Spotify e Merlin fecham acordo para pagar inteligência artificial em remixes e covers

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O streaming amplia o ecossistema de direitos para cobrir versões derivadas geradas por IA generativa

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⏱️ Em 5 segundos:

  • O spotify assina acordo com a merlin para integrar uma ferramenta de IA generativa que pagará remixes e covers a partir de direitos de artistas independentes.
  • O modelo é opt-in, permitindo que os artistas escolham se querem disponibilizar suas obras para a plataforma.
  • A parceria com a Universal Music Group em maio foi a primeira do tipo, agora expandindo para o mercado independente.

O Spotify anunciou uma inovação ousada que promete redefinir a forma como a indústria da música lida com a inteligência artificial. A plataforma fechou um acordo com a Merlin, organização que representa cerca de 15% do mercado global de música gravada e negocia direitos em mais de 70 países, para integrar uma ferramenta de IA generativa capaz de criar remixes e covers a partir de obras dos seus usuários.

A decisão da empresa surge no contexto de uma era em que a tecnologia está transformando radicalmente a produção musical. Depois de anunciar uma parceria semelhante com a Universal Music Group em maio, o Spotify agora expande seu foco para o território das gravadoras independentes, que representam a espinha dorsal do mercado musical ao redor do mundo.

A Merlin reúne um catálogo que inclui selos como Domino, Epitaph, Nettwerk, Ninja Tune, Polyvinyl, Secretly, Stones Throw, Sub Pop, Symphonic Distribution e Warp, entre centenas de outras gravadoras independentes. Essa rede representa uma fatia gigantesca do mercado, o que torna o acordo com o Spotify uma jogada estratégica para alcançar um público que antes estava fora do alcance dos grandes grupos.

O modelo de negócio proposto baseia-se em um sistema opt-in, no qual os artistas participantes poderão decidir se querem disponibilizar suas músicas para a ferramenta. Essa abordagem, embora promissora, levanta questões importantes sobre a divisão dos lucros. Como o dinheiro será distribuído entre o Spotify, os detentores de direitos, os artistas e os compositores ainda não foi definido, o que gera incertezas sobre o impacto financeiro real para as partes envolvidas.

A ferramenta utiliza inteligência artificial generativa e será oferecida como um adicional pago aos assinantes Premium. Ao contrário do modelo tradicional de streaming, que remunerava apenas a reprodução da gravação original, o novo sistema busca gerar receita também a partir de versões derivadas criadas dentro da própria plataforma. No entanto, a questão da propriedade intelectual das versões geradas por IA permanece como um desafio jurídico e comercial em aberto.

O que vem por aí é um momento decisivo para a cena da música eletrônica e para a economia do streaming. Com o acordo com a Merlin, o Spotify está se posicionando como uma das pioneiras no mercado de conteúdo gerado por IA, mas a verdadeira prova virá nos próximos meses, quando os primeiros resultados financeiros forem apresentados e o mercado precisará avaliar se este modelo consegue sustentar um ecossistema justo para todos os envolvidos.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que a Merlin reúne gravadoras independentes como Domino, Epitaph, Nettwerk, Ninja Tune, Polyvinyl, Secretly, Stones Throw, Sub Pop, Symphonic Distribution e Warp, representando aproximadamente 15% do mercado global de música gravada?


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— Douglas W.