Foo Fighters reafirma pedigree enérgico no Rock in Rio 2026 com show previsível, mas impecável

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Dave Grohl e sua banda entregam noite correta na nova estrutura do Palco Mundo, entre clássicos incontestáveis e poucas surpresas discográficas.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Foo Fighters tocaram na virada de sexta para sábado no Palco Mundo do Rock in Rio 2026.
  • Setlist cobriu quase todas as fases da carreira, mas poucas faixas do álbum mais recente, “Your Favorite Toy”.
  • Novos painéis de LED de 2.400 m² ampliaram a imersão visual na Cidade do Rock.

Quem esperava uma reviravolta monumental nos Foo Fighters se decepcionou; quem queria energia pura saiu satisfeito. Na virada de sexta-feira (4) para sábado (5), a banda subiu ao Palco Mundo do Rock in Rio 2026 e confirmou o que já era óbvio: Dave Grohl e companhia sabem exatamente o que fazem quando o assunto é colocar dezenas de milhares de pessoas para pular.

Um quarto de século após a estreia e sete anos desde a última passagem por aqui, o grupo mostrou a calibração de quem está na estrada há três décadas. A experiência se traduziu em uma performance cirúrgica, sem hesitações, capaz de conduzir a Cidade do Rock com a naturalidade de quem já esgotou turnês em todos os continentes. Grohl abriu com a frase de efeito — “chutar traseiros e fazer rock’n’roll” — e cumpriu a promessa nos minutos seguintes.

A nova fachada do Palco Mundo, com seus 2.400 m² de painéis LED de alta definição, roubou a cena à parte visual. As imagens dos músicos atingiam proporções monumentais, traduzindo em escala aquilo que a Lagoa de Jacarepaguá já pressentia: longas melenas gigantescas projetadas além do palco. Foi a primeira banda a de fati explorar o potencial imersivo da reformulação de 2026.

O setlist foi um apanhado generoso de quase todas as fases da discografia, mas revelou uma hesitação em relação a “Your Favorite Toy”, o disco de abril que dá nome à turnê. Presente apenas com “Window”, o álbum mais recente ficou em segundo plano diante de titãs como “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “Rope” e “Everlong”. “There Is Nothing Left to Lose” foi o mais revisitado, com quatro faixas, seguido por “The Colour and the Shape” e “Wasting Light”.

Dois momentos merecem destaque pela carga emocional. Ao apresentar “Marigold”, Grohl contou que a música foi escrita quando morava com Kurt Cobain e precisava ser tocada baixinho para não acordá-lo — um detalhe que humaniza ainda mais a lenda. Mais adiante, a homenagem a Taylor Hawkins, ex-baterista falecido em 2022, lembrou que a banda carrega uma perda irreparável, mas que soube transformar saudade em combustível cênico.

No balanço final, o show foi correto, previsível e, ainda assim, eletrizante. Os Foo Fighters entregaram exatamente o que a plateia esperava: hits incontestáveis, execução impecável e uma comunicação calorosa com o público. Para quem acompanha a banda, não há novidade; para quem estava lá pela primeira vez, foi uma aula magistral de como se faz rock ao vivo. A pergunta que fica é se, daqui a sete anos, Grohl terá coragem de ousar mais no setlist — ou se a fórmula do acerto continuará sendo a escolha mais segura.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que “Marigold” foi escrita por Dave Grohl ainda em Seattle, quando ele morava com Kurt Cobain, e que ele a tocava bem baixinho para não acordar o colega?


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— Douglas W.