Carta do Editor
Semana intensa, leitor. A cena eletrônica global girou em torno de Tomorrowland, mas o Brasil não ficou atrás — e nem por um segundo. Enquanto a Bélgica revelava os bastidores do maior festival do mundo, artistas brasileiros como Vintage Culture, Luísa Sonza e Alok estavam lá, representando com força. Foi uma semana que mostrou: a eletrônica não tem fronteiras, e o Brasil está no mapa.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O que mais me pegou foi o retorno de Goldie à cena eletrônica com ‘Jungle Daze’, e a parceria entre Garrix e U2 em ‘Fireflies’. Dois mundos se encontrando, criando algo maior. E não dá pra esquecer do apagão na UNVRS Ibiza que cancelou o show de John Summit — um lembrete de que, por trás da glória, tem gente lutando contra falhas técnicas e logística.
Mas houve muito mais. A Warner Music Brasil selou uma parceria histórica com a CAPITAL, prometendo abrir novas vertentes para a música urbana nacional. O Conselho do Prêmio da Música Brasileira se reuniu para preparar a 33ª cerimônia, que promete ser memorável. E o Viradão Gospel anunciou sua segunda edição com 24 horas de shows gratuitos no Rio, provando que a cena gospel também respira eletrônica e eventos de massa.
De todo jeito, aqui no Vibermix, a batida segue forte. E você, como ficou sua semana? Conta pra gente!
— Douglas W.
Termômetro da Semana
🔥 TEMA — ★★★★★
Tomorrowland 2026 definiu o que será o futuro do festival: sem fogos, mas com uma imersão tecnológica e artística que supera qualquer efeito pirotécnico. A organização investiu em projeções mapeadas, instalações interativas e uma cenografia que transformou o recinto de Boom, na Bélgica, em uma verdadeira obra de arte vivente. O público não apenas assistiu — ele fez parte da experiência.
🔥 TEMA — ★★★★★
O Brasil levou a essência do funk, do pop e da eletrônica para o cenário global, com destaque para Vintage Culture e Favela Som Sistema no palco internacional. A representatividade não foi apenas simbólica; foi musical, técnica e emocional. Cada artista brasileiro que pisou no Tomorrowland carregou a alma do país em seus sets e performances.
🔥 TEMA — ★★★★★
Alok redefiniu sua carreira com o Rave The World, mostrando como a eletrônica pode ser ferramenta de transformação pessoal e cultural. O produtor brasileiro provou que não basta fazer música boa — é preciso construir narrativas, conectar com o público em um nível mais profundo e usar o palco como plataforma de mensagem.
🔥 TEMA — ★★★★★
A parceria entre Garrix e U2 em ‘Fireflies’ provou que a eletrônica melódica pode dialogar com ícones de outros gêneros sem perder sua identidade. A faixa não soa como uma tentativa de crossover forçado; soa como uma evolução natural, como se ambos os artistas soubessem exatamente onde suas forças se complementam.
🔥 TEMA — ★★★★★
O apagão na UNVRS Ibiza foi um alerta: por trás de cada show perfeito, tem infraestrutura, planejamento e muitas vezes, sorte. O cancelamento do show de John Summit mostrou que até os eventos mais bem estruturados podem ser vulneráveis a imprevistos técnicos — e que a resiliência do artista e do público é o verdadeiro diferencial.
Linha do Tempo
Quarta-feira, 23 de Julho
A semana arrancou com força total no circuito internacional. Music On Pacha Ibiza revelou uma escalação de peso com Marco Carola e Franky Rizardo, prometendo uma apresentação marcante na ilha. A atmosfera no Mediterrâneo estava no ponto máximo, com DJs europeus e brasileiros dividindo as pistas em noites que pareciam não ter fim. O público lotou a casa noturna mais famosa do mundo, e a energia foi contagiante do início ao fim.
Marco Carola, um dos nomes mais respeitados da techno mundial, subiu ao palco com um set que misturou techno de Detroit com pitadas de house clássico. Já Franky Rizardo trouxe sua assinatura única, com batidas que oscilam entre o deep e o tech, mantendo a pista em ebulição constante. A combinação dos dois criou uma noite que ficará gravada na memória de quem esteve lá.
