Cortejo Afro estreia no Doce Maravilha com Luedji Luna e Margareth Menezes

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O grupo baiano sobe ao palco do Jockey Club Brasileiro no dia 8 de agosto com uma performance que celebra a força do samba-reggae e encontros históricos da música brasileira. A quarta edição do festival também reúne Caetano Veloso, Emicida e Maria Bethânia.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Cortejo Afro faz estreia no festival Doce Maravilha no dia 8 de agosto, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro
  • Luedji Luna e Margareth Menezes são as convidadas especiais do show que celebra o samba-reggae e a música baiana
  • O festival ocorre de 7 a 9 de agosto com curadoria de Nelson Motta e escalação que inclui Caetano Veloso, Emicida e Os Paralamas do Sucesso

O grupo Cortejo Afro anunciou uma estreia muito aguardada no festival Doce Maravilha, que acontece entre os dias 7 e 9 de agosto no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. No dia 8, a banda baiana sobe ao palco com uma formação completa de percussão, harmonia e vozes, trazendo como convidadas especiais duas vozes indispensáveis da música brasileira contemporânea: Luedji Luna e Margareth Menezes. A apresentação promete ser um dos momentos mais fortes da programação, ao reunir a potência do samba-reggae com a sensibilidade de artistas que já construíram narrativas próprias dentro da cultura afro-brasileira.

Fundado por Rogério Alves, presidente e idealizador da entidade cultural por trás do bloco, o Cortejo Afro carrega uma trajetória marcada por resistência e celebração da identidade negra. A performance no Doce Maravilha não será apenas um show musical, mas uma experiência cênica completa: os icônicos chapéus brancos e os figurinos desenhados pelo artista plástico Alberto Pitta devem transformar o palco carioca em uma verdadeira festa visual, digna da energia que o grupo transmite há décadas em Salvador. Em fevereiro deste ano, Luedji Luna e Margareth Menezes já haviam participado dos tradicionais ensaios do Cortejo Afro no Pelourinho, e agora essa parceria ganha os olhos de um público muito maior no Rio de Janeiro.

O repertório promete mesclar canções consagradas do samba-reggae com faixas autorais que fizeram parte da trajetória do grupo na Bahia. Luedji Luna confirmou que cantará sucessos como “Banho de Folhas”, enquanto Margareth Menezes — fundadora do bloco Afropopbrasileiro — deve embalar a plateia com clássicos como “Elejibó”, “Faraó” e “Dandalunda”. Para Rogério Alves, a apresentação no Doce Maravilha representa uma oportunidade de levar essa pegada genuinamente baiana para um público que talvez conheça o samba-reggae mais pela sonoridade do que pela raiz cultural que o sustenta.

O Doce Maravilha chega à sua quarta edição sob a curadoria de Nelson Motta, um dos nomes mais influentes na história da música brasileira. A programação deste ano reforça a diversidade do cenário nacional ao lado do encontro afro-baiano: no dia 7, Fresno celebra dez anos de seu álbum “A Sinfonia de Tudo que Há” com a Nova Orquestra, e Raimundos faz show com convidados históricos da cena do rock nacional. No dia 9, Caetano Veloso divide o palco com Emicida, Os Paralamas do Sucesso celebram 40 anos de “Selvagem?”, e Maria Bethânia se apresenta ao lado de Paulinho da Viola — uma grade que dialoga diretamente com a proposta do festival de reunir diferentes gerações e estilos da música brasileira.

O que torna essa edição especial é justamente o equilíbrio entre nomes consagrados e encontros inéditos que geram tensão criativa interessante. A presença do Cortejo Afro no palco do Doce Maravilha não é apenas uma adição à grade — é uma afirmação de que a música afro-brasileira ocupa um espaço de centralidade cada vez maior nos grandes festivais do país. Em um momento em que discussões sobre representatividade e diversidade cultural ganham força nas plataformas e nos espaços de entretenimento, ver um bloco afro como atração principal de um festival carioca é um gesto que vai além do entretenimento: é um posicionamento político e estético.

Os ingressos para a quarta edição do Doce Maravilha já estão disponíveis para venda no site oficial do evento. Depois dessa edição, fica a expectativa sobre como o festival vai consolidar sua identidade nos próximos anos — e se encontros como o do Cortejo Afro com Luedji Luna e Margareth Menezes podem se tornar uma espécie de marca registrada da casa. Uma coisa é certa: o show do dia 8 de agosto no Jockey Club Brasileiro vai ser lembrado como um dos pontos altos da edição deste ano.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o Cortejo Afro foi fundado em 1998 em Salvador, Bahia, e se tornou um dos símbolos da resistência cultural afro-brasileira, sendo frequentemente associado à tradição dos blocos afro como o Ilê Aiyê? O grupo mistura percussão, dança e militância negra em suas apresentações há mais de duas décadas.

— Douglas W.