Steve Angello surpreende ao definir público brasileiro como ‘apaixonado’ em estreia no Rock in Rio 2026

0
9

Em primeira entrevista exclusiva nos bastidores do festival, o sueco relembra cancelamento do Swedish House Mafia na Suécia e revela o que ainda o motiva após 20 anos de carreira.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

⏱️ Em 5 segundos:

  • Steve Angello estreou no Rock in Rio 2026 encerrando o palco New Dance Order na sexta-feira (4).
  • Em entrevista, definiu o público brasileiro como ‘apaixonado’ e confessou que o festival era uma lacuna na carreira.
  • Relembrou o show surpresa gratuito do Swedish House Mafia na Suécia após cancelamento por tempestade, com 40-50 mil pessoas.
  • Fundador da Size Records, projeta novos lançamentos e apoio a artistas emergentes.

Quando Steve Angello subiu ao palco New Dance Order do Rock in Rio na noite de sexta-feira (4), não foi apenas mais uma apresentação na extensa agenda de um veterano. Foi a concretização de uma lacuna que ele mesmo desconhecia carregar: o único megafestival brasileiro que lhe faltava. Em entrevista exclusiva da Billboard Brasil nos bastidores, o sueco de 41 anos revelou um Brasil que vai muito além do estereótipo de pista quente — e usou uma palavra que poucos esperavam: apaixonado.

Com mais de duas décadas de carreira, Steve Angello carrega um currículo que poucos DJs podem ostentar: foi um dos arquitetos do Swedish House Mafia, trio que redesenhou o progressive house global e colocou a Suécia no mapa da eletrônica mundial. Ao lado de Axwell e Sebastian Ingrosso, ajudou a construir um som que dominou pistas de Londres a São Paulo entre 2008 e 2013. A Size Records, selo fundado por ele, virou laboratório para uma geração de produtores que hoje ocupa os principais line-ups do planeta. E ainda assim, o Rock in Rio resistia como ausência.

A entrevista trouxe confissões raras de alguém que já viajou o mundo inteiro. Angello admitiu que, mesmo depois de tantos anos, a sensação de ver uma multidão reagindo à sua música nunca perdeu o impacto. ‘Sabe, quando você está em casa, sempre no estúdio, fica imaginando como é lá fora’, contou. Essa vulnerabilidade de quem ainda se impressiona com o próprio ofício contrasta com a imagem de intocável que a cena eletrônica muitas vezes impõe aos seus nomes maiores.

Um dos momentos mais marcantes da conversa foi a lembrança do show surpresa do Swedish House Mafia em Gothenburg, na Suécia, após o cancelamento por causa de uma tempestade. A decisão de postar às 3h da manhã nas redes sociais um encontro na praça e receber 40 a 50 mil pessoas é, na visão de Angello, ‘provavelmente um dos melhores momentos da carreira’. Mais do que um gesto de gratidão, foi a demonstração de que a conexão entre artista e público não se mede apenas em números de streaming — se mede em presença, em risco, em confiança mútua.

A Size Records, por sua vez, representa uma vertente menos celebrada do legado de Angello: a curadoria. Ele não apenas produzia, mas encontrava talentos de 16 e 17 anos sem gravadora e lhes dava plataforma. ‘Achar gente jovem que realmente queria fazer e lançar música foi o melhor de tudo’, disse. Em um mercado onde selos grandes cada vez mais parecem máquinas de repetir fórmulas, essa postura de descobrir vozes novas é um contraponto que merece ser celebrado — e acompanhado.

O que esperar daqui para frente? Angello confirmou que a Size Records continuará ativa, com apostas em novos nomes, e que ele próprio tem material inédito em caminho. Depois de duas décadas navegando entre o estúdio e o palco, a motivação parece intacta: ‘É uma sensação incrível, porque você fica ali, na sua própria cabeça, cria alguma coisa, e depois vai testar e ver a reação das pessoas. Essa é a droga que eu escolhi’. Se essa é a droga, o Brasil acaba de descobrir que ainda tinha muito a sentir.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o Swedish House Mafia já havia tocado no Rock in Rio em 2013, mas Steve Angello nunca havia pisado no festival pessomente — mesmo tendo se apresentado várias vezes em outros palcos pelo Brasil ao longo da carreira?


Mídia / Redes Sociais:




— Douglas W.