Mas não tudo correu liso. John Summit teve que perder seu show na UNVRS Ibiza após um blecaute que abalou a região. O incidente gerou comoção entre os fãs e trouxe à tona debates sobre resiliência em eventos ao ar livre. Nas redes sociais, fãs expressaram frustração, mas também solidariedade ao artista, que postou uma mensagem tranquilizadora dizendo que está pronto para remarcar o show assim que as condições permitirem.
No Brasil, o clima musical também esteve intenso. Aaron Beri revelou ‘Someone New’, uma faixa emocional que marca uma nova fase após uma desilusão amorosa. O single chegou como uma cura sonora para quem vive momentos de transição, com uma produção delicada que equilibra vocais etéreos e batidas suaves. Aaron vem construindo uma carreira sólida, e esta faixa mostra sua maturidade artística.
E não poderia faltar a grande novidade: Garrix e U2 lançaram ‘Fireflies’, uma parceria que redefine a eletrônica melódica. A faixa já está dominando as playlists internacionais e gerando discussões sobre até onde a eletrônica pode ir ao se misturar com outros gêneros. Os fãs de Martin Garrix e de U2, que antes pareciam universos separados, agora compartilham uma mesma paixão.
Quinta-feira, 24 de Julho
O dia começou com uma notícia triste: o show de John Summit na UNVRS Ibiza foi oficialmente cancelado após o apagão que abalou a região. Centenas de fãs foram surpreendidos, e a produção do evento lamentou a situação, destacando os desafios de infraestrutura em eventos grandes ao ar livre. A UNVRS, um dos clubes mais icônicos do mundo, viu sua reputação de excelência ser testada por um imprevisto que lembra os riscos inerentes a grandes produções.
A defesa da produção foi que o sistema elétrico da ilha sofreu uma sobrecarga inesperada, causando um blecaute generalizado que durou várias horas. Equipes técnicas trabalharam durante a madrugada para restabelecer a energia, mas o tempo perdido tornou impossível a realização do show na programação prevista. John Summit, compreensivamente, afirmou que a segurança do público e da equipe deve sempre vir em primeiro lugar.
Mas a cena não para. Tomorrowland confirmou o retorno cauteloso de fogos após o banimento total, sinalizando um novo capítulo para o festival. A decisão foi recebida com alívio por muitos fãs, que aguardavam ansiosos por essa retomada. O festival havia banido efeitos pirotécnicos em edições anteriores por questões de segurança e sustentabilidade, mas agora parece ter encontrado um equilíbrio entre espetáculo e responsabilidade.
Os fogos de artifício, quando utilizados com moderação e planejamento técnico rigoroso, agregam uma dimensão visual impressionante aos shows. O desafio agora é manter esse equilíbrio sem comprometer o compromisso ambiental que o Tomorrowland assumiu nos últimos anos. A novidade também inclui o uso de fogos com menor impacto ambiental, uma tendência que outros festivais devem adotar nos próximos anos.
No Brasil, Jão anunciou a audição de ‘Memórias Póstumas’ em São Paulo e revelou um teaser visceral que já está gerando buzz. O artista continua explorando novas formas de contar histórias por meio da música, e desta vez mergulhou no universo literário de Machado de Assis para criar uma experiência sonora única. O teaser, disponível nas redes sociais, mostra Jão em cenários sombrios e atmosféricos, com visuais que remetem ao Brasil oitocentista reinterpretado através de uma lente contemporânea.
Warner Music Brasil também fez uma movimentação histórica: anunciou um acordo com a CAPITAL para expandir a música urbana no país. Uma parceria que pode redefinir o mapa da indústria fonográfica brasileira, abrindo portas para novos talentos e ampliando o alcance de artistas já consagrados. A CAPITAL, por sua vez, ganha força para levar a música urbana para novos mercados, tanto no Brasil quanto internacionalmente.
Sexta-feira, 25 de Julho
O dia foi dominado por KODEX: TERMINAL, que estreou em Kuala Lumpur com uma visão ousada para o hard dance na Ásia. A apresentação marcou um passo importante para a globalização desse subgênero, que há tempos buscava espaço no continente asiático. O público malaio reagiu com entusiasmo, provando que a energia do hard dance não conhece fronteiras culturais ou geográficas.
