Label consolidada promete noite épica com blazy, Paranormal Attack e Rowdy, unindo veteranos do gênero a promessas da nova geração em uma festa que redefiniu o calendário do psytrance nacional.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Psicodelia Urbana realiza nova edição no CAOS no sábado, 16 de maio, com lineup que equilibra nomes consagrados e revelações do psytrance nacional.
- Blazy, gaúcho com mais de 150 milhões de streams e álbum The Chase (2024) com todas as faixas no Top 10 do Beatport, comanda a noite.
- Paranormal Attack, veterano de mais de duas décadas e passagens por Tomorrowland e Rock in Rio, completa o time ao lado de Rowdy, Gena e FM.Go.
Psicodelia Urbana faz do CAOS um ponto de encontro obrigatório para o psytrance nacional
Se existe um evento que tem o dom de reunir o melhor do psytrance brasileiro em uma única noite, esse evento é a Psicodelia Urbana. E no próximo sábado, 16 de maio, o CAOS recebe mais uma edição que promete ser memorável — não apenas pela qualidade do lineup, mas pela forma como a label conseguiu, ao longo de suas edições, construir um ecossistema onde nomes consagrados e novas apostas coexistem com rara naturalidade.

No centro dessa edição está Blazy, gaúcho que se tornou um dos nomes mais relevantes do progressive trance nacional na última temporada. Com mais de 150 milhões de streams acumulados nas plataformas digitais e um álbum — The Chase, lançado em 2024 — que colocou absolutamente todas as suas faixas no Top 10 do Beatport na categoria, Blazy não é apenas uma aposta: é uma realidade consolidada no cenário global. Passagens por Tomorrowland e Universo Paralello, somadas a um som que equilibra a energia crua da pista com uma estética mística e envolvente, fazem dele o nome mais pesado deste lineup.
Mas a Psicodelia Urbana sabe que uma noite marcante precisa de contraste. E é aí que entra Paranormal Attack, projeto do português Rui Oliveira — também conhecido como DJ Xangaii — que carrega mais de duas décadas de estrada e um legado que poucos no gênero conseguem igualar. Seu álbum de estreia, Phenomenon (2006), ajudou a redefinir o psytrance em escala internacional, e suas passagens por palcos como o Rock in Rio atestam sua capacidade de transcender nichos. Ao lado dele, Rowdy — projeto da gaúcha Mônica Baiffus — representa a nova geração com uma abordagem mais emocional e melódica do progressive trance, onde basslines pulsantes se encontram com composições que se transformam em verdadeiras jornadas sensoriais. Sua crescente conexão com o público a coloca como uma das artistas mais promissoras do circuito nacional.
O que diferencia esta edição, porém, é o olhar para a cena local. Gena, destaque do interior paulista, traz uma curadoria que transita entre grooves de house music e experiências mais amplas dentro da eletrônica, enquanto FM.Go, projeto de Gabriel Ferraz de Campinas, oferece uma leitura moderna e dinâmica do psytrance, com produções melodiosas e cheias de groove. Essa mistura entre forças regionais e nomes de projeção internacional é o que faz da Psicodelia Urbana algo mais do que uma festa — é um statement sobre onde o psytrance brasileiro quer estar: conectado ao mundo, mas profundamente enraizado em suas raízes.
Do ponto de vista curatorial, o equilíbrio deste lineup é raro. Não se trata apenas de empilhar nomes, mas de criar um arco narrativo para a noite — do peso experiencial de Paranormal Attack à energia contagiante de Blazy, passando pela sensibilidade de Rowdy e pela vitalidade da cena local representada por Gena e FM.Go. É um daqueles casos em que a curadoria fala mais alto, e a Psicodelia Urbana tem demonstrado, edição após edição, que entende isso como poucas labels no país.
O que se espera, agora, é que este tipo de evento continue alimentando um ciclo virtuoso: artistas brasileiros ganham visibilidade internacional, festivais no interior ganham status de referência, e o público passa a ter opções de qualidade sem precisar migrar para grandes centros. No sábado, o CAOS será o palco perfeito para mais esse capítulo. Para quem busca uma experiência imersiva, intensa e genuinamente fora do óbvio, esta é uma daquelas noites que ficam — e muito — na memória.
💡 Você sabia que Paranormal Attack (Rui Oliveira) já colaborou com a Charlie Brown Jr, uma das poucas fusões entre psytrance e rock nacional que resultou em uma das tracks mais inusitadas da cena trance brasileira?
— Douglas W.


