Cumbiáfrica Desvenda ‘Batonga’: Fusão Afro Latin House Conquista Decca Records e o Mundo

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O duo colombiano Cumbiáfrica compartilha os bastidores de ‘Batonga‘, seu novo lançamento pela Decca Records, e detalha a ascensão do Afro Latin House que tem cativado audiências globais, incluindo colaborações com HUGEL.

⏱️ Em 5 segundos:

  • Cumbiáfrica lança “Batonga” pela Decca Records, um hino de resistência reimaginado com Angélique Kidjo.
  • O duo colombiano detalha a jornada de seu som Afro Latin House e a colaboração de sucesso com HUGEL.
  • A banda compartilha suas inspirações, desde a música afro-colombiana até o amapiano e o soukous.
  • Cumbiáfrica planeja mais lançamentos e colaborações com artistas africanos do catálogo da Decca.
  • Eles destacam a importância de ouvir músicos e a energia de shows ao vivo, como no Carnaval de Vinaròs.

O cenário da música eletrônica global ganha um novo fôlego com a sonoridade contagiante do duo colombiano Cumbiáfrica. Em uma entrevista exclusiva, os visionários por trás do projeto mergulham nos detalhes de seu mais recente lançamento pela prestigiada Decca Records: a faixa “Batonga”. Mais do que uma simples música, é uma celebração da identidade, resistência e da fusão vibrante que define o Afro Latin House, um gênero que o Cumbiáfrica tem ajudado a moldar, inclusive através de parcerias de sucesso com nomes como HUGEL.

A história do Cumbiáfrica é tão rica quanto sua música. Lina e Leo se encontraram na Colômbia, onde Leo já era um produtor renomado. A virada aconteceu quando ambos embarcaram em uma residência artística na República Democrática do Congo, um país com laços culturais profundos com a Colômbia. Foi lá, imersos na efervescente cena Afro House local, que a semente do Cumbiáfrica foi plantada. O projeto evoluiu de uma orquestra vibrante, De Palenque a Matongé, para o formato eletrônico com DJ sets e vocais, adaptando-se às novas realidades sem perder a essência dos sons de marimba e guitarra que evocam tanto a Colômbia quanto a África.

A paleta sonora do Cumbiáfrica é um diálogo constante entre o afro-colombiano e o contemporâneo africano. Suas influências passeiam por ritmos como Soukous, Champeta, Cumbia, Soca, Amapiano, Afrobeat clássico e Afrobeats modernos. Artistas como Ginton, Trinix, o grupo colombiano Bomba Estéreo, e o ícone Stromae, são fontes de inspiração que moldam a identidade única do duo, resultando em uma sonoridade que é ao mesmo tempo ancestral e futurista, perfeita para as pistas de dança globais.

A reimaginação de “Batonga”, um clássico do repertório de Angélique Kidjo, é um ponto alto na trajetória do Cumbiáfrica. Para eles, a faixa transcende a música, sendo um verdadeiro hino de identidade africana, resistência e força feminina. A versão do duo estabelece um diálogo profundo entre a voz de Angélique e a de Lina, entre o Fon (idioma do Benin) e o espanhol, adicionando versos originais que ecoam a busca por raízes e a voz inabalável. A parceria com a Decca Records, que se aproximou de Leo através de seu projeto de 25 anos, Alé Kumá, foi fundamental para concretizar este tributo, abrindo portas para futuras colaborações com o vasto catálogo africano da gravadora.

A sinergia com o DJ e produtor francês HUGEL foi outro marco. O encontro, que aconteceu durante a pandemia, culminou em sucessos estrondosos como a versão reimaginada de “Morenita”, que se tornou um hino pós-pandemia do Latin House, e as faixas “El Sueño” e “Águila”. Leo também colaborou com HUGEL na gestão de licenças para “La Verdolaga” com Totó la Momposina, solidificando o Cumbiáfrica como um “instigador” do movimento Latin House.

Em palco, a energia do Cumbiáfrica é contagiante. Um dos momentos mais memoráveis foi no Carnaval de Vinaròs, na Espanha, onde se apresentaram para uma multidão de 10 mil pessoas, com transmissão pela televisão. A emoção de ver gerações mais novas cantando suas músicas de cor, transformando o público em um coro massivo, é uma prova do impacto de sua arte. No estúdio, apesar de hoje contarem com uma estrutura de ponta, o duo não esquece suas origens, mantendo um antigo microfone de fita “The t.bone RB 500” como complemento para capturar os vocais que dão alma ao Cumbiáfrica. Para os produtores emergentes, o conselho é claro: “ouçam os músicos”, valorizando a sabedoria musical que transcende a academia.

O futuro do Cumbiáfrica promete ainda mais inovações. Além dos lançamentos por seu próprio selo, o duo planeja expandir a colaboração com a Decca Records, focando em mais duas novas faixas e, eventualmente, um álbum de parcerias com artistas africanos. Essa é a verdadeira essência do Cumbiáfrica: uma ponte sonora que conecta continentes, culturas e corações através da batida pulsante do Afro Latin House.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que a formação do Cumbiáfrica se deu após uma residência artística na República Democrática do Congo, um país com profundas conexões culturais com a Colômbia, onde Lina e Leo se inspiraram na cena Afro House local?

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