KODEX, um dos nomes emergentes do hard dance europeu, trouxe um set que misturou hardstyle, rawstyle e psytrance em uma montanha-russa sonora de quase duas horas. A estreia em Kuala Lumpur é parte de uma estratégia maior do artista de expandir sua presença na Ásia, onde festivais de música eletrônica crescem a cada ano. O sucesso em Malaysia pode abrir portas para apresentações em Japão, Coreia do Sul e outros mercados asiáticos de grande potencial.
Mathew Knowles surpreendeu os fãs ao revelar remixes inéditos do Destiny’s Child que nunca haviam sido ouvidos. A novidade gerou euforia entre os fãs da boy band, que agora podem apreciar versões remasterizadas das clássicas. Os remixes, produzidos com técnicas modernas, mantêm a essência das faixas originais mas adicionam camadas de produção contemporâneas que dialogam com o cenário atual da música pop e eletrônica.
O pai de Beyoncé e Solange Knowles é conhecido por sua visão estratégica na indústria musical, e essa revelação mostra que o legado do Destiny’s Child continua vivo de maneiras inesperadas. Os fãs nas redes sociais rapidamente criaram hashtags comemorativas, e os remixes já começam a aparecer em sets de DJs ao redor do mundo.
No Brasil, o Conselho do Prêmio da Música Brasileira se reuniu e anunciou os preparativos para a 33ª edição. A cerimônia promete homenagear os maiores nomes da música nacional, com categorias que refletem a diversidade do cenário brasileiro atual. Organizadores adiantaram que haverá novidades na estrutura do evento, incluindo transmissões ao vivo e homenagens especiais a ícones da música nacional que marcaram época.
Duda Bertelli também marcou presença na semana, anunciando a estreia de seu primeiro DVD com repertório 100% inédito em Londrina. O projeto promete mostrar uma side intimista e experimental do cantor, fugindo do formato convencional de show gravado. Duda vem construindo uma carreira sólida no pop brasileiro, e este DVD pode ser o marco que o coloca definitivamente no mapa da música nacional como um artista de referência.
Sábado, 26 de Julho
Felipe Vassão chamou atenção ao revelar sua visão crítica sobre inteligência artificial na produção musical. Em entrevista, defendeu a essência humana na criação, alertando sobre os riscos de uma indústria cada vez mais automatizada. Para o produtor, a IA pode ser uma ferramenta auxiliar, mas nunca deve substituir a emoção e a intuição que só o ser humano é capaz de transmitir em sua arte.
Felipe argumentou que, embora algoritmos possam gerar melodias e harmonias em segundos, falta a eles a capacidade de contar histórias, de transmitir vivências e de criar conexões genuínas com o público. Ele citou exemplos de faixas produzidas inteiramente por IA que, tecnicamente impecáveis, careciam da alma que torna uma música memorável. Vassão defendeu que a indústria deve usar a IA com responsabilidade, como co-piloto criativo e não como substituto do artista.
Evandro Okàn celebrou suas raízes ancestrais em um show que revelou novas canções no Sesc Santana. A apresentação foi um mergulho na cultura afro-brasileira, com influências de samba, baião e eletrônica. O artista, que vem ganhando destaque por sua mistura única de ritmos tradicionais com produção contemporânea, provou mais uma vez que a música brasileira tem um vocabulário rico e inesgotável de sonoridades para explorar.
O show no Sesc Santana contou com uma formação musical que incluía percussionistas, cantores e instrumentistas de diferentes tradições, criando uma tapeçaria sonora que transportou o público para outras épocas e lugares. Evandro falou sobre a importância de resgatar essas raízes em um momento em que a música eletrônica global tende à homogeneização, e sua performance foi um ato de resistência cultural tanto quanto artística.
Já Ludmilla estreou ‘Fragmentos: A Experiência’ no Rio em uma noite que redefine sua sonoridade R&B. O show contou com arranjos orquestrais e batidas pesadas, mostrando a versatilidade da artista que, há anos, transita entre o funk, o pop e agora o R&B com a mesma naturalidade. A estreia lotou um espaço tradicional da noite carioca, e os fãs registraram cada momento em redes sociais.
O conceito de ‘Fragmentos’ gira em torno da ideia de que somos feitos de pedaços — de experiências, de amores, de perdas — e que a música é a forma de colar esses fragmentos e dar sentido à nossa história. Ludmilla incorporou essa narrativa em cada número do show, com transições cuidadosamente pensadas e uma iluminação que refletia as diferentes fases emocionais da proposta.
