DJ brasileiro levou os pioneiros do psytrance nacional ao Mainstage da Bélgica em um momento histórico que une gerações da cena eletrônica
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⏱️ Em 5 segundos:
- Alok subiu ao Mainstage do Tomorrowland Bélgica pela segunda vez na edição de 2026
- Pais Swarup e Ekanta, pioneiros do psytrance no Brasil, celebraram 30 anos de carreira dividindo as pick-ups com o filho
- O gesto reforça a influência da geração fundadora da cena eletrônica brasileira sobre o atual cenário global
Alok não precisou de um set repleto apenas de seus grandes hits para arrancar suspiros da multidão no Mainstage do Tomorrowland Bélgica. Na sexta-feira (24), o DJ brasileiro protagonizou um dos momentos mais emocionantes da edição de 2026 ao chamar os pais, Swarup e Ekanta, para dividir as pick-ups com ele no encerramento da apresentação. Uma imagem que encapsula três décadas de história da música eletrônica nacional transmitida em tempo real para o mundo inteiro.
A participação de Swarup e Ekanta no palco belga não foi um mero gesto simbólico — foi a consolidação de uma trajetória que poucos imaginariam que chegaria tão longe. Os pioneiros do psytrance no Brasil construíram, desde os anos 1990, os alicerces de um movimento que hoje é referência global. Sem a ousadia deles em promover festas e disseminar o som psicodélico em um país onde a cena eletrônica ainda engatinhava, seria impossível imaginar o caminho que levou Alok a se tornar um dos nomes mais importantes da atualidade.
A apresentação no Mainstage aconteceu poucos dias após Alok lotar o palco Freedom do próprio festival com o projeto “Rave The World”, uma experiência que funde música eletrônica, narrativa audiovisual e efeitos visuais imersivos em uma montagem pensada exclusivamente para os grandes festivais. A dobradinha com dois palcos distintos em poucos dias mostra a versatilidade do goiano, que transita com naturalidade entre o formato mais tradicional e as propostas experimentais que vêm definindo sua identidade artística nos palcos internacionais.
O que esse encontro no palco revela, na verdade, é uma herança cultural que transcende o sangue. Alok não é apenas um herdeiro do sobrenome — ele é o reflexo de uma filosofia que seus pais plantaram: a de que a música eletrônica é linguagem universal capaz de unir plateias e quebrar barreiras geográficas. Enquanto muitos DJs da nova geração constroem suas carreiras às margens da história da cena brasileira, Alok escolheu olhar para trás, reconhecer suas raízes e dar a elas o protagonismo que sempre mereceram.
Com bilhões de reproduções nas plataformas digitais, colaborações ao lado de nomes como John Legend, Ava Max, Ellie Goulding, Bebe Rexha e The Chainsmokers, e faixas como “Hear Me Now”, “Deep Down”, “Never Let Me Go” e “Car Keys (Ayla)” em constante rotação global, Alok provou que a cena eletrônica brasileira não produz apenas talentos regionais — exporta referências. E esse momento no Tomorrowland reforça que o Brasil ocupa um espaço de respeito inquestionável no mapa da música eletrônica mundial.
Olhando para frente, essa celebração no palco belga pode marcar um ponto de inflexão na forma como a indústria enxerga a genealogia da música eletrônica brasileira. A visibilidade dada aos pioneiros do psytrance em um dos maiores festivais do planeta não é apenas uma homenagem — é um recado para as novas gerações de que respeitar as raízes é tão importante quanto inovar. O que fica, então, é a expectativa por novos capítulos dessa história que Alok, Swarup e Ekanta estão escrevendo juntos.
💡 Você sabia que Swarup e Ekanta são considerados os pioneiros do psytrance no Brasil, tendo fundado o primeiro coletivo de psytrance do país e ajudado a construir a cena que hoje exporta artistas como Alok para os maiores palcos do mundo?
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— Douglas W.


