Ryan Fidelis revela as raízes por trás de ‘Tons de Marrom’ em entrevista exclusiva

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Artista em ascensão conecta samba, gospel e R&B em álbum que estreia como marco pessoal e artístico de sua trajetória na música brasileira contemporânea.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Ryan Fidelis conversou com o Billboard Descobre sobre o álbum ‘Tons de Marrom‘ e suas referências musicais
  • Filho de cantor de pagode e samba, o artista mistura gêneros brasileiros com R&B e gospel americano
  • A faixa-título foi a primeira composição do disco e fundamenta toda a narrativa do projeto

O nome Ryan Fidelis tem ganhado cada vez mais destaque no cenário da música brasileira contemporânea, e agora ele para para contar sua própria história. Em conversa com o quadro Billboard Descobre, o artista revelou os bastidores de “Tons de Marrom”, projeto que considera pessoalmente o mais importante de sua carreira até aqui e que promete redefinir a forma como o público enxerga a fusão entre samba, R&B e gospel no cenário nacional.

O ponto de partida de tudo é uma herança que vai muito além do DNA. Ryan é filho de um cantor de pagode e samba, e cresceu em um ambiente onde a música não era apenas entretenimento, mas linguagem cotidiana. “Sempre teve muita música em casa”, contou em entrevista, relembrando da guitarra e da bateria que ganhou ainda criança — brinquedos que, na verdade, foram os primeiros instrumentos de uma trajetória que se consolidaria anos depois. Entre as influências que moldaram seu repertório, ele destaca o samba, a MPB e o gospel tanto na vertente brasileira quanto na americana, conectando todos esses gêneros a uma base comum: o R&B.

O álbum “Tons de Marrom” não chegou por acaso. A faixa-título foi uma das primeiras composições escritas para o projeto e funcionou como pedra angular de toda a narrativa que Ryan construiu ao longo do disco. “Foi a partir dela que comecei a pensar na história que eu ia contar dentro do álbum”, explicou, deixando claro que a música não é apenas uma faixa entre outras, mas o alicerce conceitual que sustenta a mensagem artística que ele quer transmitir ao ouvinte.

O que chama atenção no trabalho de Ryan Fidelis é a coragem de mesclar gêneros que, no Brasil, muitas vezes são tratados em compartimentos estanques. O pagode do pai, a espiritualidade do gospel, a sensibilidade da MPB e a intimidade do R&B se encontram em uma proposta que soa contemporânea sem perder a raiz. Em um momento em que a cena brasileira vive um renascimento de artistas que ousam cruzar fronteiras estilísticas — pense nomes como Liniker, Tulipa Ruiz e Filipe Ret —, Ryan se posiciona como mais uma voz relevante nesse movimento de fusão consciente.

O conceito do álbum transcende a simples reunião de faixas. “Tons de Marrom” carrega uma identidade visual e sonora própria, com a cor marrom servindo como metáfora para a terra, para a raiz, para aquilo que é fundamental e grounding. É uma escolha ousada para um título, mas que faz sentido quando se entende que o disco é, acima de tudo, uma carta de apresentação de um artista que está descobrindo e afirmando sua própria voz. A faixa-título, considerada por ele a peça-chave do disco, funciona como um manifesto discreto dessa identidade.

O que se espera agora é que “Tons de Marrom” ganhe tração além dos espaços de nicho e alcance um público mais amplo, consolidando Ryan Fidelis não apenas como uma promessa, mas como uma presença definitiva na música brasileira. Com a visibilidade que o Billboard Descobre proporciona e a qualidade de um projeto que claramente foi pensado com cuidado e intenção, o artista está posicionado para se tornar uma das figuras mais interessantes da nova geração. A cena brasileira tem mais um motivo para ficar de olho — e de ouvido — atento ao que vem por aí.


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— Douglas W.