Luísa Sonza confirmou sua presença no Tomorrowland e estreou uma parceria com Kris Kross Amsterdam na Bélgica. A cantora levou a essência do pop brasileiro para o palco internacional, performando um set que misturou seus maiores hits com a nova faixa em colaboração. A recepção do público europeu foi calorosa, e muitos fãs destacaram a energia contagiante de Luísa como um dos momentos mais marcantes do festival até o momento.
A parceria com Kris Kross Amsterdam, duo holandês conhecido por suas produções dançantes e vibrantes, resultou em uma faixa que equilibra a pegada pop de Luísa com a energia do dance music europeu. Os fãs já pedem um clipe oficial, e a repercussão nas redes sociais tem sido extremamente positiva, com muitos destacando a representatividade da artista brasileira em um dos maiores palcos do mundo.
Domingo, 27 de Julho
O domingo foi eletrizante com a estreia de Goldie em ‘Jungle Daze’, que marcou o retorno triunfal do produtor à cena eletrônica. A faixa já é considerada uma das grandes novidades do hard dance global e reacendeu o interesse pelo trabalho do artista britânico, que há anos é referência em drum and bass e jungle music. Fãs antigos e novas gerações celebraram o lançamento nas redes sociais, criando hashtags que rapidamente viralizaram.
Goldie, que há décadas é uma figura central na cena eletrônica britânica, estreou ‘Jungle Daze’ em um evento exclusivo para convidados antes de disponibilizar a faixa em todas as plataformas de streaming. A recepção foi imediata: a faixa entrou nas paradas de several países em poucas horas, e os comentários elogiam tanto a produção quanto a capacidade do artista de se reinventar sem perder sua identidade sonora.
A faixa começa com uma atmosfera densa e envolvente, construída por camadas de sintetizadores que evocam as selvas urbanas de Londres, onde Goldie cresceu e construiu sua carreira. Aos poucos, batidas pesadas vão surgindo, criando uma tensão crescente que explode em um drop devastador. É uma jornada sonora que reflete a trajetória do próprio artista: desde as ruas até os palcos mais prestigiados do mundo.
Luan Santana confirmou sua presença no Jaguariúna Rodeo Festival 2026, gerando expectativa entre os fãs do sertanejo universitário. O festival promete unir tradição e modernidade no cenário do interior, com uma programação que mistura artistas consolidados e novas apostas do gênero. Luan, que há anos é um dos nomes mais populares do sertanejo brasileiro, deve levar ao palco seus maiores hits e canções inéditas que prometem surpreender.
O Jaguariúna Rodeo Festival se tornou um dos maiores eventos de sertanejo do país, atraindo público de todo o Brasil e até de outros países da América Latina. A edição de 2026 promete ser ainda maior, com infraestrutura renovada e atrações que prometem tornar o evento um dos pontos altos da temporada festiva brasileira.
O Viradão Gospel anunciou sua segunda edição com 24 horas de shows gratuitos no Rio. O evento reúne grandes nomes da música cristã e promete ser um marco na cena gospel brasileira, que nos últimos anos tem ganhado cada vez mais espaço e relevância no cenário musical nacional. A programação inclui artistas de diferentes estilos, do louvor tradicional ao gospel contemporâneo com elementos de pop e R&B.
A organização do Viradão Gospel espera atrair um público recorde, dado o crescimento exponencial da cena gospel nos últimos anos. A entrada gratuita é um diferencial que democratiza o acesso à música de qualidade, e a escolha do Rio de Janeiro como sede reforça a importância da cidade como polo cultural e musical do país.
Favela Som Sistema também brilhou ao estrear no Tomorrowland e levar o funk brasileiro ao mundo. A apresentação foi um orgulho coletivo para a comunidade periférica, que viu suas expressões culturais reconhecidas no maior palco da música eletrônica global. O set, repleto de batidas pesadas e energia contagiante, recebeu uma recepção entusiasmada de público e crítica, com muitos destacando a originalidade e a força do funk como expressão cultural.
