fitti, Terno Rei, Melody e Major RD
Quem diria: o Brasil está construindo festivais tão diversificados quanto os de cidades europeias. O rock The Mountain 2026 começou na sexta-feira passada (30) em Petrópolis, com três palcos em funcionamento e um primeiro dia que prometeu ser épico. A atração principal do Palco Floresta — Sued Nunes, Jah-Van, M.I.A e Jorge Ben Jor — já falava por si mesma: o festival não tem medo de escalar artistas consagrados internacionais para confrontar o público local com nomes quebrados e inovadores.
O que chamou atenção no primeiro dia foi a capacidade do evento de equilibrar tradição e experimentação. No Palco Estrela, Jéssica Gaspar, Tássia Reis, Gaby Amarantos e Dexter deram o tom com performances que misturavam funk, soul e suingue baiano, enquanto L7 e Djonga vieram como convidados especiais. No Palco Aurora, Héloa, Fitti, Terno Rei, Melody e Major RD garantiram um público mais jovem e antenado, com destaque para a performance de Major RD, que já é referência no cenário do reggaeton brasileiro.
Para quem acompanha a cena eletrônica, o festival também trouxe sinais importantes. A presença de artistas como Gaby Amarantos e Melody no mesmo palco que nomes do rock e da MPB indica que o Brasil está caminhando para um modelo de festivais mais inclusivo, onde a música eletrônica não fica restrita a palcos paralelos ou lineups secundários. É uma evolução natural: festivais como o Rock in Rio já provaram que a mistura de gêneros gera audiência; agora, o Rock The Mountain está consolidando essa tendência com curadoria mais assertiva.
A visão de especialista: como jornalista que cobre a cena eletrônica há anos, vejo com otimismo a integração desses artistas à programação principal. Não é apenas sorte — é resultado de anos de investimento em festivais locais que buscaram ampliar seu espectro. Eventos como o Rock The Mountain são benchmarks para o Brasil: mostram que a música eletrônica não precisa ser excludente, e que o país tem condições de sediar festivais de ponta com curadoria de qualidade. A mistura de gêneros é justamente o diferencial competitivo frente a eventos internacionais que ainda priorizam o mainstream europeu ou americano.
O próximo fim de semana promete continuar esse movimento. Anitta e Kevin O Chris voltarão ao Floresta, enquanto Leci Brandão, Barão Vermelho, Marcelo D2 e Duquesa encabeçam o Estrela. No Aurora, Julia Mestre e Carol Biazin prometem novos ares. A cena brasileira está se tornando cada vez mais eclética, e festivais como esse são prova disso.
O impacto real disso tudo? que festivais brasileiros estão se tornando hubs culturais cada vez mais relevantes no cenário internacional. Quando um país consegue reunir em um mesmo espaço artistas de rock, funk, MPB, eletrônica e嘻哈 em um mesmo dia, ele demonstra maturidade artística e organizacional. Isso garante presença em festivais internacionais e abre portas para novos artistas locais quebrarem barreiras de gênero. O Rock The Mountain 2026 é, acima de tudo, um reflexo de um Brasil que está disposto a ser o que sempre precisou ser: o país que constrói sua própria identidade musical com respeito, criatividade e paixão.
💡 Você sabia que o Rock The Mountain é considerado o primeiro festival brasileiro com proposta eclética, mesclando rock, funk, MPB e música eletrônica em um mesmo espaço, e que a presença de artistas internacionais como M.I.A. e Jorge Ben Jor já era esperada para consolidar o festival como referência nacional?
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— Douglas W.



