Banda de nu-metal gravou quase 40 faixas com processo longo e crítico; técnico de bateria confirma término e mostra equipamento usado.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!
⏱️ Em 5 segundos:
- KoRn terminou de gravar seu próximo álbum, segundo técnico de bateria Ray Luzier
- Banda gravou quase 40 faixas e passou longo tempo no processo, diz Munky
- Guitarrista Head havia dito em fevereiro que álbum não era prioridade
KoRn encerra gravações de novo álbum e confirma retorno após anos de silêncio em estúdio
Depois de anos de especulação e declarações contraditórias, o KoRn finalmente parece ter encerrado as gravações de seu próximo álbum. A informação veio à tona através do site britânico NME, que apurou com o técnico de percussão de Ray Luzier, Mark Bennett, que mostrou a bateria utilizada nas sessões de estudo — um detalhe que, para quem acompanha a cena, carrega peso simbólico: é a confirmação de que o disco é real e não apenas boatos de fó.
O momento escolhido para o retorno aos estúdios não poderia ser mais simbólico. Recentemente, a banda lançou “Reward The Scars“, primeiro single em quatro anos, como parte da trilha sonora de “Diablo IV: Lord of Hatred”. A escolha de um jogo de ação sombria não é acidental: reflete a essência pesada e visceral que sempre definiu o som do KoRn e que continua relevante em 2025.
Quase 40 faixas e um processo “longo e crítico”
Em entrevista recente à Rolling Stone Brasil, o guitarrista Munky revelou que a banda gravou “quase 40 faixas” durante um processo que consideraram extenso e meticuloso. “Tem sido um processo longo, porque nós somos muito críticos sobre o que fazemos agora”, disse ele. Essa autocrítica é characteristic da banda: depois de mais de 30 anos de carreira e 14 álbuns de estúdio, o KoRn não aceita repetição e busca evolução constante.
A contradição que intriga: Head disse que álbum “não era prioridade”
Chama atenção a reviravolta nas declarações da banda. Em fevereiro, o guitarrista Head afirmou em conversa com a Loudwire que o foco estava nos shows ao vivo e não em um novo disco: “Estamos focados em nosso show. Sinto que nem precisamos de um novo álbum”. Agora, com as gravações aparentemente concluídas, a narrativa muda completamente. Será que o período de estrada reacendeu a criatividade do grupo? Ou a pressão dos fãs e da cena os empurrou de volta ao estúdio?
Análise: o que esse novo disco pode significar para o nu-metal
Se o KoRn realmente está finalizando um novo álbum com quase 40 faixas gravadas, estamos diante de um possível marco na carreira da banda. Depois do “Requiem” (2022), que manteve a essência pesada mas com produção mais moderna, esta nova investida pode representar tanto uma continuidade quanto uma ruptura. O nu-metal, gênero que o KoRn ajudou a fundar nos anos 90, vive um renascimento com bandas como Spiritbox e Wage War misturando gêneros — será que o KoRn vai abraçar essa nova onda ou manter sua identidade crua e sem filtros?
Perspectiva: o que esperar daqui para frente
Com as gravações aparentemente finalizadas, a expectativa agora se volta para os próximos meses. A banda precisará decidir se lança o álbum completo ou se seleciona um subset de faixas para o produto final — algo comum quando se gravam tantas demos. O lançamento de “Reward The Scars” para o Diablo IV pode ser apenas a ponta do iceberg: um single-teste para medir a receptividade antes do álbum completo. Uma coisa é certa: depois de décadas reinventando o pesado, o KoRn não pretende descansar sobre o legado. O novo disco pode ser o mais desafiador da carreira.
💡 Você sabia que KoRn foi a primeira banda assinada pela Immortal Records (depois Epic), gravadora fundada em 1992 especificamente para lançar o movimento nu-metal, o que colocou a banda de Bakersfield na história do gênero desde o dia 1.
Mídia / Redes Sociais:
— Douglas W.


