O duo italiano volta com uma faixa que mistura urgência eletrônica e atitude rock em dose única — e o resultado é impossível de ignorar.
Quando The Bloody Beetroots decidem soltar algo novo, o mundo do eletrônico inteiro presta atenção. E dessa vez não é diferente. O duo italiano, sempre conhecido por empilhar batidas agressivas com influências que vão do punk ao EDM, acabou de apresentar Saint Bass City Rockers — e a faixa vem carregada de toda a energia crua que os marcou ao longo de uma carreira repleta de viradas imprevisíveis.
Um hino de contracultura com pulso eletrônico
Desde que Edoardo e Federico surgiram no radar do house europeu, nunca se deram ao luxo de seguir a cartilha. Saint Bass City Rockers é a prova viva disso. A produção soa como se alguém tivesse enfiado um sintetizador em um amplificador de guitarra de garagem e acendido tudo ao mesmo tempo. Os graves batem no peito, os riffs sintéticos espiralam sem pedir licença e a atmosfera tem aquele perfume de show lotado onde ninguém se importa em ficar quieto.
É exatamente o tipo de música que funciona tanto no fone quanto na arena — e talvez por isso o lançamento já tenha gerado tanta conversa nas redes. Quem acompanha a trajetória do duo sabe que eles nunca repetem fórmulas, e Saint Bass City Rockers confirma essa regra com maestria.
No fundo, essa faixa é mais uma demonstração de que The Bloody Beetroots seguem sendo uma das propostas mais instigantes do mapa eletrônico mundial. Sem medo de serem excessivos, sem vergonha de serem grandes — e, acima de tudo, sem perder a identidade que os fez especiais desde o início.



