Com mais de 30 milhões de streams, a rapper de Queimados consolida seu espaço internacional com turnê e participações históricas, chegando ao Nordeste no cenário mais movimentado de sua carreira.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Ebony encara AFROPUNK Recife em 12 de setembro de 2026, no auge da turnê ‘KM2 (De Luxo)’
- O álbum ‘KM2’ celebra a infância em Queimados e ultrapassa 30 milhões de streams
- A rapper é a primeira brasileira em projetos internacionais de hip-hop e consolida sua fase artística
Quando Ebony lançou ‘KM2’ em maio de 2025, o álbum não era apenas um disco de volta para casa — era uma carta aberta ao passado, um mapa sonoro das ruas de Queimados e a consolidação de uma voz que, até então, ecoava no cenário do Rap Brasileiro com força, mas sem revelar totalmente sua essência. Um ano depois, Recife se prepara para receber a rapper no auge de sua ascensão, com o AFROPUNK Experience 2026, primeira edição pernambucana do festival, que acontece no campus da UFPE em 12 de setembro. Mais do que um show qualquer, o evento marca um capítulo crucial na trajetória de Ebony, que, com ‘KM2 (De Luxo)’, expandiu o projeto com sete faixas adicionais, profundizando temas de feminilidade, memória e identidade.
Do universo de Queimados ao palco internacional
O sucesso de ‘KM2’ não foi acidental. Com 11 faixas que mesclam batidas de funk, samples de forró e batidas de igreja, o álbum capturou a essência da Baixada Fluminense, onde Ebony cresceu. Faixas como ‘Extraordinária’ e ‘Gin com Suco de Laranja’ ultrapassaram 30 milhões de reproduções, consolidando o trabalho como um dos mais importantes do rap brasileiro de 2025. A lançada também se destacou como a primeira brasileira a participar do projeto internacional ‘From The Block’, gravado no Brooklyn, e realizou uma turnê européia que incluiu Lisboa, Porto, Berlim e Londres — cidades cuja expedição foi aguardada com fervor, especialmente Lisboa e Porto, já esgotadas antes mesas da viagem.
Uma fase de expansão e autoconhecimento
“Acho que a Baixada Fluminense é muito mista: você ouve na mesma rua um bar tocando forró, outro tocando funk, o louvor da igreja torando e as crianças jogando fliperama”, explicou Ebony à Billboard Brasil. Essa observação, que se tornou o núcleo de ‘KM2’, agora se revela ainda mais relevante em ‘KM2 (De Luxo)’, onde a artista afirma: “Eu brinco dizendo que o primeiro álbum foi feito pela Milena, mas a Ebony fez o ‘(De Luxo)’”. A diferença, segundo ela, está na maturidade e na polimento da obra, que agora se apresenta como uma conclusão natural do processo de autodescoberta iniciado com o primeiro álbum.
AFROPUNK Recife: um estágio essencial na carreira
Com o encerramento da turnê ‘KM2 (De Luxo)’ se aproximando, Recife surge como um dos palcos mais relevantes para Ebony. O festival reúne outras atrações como Lia de Itamaracá, Daúde, Linn da Quebrada e Barbarize, mas é a presença da rapper que dá o tom à edição pernambucana. Para os fãs, o show não é apenas uma oportunidade de ouvir hits como ‘Extraordinária’ e ‘KIA’, mas também de vivenciar a transformação de uma artista que, desde o lançamento de ‘KM2’, se redefiniu. A escolha do Recife, cidade com forte cena de hip-hop e cultura negra, é estratégica, alinhando o projeto às raízes que a própria Ebony celebra em seu trabalho.
O que esperar do próximo capítulo
Embora a turnê ‘KM2 (De Luxo)’ esteja prestes a terminar, a trajetória de Ebony ainda está em expansão. Com a parceria pela IDW Tickets para a venda de ingressos ao vivo, o AFROPUNK Experience Recife se torna um marco não apenas para a artista, mas para a cena do rap nordestino e para o hip-hop brasileiro em geral. A combinação de um repertório consolidado, visibilidade internacional e uma base de fãs crescente indica que o caminho para 2027 já está sendo traçado. Se ‘KM2’ foi o mapa de volta para casa, ‘KM2 (De Luxo)’ e os shows como o de Recife são os passos para um mundo mais amplo, onde a voz de Queimados ressoa com força e legitimidade.
💡 Você sabia que Ebony foi a primeira artista feminale brasileira a estampar a revista internacional ‘Galore’ em 2025, alinhando seu crescimento artístico com visibilidade global?
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— Douglas W.


