Sandra Sá estreia no Doce Maravilha e defende a liberdade criativa na música brasileira

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A cantora revela que a música preta não tem limite e desafia o mercado com coragem

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Sandra Sá entregou uma performance elétrica no festival Doce Maravilha, reunindo diferentes gerações no palco.
  • Na entrevista ao Billboard Brasil, a artista defende a liberdade criativa e a importância da música preta brasileira em todos os espaços.
  • O show marca os 40 anos do álbum ‘Sandra Sá’ (1986), com repertório que cruza gêneros e desafio às imposições comerciais.

Sandra Sá estreia no Doce Maravilha e defende a liberdade criativa na música brasileira

A cantora Sandra Sá entregou uma apresentação eletrizante no festival Doce Maravilha, reunindo diferentes gerações no público com uma energia que contagia de primeira a última nota. O evento, que marcou os 40 anos do álbum Sandra Sá (1986), foi mais que um concerto: foi um manifesto sobre o que a música preta brasileira significa hoje.

Na conversa nos bastidores com o Billboard Brasil, a artista abriu o jogo sobre a importância de manter a liberdade na hora de criar. Para ela, a música preta ultrapassa barreiras e deve ocupar todos os espaços, sem compromissos com o que o mercado impõe. “Acho que são as coisas que estão rolando, as coisas que nos pertencem, os lugares onde a gente deve estar. Se as pessoas acham que eu devo estar nesse lugar, elas me levam até lá. E eu tenho que estar em qualquer lugar mesmo, cara”, declarou Sandra Sá, com aquele olhar direto que a torna inconfundível.

O repertório do show foi pensado para desafiar o senso comum. Sandra Sá critica as imposições comerciais que cercam a indústria, afirmando que o mercado agora esqueceu de ser artista. “Não tem essa de ‘ah, eu gravei aquilo porque tem um cara de quem eu não gosto’. Mas ele persegue todo mundo. E o tal do mercado, já ouviu falar? Aquele cara chato para caramba. Todo mundo quer produzir em função do mercado. Não! O mercado agora está esquecendo de ser artista, está esquecendo de criar as coisas. Mas eu estou aí”, disparou, com a voz firme e a voz de quem sabe o que está dizendo.

A apresentação no Palco Bradesco aconteceu no domingo (9), no encerramento de uma carreira que já deixou sua marca no cenário musical brasileiro. Com um repertório marcante e repleto de sucessos, Sandra Sá provou que a liberdade criativa é a única verdadeira moeda da música. O futuro da cena eletrônica e da música brasileira parece mais brilhante com artistas como ela, que ousam fazer o que realmente importa.


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— Douglas W.