Em entrevista, artista britânico detalha o contato pessoal da Rainha do Pop que o ajudou a superar a controvérsia.
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Sam Smith não está apenas preparando seu novo álbum, ‘Hazel Eyes’, mas também compartilhando os bastidores de sua trajetória — e, dessa vez, a revelação é de cair o queixo: a Rainha do Pop, Madonna, foi uma figura de apoio crucial durante um dos momentos mais turbulentos da carreira do artista britânico.
A polêmica em torno de ‘Unholy’, o hit de 2022 que Sam Smith gravou com Kim Petras e que chegou ao topo do Billboard Hot 100, foi intensa. As apresentações visuais provocativas e o tema da música geraram uma reação significativa de parte do público e de setores conservadores. Foi nesse clima de controvérsia que Sam Smith recebeu uma mensagem que, em suas próprias palavras, foi um ‘comforto’ profundo. Em entrevista a Zane Lowe, na Apple Music, ele revelou que Madonna, uma das ícones mais duradouros da cultura pop e um símbolo da resistência queer, entrou em contato assim que a situação se desenrolou.
Para quem acompanha a cena musical, o peso desse apoio é compreensível. Sam Smith descreve Madonna como ‘minha mãe’ — não em um sentido literal, mas afetivo, reconhecendo nela uma figura maternal e inspiradora. Ele destacou que a artista norte-americana é ‘simplesmente irreal’ e que sua música atua como ‘uma salvação para pessoas queer’. Isso não é apenas uma fala de admiração; é o reconhecimento de quem passou por situações semelhantes e entende, por experiência própria, o que é defender a identidade e a liberdade artística em um cenário de pressão e julgamento.
O contexto histórico torna esse gesto ainda mais significativo. Madonna não é apenas uma cantora que se reinventou ao longo de décadas; é uma sobrevivente da cena musical, que enfrentou críticas, censuras e expectativas e sempre saiu fortalecida. Quando Sam Smith fala sobre a ‘resistência’ de Madonna, ele está falando de alguém que entende o custo de ser autêntico na indústria. E é justamente essa resiliência que ele encontra como inspiração para a própria carreira — um caminho que, agora, com o lançamento de ‘Hazel Eyes’, parece estar mais centrado na intimidade e na verdade pessoal do que nunca.
A conexão entre os dois vai além do apoio emocional. Os artistas já haviam se unido em estúdio para a faixa ‘Vulgar’, lançada em junho de 2023, e a presença de Madonna no Grammy daquele ano, introduzindo Sam Smith e Kim Petras em uma performance que foi interpretada como um gesto de solidariedade, ganha um novo significado com essas revelações. Parece que a química entre eles é mais do que profunda — é simbiótica, um troca de saberes entre gerações que entendem que a música é, acima de tudo, uma ferramenta de transformação.
Enquanto o novo disco de Sam Smith se aproxima, com ‘Hazel Eyes’ prometendo ser um trabalho mais íntimo e pessoal, essas histórias do passado servem como lembrete de que a carreira de um artista não é construída apenas em estúdio ou em palcos, mas também nas conexões humanas que o sustentam. O apoio de Madonna, nesse sentido, não foi apenas um gesto de solidariedade — foi um ato de preservação de uma heragem que Sam Smith pretende carregar adiante.
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— Douglas W.