Destaques da Semana
Garrix & U2 — Fireflies

A parceria entre Martin Garrix e U2 em ‘Fireflies’ é mais do que uma colaboração inusitada — é uma ponte entre dois universos musicais que pareciam distantes. A faixa combina a melodia épica do rock dos irlandeses com a produção refinada da eletrônica de Garrix, criando um som que é ao mesmo tempo cinematográfico e dançável. Cada elemento da faixa foi cuidadosamente pensado para criar uma experiência que transcende gêneros.
Com a voz de Bono ecoando sobre uma base de synth crescente e drops que lembram os melhores momentos de Tomorrowland, ‘Fireflies’ parece feita para os grandes palcos. E, de fato, a apresentação no Mainstage do festival belga foi uma das mais emocionantes da semana. A energia que emana da faixa é palpável: é a energia de um encontro entre gerações, entre estilos, entre mundos que pareciam não ter nada em comum.
Mais do que uma faixa, ‘Fireflies’ é uma declaração de intenções: a eletrônica não precisa se esconder de suas raízes para ser inovadora. E, com essa parceria, Garrix reafirma seu lugar como um dos arquitetos do futuro do gênero. A colaboração com U2 também abre portas para que outros artistas eletrônicos busquem parcerias com figuras icônicas de outros estilos, criando um ecossistema musical mais rico e diversificado.
A recepção da crítica tem sido entusiástica, com muitos analistas destacando a raridade de uma parceria que funciona tão bem em todos os níveis — produção, letra, performance e mensagem. ‘Fireflies’ não é apenas uma música; é um momento histórico na evolução da eletrônica melódica, e sua influência certamente será sentida por anos.
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Goldie — Jungle Daze

Com ‘Jungle Daze’, Goldie não apenas retorna à cena eletrônica — ele redefine o hard dance com uma precisão cirúrgica. A faixa é uma explosão de energia, com baterias que cortam como facas e melodias que sobem em espirais psicodélicas. O produtor britânico, que foi pioneiro no drum and bass, mostra que ainda tem muito a dizer. Sua carreira, que começou nas ruas de Londres nos anos 80, é um testemunho de como a música eletrônica pode evoluir e se reinventar sem perder sua essência.
‘Jungle Daze’ é uma ode à selva urbana, onde o caos e a ordem se alternam em uma dança constante. A produção é impecável, e cada elemento parece ter sido colocado com intenção. Desde os primeiros segundos, a faixa cria uma atmosfera densa que envolve o ouvinte e o arrasta para um mundo onde os limites entre o orgânico e o sintético se dissolvem.
O uso de samples de jungle clássico, combinado com produção contemporânea de ponta, cria uma textura sonora que é simultaneamente nostálgica e futurista. Goldie demonstra que domina tanto as raízes do gênero quanto as inovações mais recentes da produção eletrônica, resultando em uma faixa que funciona tanto para fãs de longa data quanto para ouvintes que estão descobrindo seu trabalho agora.
Mais do que uma faixa, ‘Jungle Daze’ é um manifesto. Goldie prova que, mesmo após décadas na cena, ele continua capaz de surpreender e inspirar novas gerações de produtores. A faixa já está sendo estudada por produtores emergentes que buscam entender como equilibrar complexidade rítmica com acessibilidade melódica — e o resultado é um modelo de como o hard dance pode continuar evoluindo sem perder sua identidade.
Alok — Rave The World (Reinvenção)

Alok não para de evoluir. Com a reinvenção de Rave The World, o produtor brasileiro mostra que a eletrônica pode ser ferramenta de transformação cultural. A apresentação no Tomorrowland foi mais do que um show — foi uma celebração da diversidade e da força do povo brasileiro. Cada elemento da performance foi pensado para transmitir uma mensagem de união, resistência e esperança.
A apresentação contou com visuals que misturavam elementos da cultura brasileira com gráficos futuristas, enquanto as batidas de Alok ecoavam pelo Mainstage como um chamado à ação. Foi um momento que mostrou como a música pode unir pessoas de todos os cantos do mundo, independentemente de idioma, origem ou crença. A capacidade de Alok de criar essa conexão emocional com o público é o que o diferencia como artista e como figura pública.
Mais do que uma apresentação, Rave The World é um movimento. Alok prova que a eletrônica não é apenas sobre dança — é sobre conexão, identidade e resistência. A performance incorporou elementos visuais inspirados na natureza brasileira, desde as cores da floresta amazônica até os padrões das artes indígenas, criando uma experiência visual e sonora que é profundamente brasileira e universalmente emocionante.
