Pocket show da artista eletrônica no festival carioca celebra autenticidade e conexão com a geração Z, ao lado de Marina Sena.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Clementaum realizou pocket show no espaço Trident no Rock in Rio 2026, explorando ritmos latinos, funk, techno e tribal.
- Marina Sena, rosto da campanha “Que se Masque” da marca, também esteve presente no encontro.
- Trident Ballroom Experience recebeu cerca de 400 participantes por dia ao longo dos sete dias de festival.
Há uma diferença fundamental entre estar no line-up de um festival e realmente habitar o seu espírito — e foi essa segunda opção que Clementaum escolheu ao subir no espaço Trident durante o Rock in Rio 2026. Em um pocket show realizado neste domingo (6), a artista não apenas apresentou sua sonoridade, mas traduziu em música o conceito que a marca queria comunicar: liberdade para fazer diferente, sem roteiro e sem pressão de performatividade.
Clementaum emerge como um dos nomes mais interessantes da cena eletrônica brasileira contemporânea. Sua capacidade de navegar entre ritmos latinos, funk, techno e música tribal revela uma artista que não se encaixa em caixas — e talvez seja exatamente isso que a conecte com um público que já não aceita rótulos fáceis. Em um momento em que a música eletrônica brasileira busca novas identidades além dos formatos convencionais de festival, propostas como essa ganham peso simbólico.
A escolha de Marina Sena como parceira não é coincidência. A cantora construiu uma trajetória que atravessa MPB, funk e pop sem nunca parecer calculada — exatamente o tipo de autenticidade que a campanha “Que se Masque” de Trident tenta encapsular. Juntas, as duas artistas ocupam um mesmo território: o de quem experimenta, se permite e não se preocupa em agradar a todos. É uma mensagem que ressoa especialmente com uma geração Z que cresceu entre filtros e curadoria de imagem.
Da goma de mascar à pista de dança
O que torna a ação da Trident no Rock in Rio mais intrigante é a extensão da experiência além do palco. A Trident Ballroom Experience — inspirada na cultura ballroom que nasceu em Nova York nos anos 80 — transformou a marca em um espaço de experimentação corporal, onde DJs e mestres de cerimônia conduziam sessões que misturavam dança, moda e performance. Ao longo dos sete dias do festival, a expectativa era receber cerca de 400 participantes diários e distribuir 30 mil brindes, incluindo produtos, shoulder bags e leques especiais.
Há um dado curioso que reforça a conexão entre o universo dos festivais e o produto: pesquisa da agência Leo de 2025 apontou que 41% das pessoas levam chiclete para eventos desse tipo, tornando-o o segundo item mais presente na bolsa, atrás apenas da água. Internamente, o estudo ganhou o apelido de “share of pochete” — uma métrica que revela como certos objetos se tornaram quase extensões do corpo do festeiro.
O Rock in Rio 2026 voltou a ser palco de experimentações que vão além da música. A presença de Clementaum no espaço Trident é um exemplo de como marcas estão buscando formas mais orgânicas de se conectar com o público jovem — não através de patrocínios óbvios, mas criando experiências que fazem sentido dentro da lógica do próprio festival. Se por um lado trata-se de conteúdo patrocinado, por outro, a proposta de ocupar o festival com cultura ballroom e liberdade de expressão tem méritos próprios. O que fica é a pergunta: depois desse Rock in Rio, Clementaum vai conseguir transformar essa exposição em uma carreira sustentável na eletrônica nacional? A semente foi plantada — agora é preciso ver se raízes profundas vêm a seguir.
— Douglas W.


