O aclamado trio mineiro, conhecido por sua potência no rock, revela detalhes de seu próximo trabalho, que promete ser mais rítmico e vibrante, desafiando as próprias fronteiras sonoras.
⏱️ Em 5 segundos:
- Black Pantera está preparando um novo álbum com lançamento previsto para agosto.
- O novo trabalho promete ser mais ‘dançante’ e ‘vibrante’, com forte presença de percussão.
- A banda busca renovação constante, sem repetir fórmulas de discos anteriores como ‘Perpétuo’ e ‘Ascensão’.
- A mensagem social e antirracista continua central, com letras que refletem a profundidade da experiência negra no Brasil.
- O trio se apresentará em grandes festivais como Rock in Rio e Primavera Sound.
Conhecido por sua energia explosiva e letras contundentes que ecoam mensagens poderosas contra o racismo e a favor dos direitos humanos, o Black Pantera está pronto para surpreender seus fãs e o cenário musical brasileiro. O trio mineiro, que já consolidou sua marca com uma fusão vigorosa de hardcore, punk, nu metal e influências afro-latinas, anunciou a chegada de um novo álbum que promete uma guinada rítmica e mais ‘dançante’.
Após o impacto de ‘Perpétuo’ (2024), que expandiu ainda mais o alcance da banda com faixas de profunda reflexão social, o grupo já se debruça sobre o próximo trabalho, com lançamento agendado para agosto. Segundo Charles Gama, guitarrista e vocalista, o processo de criação foi ‘muito divertido’. O baterista Rodrigo Pancho complementa, descrevendo o álbum como ‘mais dançante, mais vibrante. Tem muita percussão. Então, a gente pôde explorar mais esse lado.’ Essa leveza no processo contrasta com a pressão sentida em ‘Perpétuo’, que sucedeu o aclamado ‘Ascensão’ (2022), o primeiro pela Deck. A busca por inovação é uma constante para o Black Pantera: ‘A gente se desafia, não quer fazer o mesmo álbum nunca. Nos permitimos experimentar coisas novas’, reflete Charles.
A evolução da banda não se restringe apenas à sonoridade. O baixista e vocalista Chaene da Gama destaca como o público, incluindo professores e pesquisadores, tem contribuído para a ampliação do repertório e a profundidade das letras. O Black Pantera se tornou um espaço de autoconhecimento e denúncia para seus integrantes, permitindo-lhes processar e expressar as nuances do racismo estrutural. ‘As músicas começaram a vir mais contundentes, com outra perspectiva. Tem o ódio, tem a vulnerabilidade, como em ‘Tradução’, falando de mães negras, de como isso afeta a vida delas’, explica Chaene, que vê a banda como uma ‘faculdade’ contínua para o trio.
Apesar do crescente sucesso e das participações em grandes palcos como o Rock in Rio (pela terceira vez!) e o Primavera Sound, a realidade de viver de música no Brasil ainda é um desafio. Rodrigo Pancho desmistifica a glamourização da carreira artística: ‘A gente é pobre. Não tem férias, se ficar dois finais de semana sem tocar, fode tudo.’ Ele ainda brinca que ‘a gente faz show pra vender roupa, porque é o merchan que paga uma boa parte do nosso sustento’, mostrando a resiliência e a paixão que movem o Black Pantera.
Confira a entrevista completa e mergulhe no universo do Black Pantera:
💡 Você sabia que o Black Pantera foi agraciado, pelo segundo ano consecutivo, com o Prêmio BTG Pactual da música brasileira na categoria Artista – Rock?