A escolha de Alok para encerrar sua turnê Rave The World no Tomorrowland não é coincidência. O festival representa o ápice da expressão eletrônica global, e performar lá com esta coleção de trabalhos é um reconhecimento de que a música brasileira ocupa um espaço legítimo e influente no cenário mundial. A mensagem que Alok leva é clara: a eletrônica feita no Brasil tem identidade, tem raízes e tem futuro.
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Resumo Relâmpago
- Tomorrowland 2026 aposta em HVO100 e reciclagem inteligente para reduzir impacto ambiental, estabelecendo novo padrão de sustentabilidade para festivais globais
- Primavera Sound São Paulo 2026 anuncia preços e revela programação por dia, com atrações que vão do indie rock à eletrônica experimental
- Fluir Festival estreia em Pirenópolis, levando música brasileira ao Cerrado e criando novo polo de eventos ao ar livre no Centro-Oeste
- Open Jazz 2026 traz Tony Gordon e Jorginho Neto Collective a São Paulo em uma edição que promete misturar jazz tradicional com eletrônica
- Rock in Rio 2026 inclui minuto de silêncio inspirado no histórico momento de 2001, homenageando a primeira edição do festival
- Change the Beat anuncia meta de 300 signings para artistas mulheres até 2028, ampliando a representatividade feminina na produção musical
- Novah estreia no Mainstage do Tomorrowland 2026 com impacto absoluto, consolidando-se como nova referência da eletrônica brasileira
- Savas revoluciona o phonk moderno com ‘Cowbell Crusader’ EP, trazendo uma sonoridade única que mistura hip-hop, trap e EDM
- A parceria Warner Music Brasil e CAPITAL deve gerar mais de 50 novos lançamentos nos próximos dois anos, focando em música urbana e periférica
- Favela Som Sistema recebe proposta para turnê europeia após apresentação histórica no Tomorrowland, com interesse de festivais em Portugal, Espanha e Alemanha
O Que Ouvir
- Garrix & U2 — Fireflies (eletrônica melódica) — uma colaboração épica que redefine os limites entre rock eletrônico e melódico
- Goldie — Jungle Daze (hard dance) — o retorno triunfal de um pioneiro que prova que ainda tem muito a dizer
- Artstorm — Voices (melodic techno) — uma viagem sonora que explora as camadas emocionais da techno melódica com vocais etéreos
- P La Cangri — Free Ride (latin dance) — a energia contagiante da dance music latino-americana em uma faixa perfeita para pistas de dança
- Stefan Rose — Closing In (eletrônica melódica) — produções delicadas e emotivas que equilibram melodia e ritmo com maestria
- Novah — Mainstage Debut (eletrônica brasileira) — a estreia de uma nova estrela da cena nacional no maior festival do mundo
- Savas — Cowbell Crusader (phonk/EDM) — uma fusão explosiva que está redefinindo o phonk moderno para uma nova geração
- Evandro Okàn — Raízes (afro-eletrônica) — uma obra que celebra as tradições afro-brasileiras através da produção eletrônica contemporânea
Até a Próxima
E assim, mais uma semana de batidas, emoções e descobertas chega ao fim. A cena eletrônica não para, e nem o Vibermix para de trazer você as melhores novidades. De volta às pistas de dança, aos estúdios de produção e aos palcos dos maiores festivais do mundo, a energia segue ininterrupta. O que vimos esta semana é apenas um capítulo de uma história que continua sendo escrita a cada dia, a cada batida, a cada novo lançamento.
Na próxima semana, prometemos trazer ainda mais novidades: entrevistas exclusivas, análises aprofundadas e as primeiras prévias dos lançamentos que vão dominar as pistas de dança nos próximos meses. Fique atento às nossas redes sociais e ao site do Vibermix para não perder nada.
A eletrônica segue sendo a linguagem universal que conecta pessoas, culturas e gerações. E o Brasil, cada vez mais, é parte fundamental dessa conversa global. Seja você um DJ em início de carreira, um produtor consolidado ou apenas alguém que encontra na música eletrônica uma forma de expressão e conexão, saiba que tem um lugar nessa cena.
Então, volte semana que vem — tem muito som pra você. A batida continua, e o Vibermix continua aqui, junto com você, para contar cada detalhe dessa história que não para de crescer.

