BaianaSystem revela nova fase e defende diversidade como essência do som

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Russo Passapusso fala sobre ciclo criativo, apresentação no Rock in Rio e a recusa em definir o grupo em um único gênero musical.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • BaianaSystem conversou com Billboard Brasil sobre seu momento atual e referências que atravessam o trabalho da banda.
  • Russo Passapusso defende que a identidade do grupo é a diversidade, recusando rótulos como rock ou samba.
  • A banda se apresentou no Palco Sunset do Rock in Rio 2026, transmitindo o conceito de ciclo que guia a produção recente.

O BaianaSystem não está em busca de respostas fáceis — e é exatamente isso que torna a conversa com a Billboard Brasil tão reveladora. Em um momento em que a indústria insiste em catalogar artistas em caixas genreiras, o grupo baiano escolhe o caminho oposto: abraçar a ambiguidade como identidade. O vocalista Russo Passapusso foi direto ao ponto ao definir o que é o BaianaSystem: “Eu acho que é diversidade. É isso que eu acho.” Uma resposta simples, mas que carrega anos de rebeldia sonora.

O momento atual do grupo é descrito por Passapusso como um aprofundamento dentro do que eles chamam de “ciclo” — conceito que reúne referências que já percorrem toda a trajetória da banda desde 2007. Essa ideia não é abstrata: foi levada para o Palco Sunset do Rock in Rio 2026, onde a performance serviu como manifesto vivo dessa filosofia. Não se trata de um grupo que se reinventa a cada trabalho, mas de um coletivo que aprofunda o que sempre soube fazer: cruzar fronteiras sem pedir permissão.

O que chama atenção na entrevista é a postura de Passapusso ao rejeitar a ideia de tornar a proposta do BaianaSystem “mais clara” para o público. “A gente sabe que a música é assim, ninguém é tão claro assim”, defende o vocalista, numa resposta que soa tanto como provocação quanto como convite. Não é sobre ser enigmático por obrigação, mas sobre reconhecer que a música habita o território do invisível — aquele que não cabe em gráficos de Spotify ou planilhas de marketing.

A fala de Passapusso sobre “música coletiva” e “multiplicados, somos mais fortes” revela uma consciência política que vai além da estética. Ao valorizar “os outros por nós” — ou seja, ao abrir espaço para que diferentes vozes e linguagens habitam a mesma obra —, o BaianaSystem pratica uma forma de colaboração que poucos grupos brasileiros conseguem manter com tanta coerência ao longo de quase duas décadas.

Essa nova fase não parece ser uma ruptura, mas uma consolidação. O BaianaSystem não está tentando agradar ninguém com essa suposta “diversidade” — eles simplesmente nunca estiveram presos a uma única identidade. O que muda é a confiança de saber que o público os acompanha justamente por essa recusa em ser categorizado. No Rock in Rio, isso ficou evidente: uma banda que fala de samba, rock e eletrônica sem hierarquia entre esses mundos.

O que esperar daqui pra frente? Se o “ciclo” é a palavra-chave, podemos esperar um BaianaSystem cada vez mais confortável em sua própria complexidade — e talvez mais ousado ainda nas colaborações. A mensagem de Passapusso é clara: a música é uma só, independente do rótulo. E enquanto o mercado insistir em perguntar “o que é o BaianaSystem?”, a resposta do grupo será sempre a mesma: “é diversidade”. E isso, por si só, já é revolucionário.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o BaianaSystem foi formado em 2007, em Salvador (BA), e rapidamente se tornou um dos grupos mais inovadores da música brasileira, fundindo rock, samba, dub e elementos eletrônicos de forma quase única no cenário nacional?


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— Douglas W.